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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

By the Gate ( CD - PA, 1998)

Título:
By the Gate
Selo:
PA [---]
Formato:
CD
Número de faixas:
31
Duração:
74:30
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia não-oficial
Ano:
1998
Gravação:
28 de novembro de 1976
Lançamento:
1998
Singles:
---

By the Gate foi um CD bootleg lançado pela PA em 1998. Ele apresenta o penúltimo show em San Francisco, Califórnia, em 28 de novembro de 1976.

Em 1976, Elvis estava feliz com o andamento das coisas, pois o ano havia começado com mais altos do que baixos. Sua vontade de gravar ainda era baixa, mas as sessões na Jungle Room de Graceland foram divertidas e muito produtivas. De fato, as sessões realizadas entre 3 e 8 de fevereiro produziram 8 faixas utilizáveis para um álbum - 9 se contarmos "America", que foi apagada da fita por engano. Elvis também ensaiou "Feelings", um grande sucesso do cantor e compositor brasileiro Morris Albert.

Com o passar dos primeiros dias do ano, Elvis não parecia mais interessado em Las Vegas; mal sabia ele, Vegas era recíproca. Em vez de uma temporada de 28 dias no velho e monótono Hilton Showroom, ele preferiu descansar e gravar em sua mansão e depois ir direto para as turnês nacionais em março e abril. Resolveu então fazer uma temporada de 10 dias em Lake Tahoe, que seria a última no local, no início de maio. Seu retorno às turnês nacionais logo depois disso parecia apontar que Elvis podia estar se sentindo perdido ou entediado com a mesma velha rotina que vinha suportando nos últimos 6 anos.

Mas em meados daquele ano, não parecia que Elvis havia retornado à sua antiga forma ou que isso fosse possível. Suas apresentações ainda eram erráticas e ele ficava lento e às vezes confuso no início dos shows, embora nada parecido com as terríveis apresentações de agosto de 1975 em Las Vegas. Na verdade, o cantor melhoraria muito sua performance a partir de junho, culminando no grande show de 31 de dezembro de 1976 em Pittsburgh, mas era claro que ele não tinha mais aquela chama que ardia em seu âmago.

  Infelizmente, as performances de Elvis foram muito questionáveis durante a maior parte do verão e outono de 1976. O show de 30 de junho em Greensboro pode ser uma exceção, tendo alguns grandes momentos, mas o show de 31 de agosto em Macon não. Os fãs aplaudiram de qualquer maneira apenas por poder testemunhar um ícone do rock em carne e osso enquanto ele cantava, mas sua voz era frequentemente rouca e desafinada.

Antes de sua última temporada em Las Vegas, Elvis fez uma pequena turnê de 7 dias pela Costa Oeste. A partir do dia 24 de novembro em Reno, Nevada, o cantor faria uma passagem rápida por mais 2 cidades no Oregon e outras 2 na Califórnia.

Sem dúvida, alguns dos melhores shows daquela época foram os dois últimos em San Francisco, em 28 e 29 de novembro de 1976. Embora os setlists de shows diferentes fossem muito semelhantes a essa altura, parecia que Elvis estava realmente tentando se divertir e fazer seu melhor. Sua voz estava um pouco mais forte do que em outubro e ele se preocupava com o show e tentava mudar o setlist de vez em quando - mesmo que apenas mudando as posições de algumas músicas.

Abaixo está nossa análise deste CD.
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- 1. Also Sprach Zarathustra: A fanfarra anuncia o início do show. O áudio não é dos melhores, mas se assemelha muito com o dos soundboards da FTD nos shows dos dias 29 e 30 de novembro. 

- 2. See See Rider: Elvis soa legitimamente bem aqui e a plateia recebe isso com total entusiasmo. Embora de forma sutil, é possível ouvir os fãs gritando a plenos pulmões. A rendição é padrão, mas muito boa.

- 3. I Got a Woman / Amen: Elvis está de bom humor e comenta sobre os "milhares de flashes explodindo" e o que isso faz com sua visão. A rotina do "well, well, well" se assemelha muito com as do In Concert em junho de 1977. A versão do medley é padrão da época e temos um ótimo "striptease" antes dos dive bombs de JD finalizarem a música.

- 4. Love Me: Um pouco mais de interação com os fãs leva a uma agradável versão desta música descartável que se mantinha nas apresentações apenas por ter sido um hit no passado e por possibilitar que Elvis começasse sua rotina de entregar lenços e beijos.

- 5. If You Love Me (Let Me Know): A voz de Elvis soa fraca neste clássico de Olivia Newton-John, mas pode ser que  qualidade da fita influencie um pouco em nossa experiência auditiva. De qualquer forma, o cantor dá tudo de si nesta que é uma de suas músicas preferidas.

- 6. You Gave Me a Mountain: Um dos maiores showstoppers nas apresentações de Elvis, este clássico entrou no repertório em 1972 e permaneceu de forma sólida até o fim. A versão é muito boa.

- 7. Jailhouse Rock: "Meu terceiro filme se chamava 'Jailhouse Rock'." Quando o medley dos anos 1950 se iniciava, normalmente Elvis perdia um pouco do interesse e passava a fazer versões sem entusiasmo. Aqui é diferente e ele realmente se diverte com a música, entregando uma rendição sólida.

- 8. It's Now or Never: "Tem uma música que eu fiz em 1960, quando saí do Serviço. Foi tirada de 'O Sole Mio', nós mudamos a letra para 'It's Now or Never'. Então eu gostaria de canta-la." Depois de ensinar os músicos como tocar o início, Elvis faz uma versão muito próxima à da gravação de 1960 - com  exceção, claro, das notas mais altas. A orquestra acompanha com um ritmo latino muito gostoso de se ouvir 

- 9. All Shook Up: O medley de sucessos dos anos 1950 continua e o tédio de Elvis com o mesmo material antigo é evidente, apesar de toda a gritaria dos fãs.

- 10. Teddy Bear / Don't Be Cruel: Elvis se vira para seus fãs e sua voz soa fraca.

- 11. And I Love You So: Há um pequeno corte logo no início da rendição devido a problemas na fita, mas nada que atrapalhe. Elvis canta bem, sua voz soa forte e centrada na música. A versão é boa, mas padrão.

- 12. Fever: Esta é uma versão descartável onde o feedback do microfone e a voz fraca de Elvis são parte do problema, mas ele se diverte com isso.

- 13. America, the Beautiful: "Como é o ano do nosso bicentenário, gostaria de fazer nossa versão de 'America the Beautiful'.Depois de interagir com as fãs mais afoitas, Elvis faz uma versão sólida e muito bonita.

- 14. Polk Salad Annie: Muitas vezes esta música não está entre as melhores dos shows, principalmente quando Elvis está cansado. Aqui, apesar da voz um pouco fraca, o cantor se entrega e faz uma versão com muitos golpes de karatê e uma finalização fantástica.

- 15. Band Introductions: Elvis introduz The Sweet Inspirations, JD Sumner e The Stamps (individualmente), Kathy Westmoreland e Sherrill Nielsen.

- 16. Early Morning Rain: "Na guitarra base, de Springfield, Missouri, está John Wilkinson." O solo de Wilkinson segue o padrão da época.

- 17. What'd I Say: "Na guitarra solo de Shreveport, Louisiana está James Burton." James faz seu trabalho como de costume.

- 18. Johnny B. Goode: James faz um ótimo solo.v

 - 19. Drum Solo: "Na bateria, de Dallas, Texas, está o trabalhador Ronnie Tutt." Ronnie Tutt faz seu solo.

- 20. Bass Solo: "No baixo Fender, de Los Angeles, está Jerry Scheff." Jerry faz seu solo de Blues.

- 21. Piano Solo: "No piano, de Nashville, está Tony Brown." Tony faz seu solo enquanto Elvis faz notas de baixo.

- 22. Electric Piano Solo: "No clavinete elétrico e no piano elétrico, de Nashville, está David Briggs." David faz seu solo.

- 23. Love Letters: "A primeira vez que David e eu trabalhamos juntos, senhoras e senhores, fizemos uma música chamada 'Love Letters' e eu gostaria de cantá-la para vocês." Uma boa versão.

- 24. School Day: Elvis introduz Charlie Hodge, Joe Guercio e sua orquestra.

- 25. Hurt: "Nossa gravação mais recente se chama 'Hurt', senhoras e senhores." A apresentação é uma das boas desta noite, e Elvis faz o possível para fazer um ótimo final (embora sua voz falhe).

- 26. Hound Dog: A voz de Elvis claramente começa a falhar, o que evidencia que o show realmente deveria ser encerrado. A versão é bastante inferior às da época.

- 27. Hawaiian Wedding Song: Talvez para tentar recuperar sua voz, Elvis recorre a este clássico de 1961. No geral, é uma versão descartável para agradar fãs. 

- 28. Blue Christmas: É quase Natal e nada melhor do que agradar os fãs com uma música rara que todos gostavam. A voz de Elvis parece se recuperar bem nesta rendição maravilhosa.

- 29. That's All Right: Outra raridade até então, mas que passaria a fazer parte do repertório padrão em fevereiro de 1977, tem um tom bem mais rocker do que suaas versões anteriores. Nisso, ela se assemelha em muito às do In Concert.

- 30. Can't Help Falling in Love: Depois de se despedir da plateia, Elvis faz uma versão padrão de seu hit de 1961.

- 31. Closing Vamp: A fanfarra habitual encerra o show.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Last Time in Portland (CD - Memory Records, 2003)

Título:
Last Time in Portland
Selo:
Memory Records [CD MR 2035]
Formato:
CD
Número de faixas:
33
Duração:
80:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia não-oficial
Ano:
2003
Gravação:
26 de novembro de  1976
Lançamento:
2003
Singles:
---

Last Time in Portland foi um CD bootleg lançado pela Memory Records em 2003. Ele apresenta o último show de Elvis em Portland, Oregon, no dia 26 de novembro de 1976.

Em 1976, Elvis estava satisfeito com o rumo das coisas, pois o ano havia começado com mais altos do que baixos. Seu desejo de gravar ainda era baixo, mas as sessões na Jungle Room de Graceland foram divertidas e muito produtivas. De fato, as gravações realizadas entre 3 e 8 de fevereiro renderam 8 faixas utilizáveis para um álbum – 9 se contarmos "America", que foi apagada acidentalmente da fita. Elvis também ensaiou "Feelings", um grande sucesso do cantor e compositor brasileiro Morris Albert.

Nos primeiros dias do ano, Elvis já não parecia interessado em Las Vegas; mal sabia ele que Vegas também não demonstrava entusiasmo. Em vez de uma temporada de 28 dias no antigo e monótono Hilton Showroom, ele preferiu descansar em sua mansão e gravar antes de partir para as turnês nacionais em março e abril. Depois, decidiu fazer uma temporada de 10 dias em Lake Tahoe, que seria sua última naquele local, no início de maio. Seu retorno às turnês nacionais logo depois parecia indicar que Elvis se sentia perdido ou entediado com a mesma rotina que vinha suportando nos últimos seis anos.

Mas, no meio daquele ano, não parecia que Elvis havia recuperado sua antiga forma—nem que isso fosse possível. Suas performances continuavam irregulares, e ele estava lento e às vezes confuso no início dos shows, embora nada comparado às terríveis apresentações de agosto de 1975 em Las Vegas. De fato, o cantor melhorou bastante a partir de junho, culminando em um grande show em Pittsburgh, na virada do ano, em 31 de dezembro de 1976. Ainda assim, estava claro que a chama que ardia dentro dele não era mais a mesma.

Infelizmente, as performances de Elvis foram muito questionáveis durante grande parte do verão e do outono de 1976. O show de 30 de junho em Greensboro pode ser uma exceção, com alguns grandes momentos, mas o de 31 de agosto em Macon não teve esse mesmo brilho. Os fãs vibravam de qualquer forma, apenas por terem a chance de presenciar um ícone do rock cantando diante deles, mas sua voz frequentemente soava rouca e desafinada.

Antes de sua última temporada em Vegas, Elvis fez uma curta turnê de 7 dias pela Costa Oeste. Começando em 24 de novembro em Reno, Nevada, o cantor passou rapidamente por mais duas cidades no Oregon e outras duas na Califórnia. O show do dia 26 marcaria a última vez que Elvis se apresentaria em Portland, Oregon.

Abaixo está nossa análise deste CD.

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- 1. Also Sprach Zarathustra: A fanfarra anuncia o início do espetáculo. O áudio está péssimo, com muita distorção, mas soa quase como uma soundboard (provavelmente porque o gravador estava perto do palco).

2. See See Rider: A música tem uma introdução mais longa do que o normal e Elvis soa bem. A interpretação é padrão.

- 3. I Got a Woman / Amen: Elvis faz sua rotina do "well, well, well" e começa a música, mas a interrompe imediatamente para pedir à banda que não acelere o ritmo. É sempre incrível quando E consegue captar esses detalhes, pois mostra que ele está desperto e ciente do que está acontecendo.
O medley é padrão para a época, mas temos um "Amen" extra longo e um breve "striptease" antes dos dive bombs de JD e uma repetição do final com outro dive bomb para finalizar a música.

- 4. Love Me: Uma interação incrível com os fãs leva a uma versão agradável dessa música descartável, usada para iniciar sua rotina de lenços e beijos. Com outro final estendido, parece que Elvis estava tentando quebrar um recorde de finais extralongos em um único show naquela noite.

- 5. If You Love Me (Let Me Know): O sucesso de Olivia Newton-John e favorito de Elvis vem a seguir. O som da fita melhora um pouco e temos uma versão muito agradável.

- 6. You Gave Me a Mountain: Elvis começou a cantar essa música em 1972 e ela nunca perdeu sua qualidade de sucesso. A versão é muito boa e Elvis faz uma interpretação muito sincera, mas parece que ele está com dificuldades. E temos a resposta para isso depois da música, quando Elvis reclama do desequilíbrio do som no palco e pede que ele seja corrigido — outro sinal de que ele estava muito atento aos seus arredoress naquela noite.

- 7. Jailhouse Rock: O medley dos anos 1950 começa. É uma interpretação sólida.

- 8. It's Now or Never: "A próxima música é uma música que fiz em 1960, chamada 'It's Now or Never'." A voz forte de Elvis realmente leva esta interpretação a outro nível. Ele canta com paixão, ataca as notas da maneira certa e entrega uma versão incrível para a época.

- 9. All Shook UpElvis reclama com Charlie que sua água está quente. O medley de sucessos dos anos 1950 continua e o tédio de Elvis é evidente.

- 10. Teddy Bear / Don't Be Cruel: Uma versão bem rotineira, mas Elvis parece estar se divertindo com suas fãs gritando.

- 11. And I Love You So: A plateia fica em silêncio quando Elvis começa a música. No geral, é uma versão muito boa e intimista.

- 12. Fever: Uma versão descartável com um começo bem longo, mas Elvis se diverte com ela.

- 13. America, the Beautiful: "Como é o ano do bicentenário da nossa nação, gostaria de fazer a nossa versão de 'America the Beautiful'.Elvis faz uma versão sólida e muito bonita.

- 14. Band Introductions: Elvis introduz The Sweet Inspirations, JD Sumner e os Stamps (individualmente), Sherrill Nielsen e Kathy Westmoreland.

- 15. Early Morning Rain: "Na guitarra rítmica, está John Wilkinson." O solo de Wilkinson segue o padrão da época.

- 16. What'd I Say: "Na guitarra lead, de Shreveport, Louisiana, está James Burton." James faz seu trabalho habitual.

- 17. Johnny B. Goode: James faz um ótimo solo com a guitarra na nuca.

 - 18. Drum Solo: "Na bateria, de Dallas, Texas, está o esforçado Ronnie Tutt." Ronnie does his solo.

- 19. Bass Solo: "No baixo Fender, de Los Angeles, está Jerry Scheff.Jerry faz seu solo de Blues.

- 20. Piano Solo: "No piano, de Nashville, está Tony Brown." Tony faz seu solo enquanto Elvis faz as notas graves.

- 21. Electric Piano Solo: "Na- Como se chama isso, harmonica? Está David Briggs." David faz seu solo.

- 22. Love Letters: "A primeira vez que David e eu trabalhamos juntos, foi sua primeira sessão de gravação, fizemos uma música chamada 'Love Letters'." Uma versão acima da média.

- 23. School Day: Elvis introduz Charlie Hodge, Joe Guercio e sua orquestra.

- 24. Hurt: "Nossa gravação mais recente, uh, se chama 'Hurt', senhoras e senhores." Elvis faz o melhor que pode e entrega um bom trabalho, incluindo o belo final.

- 25. Hound dog: Uma versão descartável, mas boa.

- 26. Danny Boy / 27. Walk With Me: Elvis pede à plateia que permita que Sherrill Nielsen cante duas músicas enquanto ele descansa. Ambas são boas, se você aguentar a voz de Sherrill por 5 minutos.

- 28. Funny How Time Slips Away: "Senhoras e senhores, gostaria de acender as luzes da casa para que possamos vê-los, porque não consigo enxergar nada na plateia, sabem?" A plateia fica em silêncio, talvez porque não seja uma música muito necessária ou porque saibam que este é o começo do fim do show (mas logo ficarão surpresos). A interpretação é padrão.

- 29. Hawaiian Wedding Song: "Fizemos um filme chamado 'Blue Hawaii'. E nele tem uma música chamada 'Hawaiian Wedding Song". E deixem eu lhes contar uma coisa sobre ela. Fizemos uma cena de casamento, e foi tão real que pensei que estava casado com essa garota por dois anos."
Esta é uma versão com ritmo bem lento, o que é bem-vindo para contrastar com as usuais, que são um pouco mais rápidas.

- 30. Blue Christmas: "Já que estamos perto do Natal, vou tocar violão e fazer 'Blue Christmas'." Elvis comenta que as pessoas acham que ele não sabe tocar violão e depois agradece ao público como se tivesse terminado a música. Quando ele a toca de fato, é uma versão muito bonita e com um toque de blues.

- 31. That's All Right: "A primeira música que gravei foi, uh, 'That's All Right, Mama'." Já que voltamos quase 20 anos no tempo, por que não voltar ao seu primeiro disco? Esta versão é muito bem feita e Elvis canta com uma voz forte e segura. 

- 32. Can't Help Falling in Love: Elvis agradece ao público e encerra o show com seu hit de 1961. Infelizmente, a fita está bastante danificada em alguns trechos da música.

- 33. Closing Vamp: Ouve-se um pequeno trecho da fanfarra.


quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Smooth Chicago Nights (CD/DVD - MxF Records, 2020)

Título:
Smooth Chicago Nights
Selo:
MxF Records [---]
Formato:
CD + DVD
Número de faixas:
45 (CD + DVD)
Duração:
100:00 (CD + DVD)
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia não-oficial
Ano:
2020
Gravação:
15 de outubro de 1976
Lançamento:
2020
Singles:
---


Smooth Chicago Nights é um box de CD + DVD bootleg da MxF Records. Ele cobre o show completo de 15 de outubro de 1976 em Chicago, Illinois.


O ano de 1976 tinha sido de mais altos do que baixos e Elvis estava contente com o andamento das coisas. Sua vontade de gravar ainda era pouca, mas as sessões na Jungle Room de Graceland em fevereiro foram divertidas e bastante produtivas. Ele já não parecia interessado em Las Vegas - e Vegas era recíproca -, fazendo o Coronel escalá-lo para apenas uma temporada de 2 a 12 de dezembro no Hiltonesta, como sabemos hoje, seria a última de sua carreira na cidade.

Ao invés do ar seco do deserto de Nevada, o Rei do Rock preferiu fazer apenas mais uma temporada em Lake Tahoe, onde se apresentara pela última vez dois anos antes, entre 30 de abril e 9 de maio de 1976.

Na metade daquele ano, não parecia que Elvis tinha voltado à antiga forma ou que isso fosse possível. Suas apresentações ainda eram inconstantes, e ele se mostraria lento e por vezes confuso no início dos concertos, embora nada como as terríveis apresentações de agosto do ano anterior em Las Vegas. De fato, o cantor melhoraria em muito sua performance a partir de junho, culminando no ótimo show de 31 de dezembro de 1976 em Pittsburgh, mas era claro que ele já não tinha mais aquela chama que queimava em seu âmago.

No ano de 2000, a FTD teve que ser totalmente elogiada quando lançou o soundboard de 1º de junho de 1976 em Tucson, mas infelizmente não porque foi um grande show - apenas porque anunciou o início de uma nova era de lançamentos oficiais de soundboards. Uma performance sem brilho, "Tucson" foi salvo puramente pela extraordinária performance única de "Danny Boy".

Um verdadeiro sinal dos tempos em 1976 foi que, desde a turnê de abril até a de agosto, Elvis basicamente usava seu "Bicentennial Suit" em todos os shows, certamente sinalizando um artista entediado. O FTD "New Haven '76" com a performance de 30 de julho é um dos casos em questão. Lançado por causa da excelente qualidade de áudio, Elvis soa entediado, medicado e apático e, no geral, é uma experiência de audição dolorosa.

No entanto, como em tudo que se refere a Elvis, sempre há contradições, mudanças e às vezes uma luz no fim do túnel. Apenas três meses depois, as coisas de alguma forma melhorariam. Mesmo com a ameaça do livro "Elvis: What Happened?" prestes a ser publicado (ou possivelmente por causa disso), houve uma mudança definitiva e positiva no mês que antecedeu a turnê de outubro de 1976.

Elvis havia perdido bastante peso, e quando pisou no palco em Chicago, na primeira noite da turnê de outubro, ele parecia um homem rejuvenescido. Não só isso, mas Elvis estava mais uma vez vestindo macacões diferentes todas as noites - e até se encaixando naqueles que ele usava em 1974! Bootlegs como "Chicago Beat" de 14 de outubro em Chicago demonstram um desempenho muito melhor.

Neste trabalho, a MfX Records trouxe aos fãs pela primeira vez o show COMPLETO de 15 de outubro de 1976 em ChicagoEra apenas a segunda noite da oitava turnê de Elvis naquele ano, e é evidente que ele realmente se beneficiou de um descanso muito necessário entre a turnê de setembro e esta. Não há vestígios do cantor cansado, acima do peso e sem brilho que foi tão amplamente divulgado nas notícias e na mídia durante o verão. Em vez disso, o que os fãs obtiveram em Chicago foi um Rei do Rock muito mais magro, mais energético e revigorado, pronto para enfrentar a "Cidade dos Ventos".

Abaixo está nossa análise deste trabalho.

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CD - 15 DE OUTUBRO DE 1976 - CHICAGO, IL

- 1. Opening & See SeeRider: A segunda noite de Elvis em Chicago começa com uma gravação caseira de um pequeno trecho da fanfarra de abertura usual e uma interpretação muito emocionante de "See See Rider", ouvida aqui pela primeira vez, já que todos os lançamentos anteriores usaram o mesmo soundboard de "Chicago Stadium" (2010) da FTD, que - pelos padrões da época - não tinha a abertura do show gravada.

- 2. I Got a Woman / Amen: O soundboard mencionado acima começa aqui com Elvis fazendo sua rotina do "well, well, well". O som geral é um pouco melhor do que o de "Chicago Stadium" da FTD.
A interpretação é feita em um ritmo mais rápido e traz um Elvis ainda melhor em forma vocal do que na noite passada. O cantor muito animado e o bom final com o dive bomb de JD refletem o que o show nos traria.

- 3. Love Me: "Muito obrigado. Obrigado, senhoras e senhores. Gostaria de dar as boas-vindas ao show e esperamos que se divirtam." O cantor novamente passa um bom tempo com as fãs histéricas antes de seguir em frente. Diferentemente da noite anterior, Elvis faz uma versão mediana enquanto presta mais atenção ao público do que à música.

- 4. If You Love Me (Let Me Know): De início, você pode ouvir que a mixagem mais robusta desse soundboard beneficia muito a música. Elvis canta com paixão e podemos ouvir claramente as respostas de guitarra de James Burton e o trabalho de Ronnie Tutt. No geral, é uma versão de alta qualidade, muito parecida com a do dia anterior.

- 5. You Gave Me a Mountain: "Muito obrigado. Obrigado. Mountain." Elvis aqui repete a maravilhosa interpretação do dia 14, mas com muito mais emoção e até recitando alguns versos mais tristes no meio da letra. Ele novamente se concentra totalmente e faz uma performance fenomenal.

- 6. Help Me: Elvis atende uma fã que chora, antes de continuar. "A próxima música é uma que fizemos em um álbum em 1932. Chama-se 'Help Me'." Ele mal começa a música e erra a letra: "Só um minuto. Segura, segura, pare. Estamos cantando letras diferentes, filho." Sherrill diz que cantou corretamente e Elvis brinca: "São essas as palavras? Essa é a sua versão!" Erros e piadas à parte, esta é uma versão melodicamente forte e muito bem executada. "Muito obrigado. Sherrill, obrigado."

- 7. Jailhouse Rock: Elvis começa seu medley de sucessos dos anos 1950 e novamente entrega uma versão mais séria que, como na noite anterior, empolga até os backing vocals.

- 8. All Shook Up: "Obrigado. Muito obrigado. Gostaria de fazer um medley de alguns dos meus discos para vocês." Com tantos fãs pedindo sua atenção e recebendo, é natural que Elvis não cante parte da letra enquanto se dedica ao público. Outra versão mediana, mas boa.

- 9. Teddy Bear / Don't Be Cruel: No geral, uma boa interpretação. Uma fã tenta agarrar vários lenços durante a execução e Elvis até a xinga levemente.

- 10. And I Love You So: Com um tempo mais rápido que o da noite anterior, esta versão fica muito saborosa devido ao andamento sutil dado pela bateria de Ronnie Tutt.

- 11. Steamroller Blues: "Vamos fazer 'Steamroller', baby!" Elvis faz um pedido espontâneo à banda, uma música que não era tocada há quase 5 meses. A versão é excelente, deixando claro que tanto o cantor quanto a banda poderiam surpreender quando o conteúdo do concerto fosse agradável.

- 12.Intros & Early Morning Rain:"Obrigado, senhoras e senhores. Gostaria de apresentar os membros do meu grupo a vocês.Depois de interagir com alguns fãs e distribuir lenços, Elvis faz as introduções de rotina para The Sweet Inspirations, JD Sumner e os Stamps, Kathy Westmoreland e Sherrill Nielsen. John Wilkinson segue com seu solo e Elvis canta junto.

- 13. What'd I Say &  Johnny B. Goode: James Burton faz seus solos.

- 14. Drum Solo: Tutt faz sua parte.

- 15. Bass Solo: Scheff toca um Blues.

- 16. Piano Solo: Brown faz seu solo.

- 17. Electric Piano Solo: Briggs faz o que sabe.

- 18. Love Letters: "A primeira vez que David e eu trabalhamos juntos, foi sua primeira sessão de gravação e fizemos uma música chamada 'Love Letters'. Eu gostaria de cantar um pouco dela para vocês."
Geralmente, as gravadoras fazem um fade out bem no começo da música devido a problemas na fita, e o áudio retorna na seção final da música. A MxF optou (corretamente) por manter a parte danificada para nos dar a versão completa pela primeira vez.

- 19. School Day: Finalizando as introduções, Elvis apresenta Charlie Hodge, Joe Guercio e sua orquestra.

- 20. Hurt: "Temos uma espécie de nova gravação chamada 'Hurt'." Elvis faz uma versão muito energética do começo ao fim e, para a decepção do público, decide fazer apenas uma rápida reprise do final e não uma segunda versão completa como na noite anterior. Ele atinge uma nota bem alta no final, mas não fica feliz: "Medíocre."

- 21. Hound Dog: Uma versão curta para entreter os fãs.

- 22. It's Now or Never: "Eu gostaria de fazer uma música que gravei há cerca de 10 anos, 'It's Now or Never'.Elvis ainda não pedia a Sherrill Nielsen para fazer seu solo com "O Sole Mio", o que é um alívio. A versão é direta, amigável e muito bem cantada.

- 23. Blue Christmas: "Se eu puder, gostaria de acender as luzes da casa para poder ver vocês. Meu Deus! Vocês são realmente um ótimo público, sério.Em vez de fazer o que todos esperavam, uma versão de "Funny How Time Slips Away", Elvis espontaneamente começa a cantar "Blue Christmas" e a banda segue. A versão é curta, mas muito refrescante para o público e para os nossos ouvidos.

- 24. Can't Help Falling in Love: "Quero contar uma coisa. Quando quiserem que a gente volte aqui, é só nos ligar que a gente volta. Público fantástico! Leve para casa.É o fim do show, hora de distribuir os últimos lenços e beijos.

- 25. Closing Vamp: Um longo fade encerra a fanfarra final.


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DVD - 14 DE OUTUBRO DE 1976 - CHICAGO, IL

O DVD cobre o show de 14 de outubro de 1976 no mesmo local. MxF fez um trabalho incrível de minerar filmagens amadoras do show e disponibilizá-las de duas maneiras distintas, mas igualmente maravilhosas. As faixas do DVD são as seguintes:

1. Trailer
VÍDEO & ÁUDIO AMADOR
2. See See Rider
3. I Got a Woman / Amen
4. Love Me
5. You Gave Me a Mountain
6. Jailhouse Rock
7. All Shook Up & Don't Be Cruel
8. And I Love You So
9. Polk Salad Annie
10. Early Morning Rain
11. Hurt
12. Love Me Tender & Hound Dog
VÍDEO AMADOR & ÁUDIO DE SOUNDBOARD
13. See See Rider
14. I Got a Woman / Amen
15. Love Me
16. You Gave Me a Mountain
17. Jailhouse Rock
18. Polk Salad Annie
19. Hurt
20. Hound Dog

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

From the Beginning to the End (CD - SRR, 2018)

Título:
From the Beginning to the End
Selo:
SR Records [---]
Formato:
CD duplo
Número de faixas:
41
Duração:
111:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia não-oficial
Ano:
2018
Gravação:
9 e 14 de setembro de 1970
Lançamento:
2018
Singles:
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From the Beginning to the End é um CD bootleg da SR Records. Ele abrange o primeiro e o último concerto da turnê de Elvis em setembro de 1970 — um em Phoenix, Arizona, no dia 9, e o outro em Mobile, Alabama, no dia 14.


Quando Elvis retornou aos palcos em 31 de julho de 1969, o sucesso foi tão grande que chegou a ofuscar as comemorações da chegada do homem à Lua onze dias antes. A euforia tomou conta de Las Vegas de um jeito que não se via desde os primórdios da cidade, com hotéis superlotados, pessoas do mundo todo pela Sunset Strip e o International Hotel batendo recordes de reservas e venda de ingressos para um estabelecimento recém aberto. A recepção de Elvis foi mais positiva do que ele esperava e o nervosismo pelo "fracasso de 1956" na cidade logo se tornou entusiasmo para mais shows de sua parte e gravações por parte da RCA que resultariam no LP "Elvis in Person at the International Hotel".

Elvis retornaria ao showroom do International cinco meses depois de sua primeira temporada, em 26 de janeiro de 1970, já com planos sólidos de gravar mais um LP ao vivo. Mas seu triunfal retorno aos palcos após 9 anos de hiato e muitos filmes medíocres requeria algo grande para comemorar o feito, o que o Coronel providenciou junto à MGM. Contrato assinado, Elvis foi incumbido de dar seu melhor perante as câmeras de cinema na temporada de agosto/setembro de 1970, resultando no incrível "That's the Way it is".

Embora a MGM tenha procurado mostrar tudo sobre aquela temporada, muito material ficou de fora. A RCA também não teve interesse em divulgar shows completos de Elvis naquela época, fazendo com que as fitas das apresentações não usadas fossem deixadas de lado. Um dos casos é o desta apresentação, das 20h30 de 13 de agosto de 1970, a última gravada para o filme. Por ter passado décadas em prateleiras empoeiradas, ela acabou perdendo seu brilho até que foi esquecida totalmente. Claro, há outros fatores a se considerar na hora de lançar ou não um show, e parece que o caso aqui é que Elvis realmente soa muito cansado por causa de sua rotina de dois shows ao dia. Parker podia ter pensado melhor e priorizado a qualidade sobre a quantidade naquela temporada, que se estendeu de 10 de agosto a 8 de setembro de 1970, mas mesmo assim foi algo especial e um grande desafio para Elvis.

Em 9 de setembro de 1970, em Phoenix, Arizona, Elvis deu início ao que seria um capítulo memorável em sua carreira de turnês. O concerto apresentou sua icônica fusão da energia do rock 'n' roll clássico com uma presença de palco madura e em constante evolução. Apesar das pressões de uma agenda intensa e do ritmo implacável que o desgastava, Elvis ainda entregou uma performance repleta de originalidade e emoção genuína. Seu repertório — que variava de sucessos consagrados a interpretações novas e experimentais — capturou o entusiasmo dos fãs e destacou sua habilidade única de transformar cada apresentação em uma experiência eletrizante.

Em 14 de setembro, em Mobile, Alabama, Elvis encerrou sua turnê com uma energia que desmentia o desgaste físico e emocional de seu rigoroso regime. Mesmo diante dos desafios de shows consecutivos e de longos dias de turnê, ele conseguiu imbuir o concerto final com um espírito de determinação e maestria artística. Como culminação dessa turnê, essa performance não apenas marcou o fim de um período exigente, mas também celebrou a resiliência e a magia duradoura de suas apresentações ao vivo. Esse encerramento tocou profundamente o público, encapsulando o espírito de um artista que continuava a moldar o cenário das apresentações ao vivo, independentemente dos obstáculos enfrentados.

Ambos os concertos já haviam sido lançados em inúmeras gravações clandestinas, mas a SR Records conseguiu melhorá-los. A qualidade do som foi aprimorada, tornando-a um pouco mais nítida, e isso nos permite desfrutar das performances — uma mudança tremendamente bem-vinda em relação aos bootlegs originados de gravações de fãs. Embora o áudio não seja perfeito e ainda precise de consideráveis ajustes, pelo menos, comparado aos lançamentos anteriores, podemos ouvir claramente Elvis e sua banda. Isso talvez nem fosse necessário, pois sabemos que a RCA — ou outra entidade — possui as soundboards de ambos os concertos e não as lança.


Abaixo segue nossa resenha deste CD.
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CD 1 - 9 DE SETEMBRO DE 1970 - PHOENIX, AZ

- 1. That's All Right: A "Opening Vampestá faltando, então começamos o show com Elvis subindo ao palco. Comparada às versões de Las Vegas de agosto e início de setembro, esta está acima da média.

- 2. I Got a Woman: A música também recebe uma boa interpretação, e o final é notavelmente diferente de uma forma positiva.

- 3. By the Time I Get to Phoenix: Ao visitar a cidade pela primeira vez nos anos 1970, Elvis canta um trecho do sucesso de 1965 de Johnny Rivers.

- 4. Love Me Tender: Para dar início aos "beijos e lenços", Elvis faz uma interpretação bem ritmada de seu sucesso de 1956 enquanto atende seus fãs.

- 5. I've Lost You: Elvis vinha promovendo seu single em quase todos os shows desde 10 de agosto. Embora esta versão seja boa, ela não ofusca a que ouvimos mais tarde no álbum "That's the Way it is", lançado dois meses depois.

- 6. Sweet Caroline: Elvis começa a música, mas logo perde o interesse. Então, ele para e escolhe outra.

- 7. You've Lost That Lovin' Feelin': O sucesso dos Righteous Brothers vem em seguida. No geral, é uma interpretação apaixonada e bem elaborada.

- 8. Polk Salad AnnieEsta versão é, sem dúvida, uma das melhores de todos os tempos. A introdução apresenta uma conversa prolongada entre Elvis e Ronnie Tutt, cuja bateria é excepcionalmente proeminente ao longo da música, criando um espetáculo por si só. O final é igualmente selvagem.

- 9. Band Introductions: Elvis apresenta The Sweet InspirationsThe Imperials, Kathy Westmoreland e James Burton.

- 10. Johnny B. Goode: Segue-se uma versão rápida e rocker do sucesso de Chuck Berry. Elvis então apresenta John Wilkinson, Ronnie Tutt, Jerry Scheff, Glen Hardin, Charlie Hodge, Joe Guercio e sua orquestra.

- 11. The Wonder of You: Esta versão é distinta e muito refrescante. Elvis pula a introdução e começa a cantar imediatamente — uma prática que se tornaria rotina em suas apresentações a partir de 1974.

- 12. In the Ghetto: Esta pequena surpresa começa com uma interpretação poderosa, mas quando Elvis começa a rir da plateia, a música perde um pouco do brilho no meio. O final, no entanto, é fantástico.

- 13. Heartbreak Hotel: Uma versão animada e blueseira de seu primeiro sucesso pela RCA em 1956, imperdível.

- 14. Blue Suede Shoes / All Shook Up: Outro de seus sucessos de 1956, "Blue Suede..." também recebe uma versão acelerada seguida por um medley que incorpora a gravação de 1957 em um estilo semelhante.

- 15. Bridge Over Troubled Water: Infelizmente, a fita estava muito danificada no início desta música de tirar o fôlego de Elvis, então a interpretação começa na segunda estrofe. Esta pode ser a melhor interpretação de setembro de 1970.

- 16Suspicious Minds: Elvis está completamente entusiasmado com a música ao longo desta interpretação. É uma versão rápida e cheia de energia que culmina numa impressionante demonstração de golpes de karatê extraordinários no final.

- 17. Can't Help Falling in Love: O show termina com a versão padrão do clássico de 1961.

BÔNUS

As faixas a seguir são do mesmo concerto, mas vêm de uma fonte diferente e com áudio mais nítido.

18. I've Lost You
19. The Wonder of You
20.  In the Ghetto


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CD 2 - 14 DE SETEMBRO DE 1970 - MOBILE, AL

- 1. Intro: Ouvimos parte da "Opening Vamp".

- 2. That's All Right: A fita de origem é um pouco mais nítida que a do CD 1. Embora a interpretação seja padrão, ela é muito bem executada.

- 3. I Walk the Line: "Olá, eu sou Johnny Cash!" Elvis canta brincando um trecho do sucesso de Cash.

- 4. I Got a Woman / Amen: Esta é uma excelente interpretação, que se torna ainda mais memorável pela sincera "Amen" no final.

- 5. Love Me Tender: Esta é uma interpretação justa que prepara o cenário para interação direta com os fãs.

- 6. I've Lost You: Embora não existam "versões ruins" deste single, as apresentações da turnê de setembro de 1970 são as melhores, e esta não é exceção. Esta é a última versão ao vivo.

- 7. You've Lost That Lovin' Feelin': "Vocês são um público maravilhoso. Muito obrigado." Uma ótima versão do sucesso do The Righteous Brothers' vem na sequência.

- 8. Polk Salad Annie: Elvis se diverte muito nesta versão. Ele ri, grita e berra, executa mudanças rítmicas e de tom complexas e conclui com uma exibição impetuosa de golpes de karatê — só para recomeçar e fazer tudo de novo! A plateia vai ao delírio.

- 9. Band Introductions: Elvis introduz The Sweet InspirationsThe Hugh Jarrett Singers e Kathy Westmoreland.

- 10. Johnny B. Goode: "Na guitarra lead, meu guitarrista favorito, Mr. James Burton." Nesse momento, Elvis faz uma introdução solo inusitada, visivelmente animado, enquanto James toca o hit de Chuck Berry.

- 11. Band Introduction: Elvis continua as introduções com John Wilkinson, Ronnie Tutt, Jerry Scheff, Glen Hardin e Charlie Hodge. Ele reconhece a cantora Jane Morgan na plateia e, em seguida, apresenta Joe Guercio e sua orquestra.

- 12. The Wonder of You: Como de costume, a essa altura, a música começa sem a introdução orquestral. É uma versão agradável e bem coordenada.

- 13. In the Ghetto: Elvis executa uma interpretação magistral, na qual para no meio da música para interagir com o público e rir um pouco. O final é simplesmente fenomenal.

- 14. Heartbreak Hotel: "Fiz uma música chamada 'Heartbreak Hotel'. Eu era apenas um bebê." O medley de sucessos dos anos 1950 começa com estilo, com Elvis executando diversas vocalizações variadas, o que torna a interpretação excelente.

- 15. Blue Suede Shoes / All Shook Up: Este medley inusitado é surpreendentemente bom. Elvis canta de forma enérgica e animada, e o público adora.

- 16. Don't Be Cruel: Raramente tocada fora de um medley, a música ganha uma interpretação sólida, apresentando a frase jocosa, "Please, let's forget the past / before I kick your ass" ("por favor, esqueça o passado / antes que eu chute seu traseiro").

- 17. Hound Dog: "Na mesma época em que gravei "Don't Be Cruel", gravei "Hound Dog" direto. 1956." Elvis então adiciona: "Hey, eu tinha quatro anos quando gravei essa música, minha voz era muito mais aguda." Ele provoca o público fingindo que não consegue começar a música e então explode em uma interpretação incrível com um lindo solo de James Burton.

- 18. Bridge Over Troubled Water: Embora Elvis soe um pouco contido, esta versão é muito boa.

- 19. Suspicious Minds: O show está chegando ao fim, e agora é o momento perfeito para esta música de tirar o fôlego. Elvis canta muito bem e apresenta uma versão estendida e vibrante de 5 minutos.

- 20. Funny How Time Slips Away: Ignorando o típico discurso sobre "acender as luzes da casa", a música começa e a plateia explode de entusiasmo. Elvis canta suavemente, oferecendo uma interpretação sólida, e os fãs tentam de tudo para conseguir um beijo.

- 21. Can't Help Falling in Love: Após um breve agradecimento ao público, Elvis canta seu hit de 1961 e interage com o público uma última vez.