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quarta-feira, 25 de março de 2026

Amarillo '77 (CD - FTD, 2011)

Título:
Amarillo '77
Selo:
FTD [FTD 101] [506020 975027 2]
Formato:
CD
Número de faixas:
29
Duração:
78:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2011
Gravação:
24 de março de 1977
Lançamento:
Julho de 2011
Singles:
---


Amarillo '77 foi o centésimo primeiro CD da FTD. Ele cobre o show quase completo de 24 de março de 1977 e versões excepcionais da mesma turnê. O trabalho encontra-se atualmente fora de catálogo.


Em 1977, Elvis estava em baixa. Seu setlist ficou bastante estagnado e seus shows eram muitas vezes superficiais, na melhor das hipóteses. Após a excitação e a alta energia recém-descoberta dos shows de dezembro de 1976, no início de 1977 ele desceu rapidamente e ganhou o peso que havia perdido recentemente. Em janeiro, o cantor mostrou pouco interesse em terminar as músicas para seu próximo álbum no Creative Studios de Nashville. Talvez fosse sua preocupação com o próximo livro revelador que estava sendo escrito por seus ex-guarda-costas ou talvez a novidade de seu novo relacionamento com Ginger Alden tivesse se esgotado.

Desesperado por novas músicas, Felton Jarvis, produtor de Elvis, saiu em turnê de março a maio de 1977 para tentar gravar novo material ao vivo. Essas gravações eventualmente forneceram três músicas para o LP "Moody Blue", além de serem usadas para a compilação "Spring Tours '77" da FTD.

A primeira turnê de Elvis em 1977 teve 10 shows, começando em HollywoodFlórida, em 12 de fevereiro e terminando em CharlotteCarolina do Norte, no dia 21 do mesmo mês.

Apesar de ter descansado no Havaí por um mês, a turnê de março não seria das melhores também, mas teve alguns highlights como o show do dia 24 em Amarillo. Infelizmente, com Elvis tendo engordado e estando esgotado, as coisas seriam muito piores daqui para frente e a turnê de abril teria 4 dos doze shows cancelados devido a problemas de saúde. A partir de então, Elvis só ocasionalmente se animava a realizar concertos admiráveis.

Ao lançar o CD "Spring Tours '77" em 2002,FTD teve a oportunidade de selecionar as melhores gravações ao vivo de Felton Jarvis na primavera de 1977, que criaram um perfil interessante, embora um tanto positivista, de Elvis em concerto durante esses 3 meses. Ao distribuir este novo trabalho, a gravadora foi inteligente em selecionar treze novas músicas que não foram apresentadas em compilações anteriores, tornando-o um companheiro digno.

Na verdade, até agora, nenhum show completo de 1977 foi considerado digno de lançamento oficial, embora muitos tenham surgido em bootlegs - e alguns deles de gravações do público. Mas aqui, finalmente, temos um show "completo" (tanto quanto foi gravado pelo engenheiro) e, melhor ainda, uma performance completamente desconhecida do segundo e último show de Elvis em Amarillo, em 24 de março de 1977. Sabendo que Elvis não estava em seu melhor, há um bônus definitivo em ter uma seleção de 11 faixas extras para aumentar o tempo de execução do CD.

Abaixo segue nossa resenha deste CD espetacular.
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- 1. That's All Right: Para uma gravação de mesa de som, a qualidade é muito boa e a mixagem é excelente com a voz de Elvis bem equilibrada entre a banda, músicos de apoio e orquestra. Infelizmente, o engenheiro de som não gravou os primeiros números - que incluíam uma rendição de "Love Me Tender" logo após a abertura -, mas, novamente, Elvis costumava levar algum tempo para "aquecer". E para ser honesto, não faz falta ter outra versão extremamente longa de "I Got a Woman / Amen". Quando começamos a ouvir o concerto, Elvis já soa totalmente engajado, cantando muito bem e sem arrastar as palavras - um ótimo sinal.

- 2. Are You Lonesome Tonight: "E então gravamos uma música chamada 'Are You Lonesome Tonight'." Elvis conversa e brinca coma plateia por alguns minutos, algo que já havia se tornado raro. Assim como acontecera em fevereiro, ele erra a letra logo no início e para a rendição. Depois de um pouco mais de interação com fãs e seus músicos, o cantor volta à música, mas agora está mais disperso do que nunca. Rindo e se divertindo, ele faz uma constatação a Charlie Hodge: "Charlie, 20 anos indo ralo abaixo." Em comparação, esta é uma versão das menos memoráveis.

- 3. Reconsider Baby: "'Fizemos um blues chamado 'Reconsider Baby'." Após a rendição perfeita feita um mês antes em Charlotte, era de se esperar que outra desse clássico raro animasse tanto Elvis quanto seus fãs. Infelizmente, ele apenas ensaia alguns acordes e desiste de cantá-la.

- 4. Love Me: Elvis tenta iniciar o hit de 1956, mas percebe que os músicos estão fora do tom: "Vejam, um de nós está errado, amigos. E eu não vou levar a culpa disso." A rendição é a padrão, com Elvis distribuindo beijos e lenços para a plateia enquanto canta.

- 5. If You Love Me (Let Me Know): "Esta próxima canção foi gravada por Olivia Newton-John e se chama 'Se Você Me Ama, Deixe-me Saber... Se não, cai fora!'" A voz de Elvis está fraca para este clássico poderoso, mas mesmo assim ele consegue entregar uma boa versão.

- 6. You Gave Me a Mountain: Há uma interação divertida com a multidão no fim da rendição, quando Elvis faz um esforço para dar o melhor de si e recebe gritos e aplausos efusivos da plateia. A versão em si é mediana, talvez um pouco menos enérgica do que a do "In Concert".

- 7. Jailhouse Rock: "Meu terceiro filme se chamou 'Jailhouse Rock' e, vocês sabem... Minha voz era muito mais aguda na época e as letras são bem rápidas, então vou tentar e ver o que acontece." Outra descartável nas apresentações, mas que aqui recebe um tratamento um pouco melhor do que o normal.

- 8. O Sole Mio / It's Now or Never: "Em 1960 gravamos uma música chamada 'It's Now or Never'. Ela foi tirada da canção italiana 'O Sole Mio'. Gostaria de pedir a Sherrill Nielsen para fazer a versão italiana, 'O Sole Mio'. Ouçam a voz dele, senhoras e senhores." A adoração de Elvis pela voz de Nielsen às vezes é incompreensível. É difícil saber se ele realmente o tinha como um ótimo cantor ou se sabia que fazê-lo cantar causava um tanto de ódio - e dor de ouvido - na plateia. Passada a tortura, "It's Now or Never" tem um ar latino  - embora seja uma canção napolitana - ausente na maioria das vezes e é até gostosa de se ouvir.

- 9. Little Sister: "Gostaria de fazer um medley de algumas das minhas gravações, começando com 'Little Sister'." O cantor tenta dar um bom espetáculo, mas é audível que sua voz está com pouco alcance neste dia.

- 10. Teddy Bear / Don't Be Cruel: Assim que começa a rendição, Elvis a para e se dirige a Tony Brown: "Espere um minuto, Ronnie. Tony... É  a primeira vez que o ouço entrar atrasado. Você é um pianista fantástico, mas..." A rendição é mediana para medíocre, com Elvis centrado na plateia para esconder o estado de sua voz.

- 11. My Way: "Esta próxima música... Vocês talvez nos tenham ouvido cantá-la, mas foi gravada por Frank Sinatra e se chama 'My Way'. Não sei a letra dela, então terei de ler, mas gostaria de tentar mesmo assim." Um número poderoso, traz Elvis colocando tudo de si em uma empolgante rendição - apesar de sua voz falhar em algumas partes. É uma tentativa válida e emocionante, mas não tão boa quanto a de Chicago cerca de um mês antes.

- 12. Introductions / Early Morning Rain: Alegadamente, o lado A da fita de Amarillo acabou aqui e, até ser virada, as introduções foram perdidas. A FTD as substitui pelas gravadas em Abilene, Texas, três dias depois. Elvis começa as apresentações com The Sweet Inspirations, JD Sumner e os Stamps - identificando-os um a um - e canta durante o solo de John Wilkinson.

- 13. What'd I Say / Johnny B. Goode: Os solos de James Burton soam medianos.

- 14. Band Introductions: Na sequência estão os solos de costume de Ronnie Tutt, Jerry Scheff, Tony Brown e Bobby Ogden, e Charlie Hodge.

- 15. School Days: Finalizando 12 dispensáveis minutos, Elvis apresenta o maestro Marty Harrell (substituindo Joe Guercio por alguns dias) e sua orquestra.

- 16. Hurt: "Uma das nossas mais novas gravações se chama 'Hurt'." De volta ao lado B da fita de Amarillo, temos uma rendição bastante boa, mas que ainda mostra que Elvis não estava vocalmente preparado naquele dia.

- 17. Hound Dog: O cantor tenta dar uma modificada no início da música, nos fazendo lembrar das versões de 1972, mas no fim a rendição é mais uma dispensável.

- 18. Can't Help Falling in Love / Closing Vamp:  "Muito obrigado, senhoras e senhores. Desculpem termos nos atrasado para chegar aqui hoje, mas tivemos um pequeno problema pessoal - nada muito grave. Mas quando quiserem que voltemos, nos deixem saber e nós voltaremos porque vocês são uma boa plateia." Elvis dá uma explicação básica de seu atraso porque o show começou muito mais tarde do que o previsto. Ao entrar no palco naquela noite, os fãs estavam tão eufóricos por ele ter aparecido que o Rei do Rock resolveu brincar com alguém na plateia: "Vocês acharam que eu não viria, não é?" Um minuto e meio de uma versão acima da média da noite levam ao fim da apresentação e a um "Closing Vamp" mais em tom funk do que de costume.


MÚSICAS BÔNUS

- 19. And I Love You So [Alexandria, 30/03/77]: "Vou descansar por alguns minutos, senhoras e senhores, há algo errado com meu microfone e eles vão consertar. Vou ter que chamar meus engenheiros de som ao palco. Ia começar... Felton, você também, filho! Bruce Jackson e Felton Jarvis. Se vocês não tivessem ficado jogando futebol, não estariam cansados." Elvis parece estar com o humor ácido. Após iniciar a música, ele dá uma risada sarcástica e faz uma emenda na letra para criticar o sistema de som. No geral, a versão é melhor do que a ouvida no "In Concert".

- 20. Fever [Alexandria, 30/03/77]: "Fever." A versão que se segue é boa, mas um tanto lenta. Elvis parece estar se mexendo bastante no palco, pela reação das fãs.

- 21. Love Me Tender [Alexandria, 30/03/77]: "Vamos fazer 'Love Me Tender', ok?" Raridade na setlist em 1977, traz Elvis se divertindo e aproveitando a música e a plateia. Ele ri e parece estar lembrando da loucura das versões do início dos anos 1970.

- 22. Blue Suede Shoes [Alexandria, 30/03/77]: Empolgado com a reação à música anterior, o cantor emplaca outro hit de 1956 e a versão é muito boa para aquele ponto do ano. Ouvir uma rendição sem Elvis estar arrastando a voz é fantástico.

- 23. Steamroller Blues [Austin, 28/03/77]: "Só há mais 900 músicas que podemos tocar... 'Steamroller'." Espontaneamente, Elvis surpreende a todos com a primeira e única rendição deste blues em 1977. Sua voz falha em pontos, mas ele entrega uma versão limpa e muito bem executada. O feel geral é semelhante ao das versões de 1976, embora aqui ele demonstre uma verdadeira alegria em poder fazer uma performance tão boa dessa música.

- 24. Help Me [Austin, 28/03/77]: "Gostaria de cantar uma música que gravamos há alguns anos, se chama 'Help Me'." Embora esteja em um ritmo mais lento do que as versões de costume ou o Master de 1973, esta rendição é boa por ter uma instrumentação mais leve e um acompanhamento sutil dos backing vocals. O mix que privilegia pontos diferentes dos costumeiros é fantástico.

- 25. Why Me Lord [Alexandria, 29/03/77]: Após um corte brusco, chegamos a uma verdadeira sessão Gospel que Elvis, JD e os Stamps comandam no palco em Alexandria. Aqui com certeza pode-se dizer que estamos ouvindo a melhor das 4 versões feitas em 1977 - e até as brincadeiras de Elvis para desconcentrar JD, que ri encantadoramente, são bem-vindas.

- 26. Bosom of Abraham [Alexandria, 29/03/77]: Talvez Alexandria lembre a cidade bíblica para Elvis e provavelmente por isso ele insista no Gospel. Aqui temos uma pequena e simpática versão acústica da gravação de 1971 em que ele e os Stamps se divertem com as harmonias.

- 27. You Better Run [Alexandria, 29/03/77]: Continuando o medley Gospel, os Stamps ajudam o cantor a render a gravação de 1966. O feel só é atrapalhado pela microfonia ocasional.

- 28. How Great Thou Art [Alexandria, 29/03/77]: "Vamos fazer 'How Great Thou Art' já que estamos nessa, amigos." Esta é uma versão potente e bem estruturada, mas infelizmente não é das melhores de 1977. A voz de Elvis falha no final e revela que ele não está tão bem de saúde quanto quer fazer parecer. Mesmo assim, a plateia grita e aplaude efusivamente, fazendo com que a alegria transborde em sua voz enquanto agradece a multidão.

- 29. Tryin' to Get to You [Abilene, 27/03/77]: Felizmente, a FTD decidiu acabar este CD com uma versão sólida do melhor show de março de 1977. Elvis erra a letra no começo, mas se concentra e faz uma rendição fantástica que levanta a plateia.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Forty Eight Hours to Memphis (CD - FTD, 2011)

Título:
Forty Eight Hours to Memphis
Selo:
FTD [FTD 105] [506020 975029 3]
Formato:
CD
Número de faixas:
25
Duração:
64:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2011
Gravação:
18 de março de 1974
Lançamento:
Outubro de 2011
Singles:
---


Forty Eight Hours to Memphis foi o centésimo quinto CD da FTD. Ele cobre o show de 18 de março de 1974 em Richmond, Virginia. O trabalho encontra-se atualmente fora de catálogo.


1974 pode ter iniciado de forma lenta nos lançamentos de discos com material novo, mas havia um senso de mudança vindoura no ar. O sucesso da compilação "A Legendary Performer, Volume 1", lançada em 11 de janeiro, era um ótimo sinal disso.

Quando começou a primeira temporada do ano em Las Vegas, no dia 26 daquele mês, Elvis ainda estava abalado com seu divórcio três meses antes e seu temperamento era tão forte quanto o do último show do ano anterior. Durante a temporada, ele modificaria o repertório para músicas mais a seu gosto e tomaria as rédeas das apresentações. "Let Me Be There" ganharia destaque. Sherrrill Nielsen e seu grupo, o Voice, teriam ainda mais espaço com a participação em "Spanish Eyes" e os solos em "Killing Me Softly", "Bringin' it Back", "I Can't Live Without You" e "Aubrey".

Foi em março de 1974 que a melhor temporada de shows de toda a carreira de Elvis ocorreu. Também foi neste momento, depois de morar em Memphis por 26 anos e 13 anos após sua última apresentação ali, que o cantor finalmente conquistou a cidade.

De 1º a 20 de março, o cantor realizou sua maior turnê até então, com 24 shows em 20 dias, e a coisa toda foi um estrondo. Estas foram algumas das melhores apresentações do Rei do Rock desde o retorno aos palcos em 1969. Várias cidades foram muito abençoadas com 2, 3, 4 e até 5 concertos. As multidões eram incríveis e a expectativa os excitava. As arenas estavam com ingressos esgotados em todas as cidades pelo menos um mês antes de Elvis pisar no palco.

Um desses casos é o de Richmond. Elvis sabia que deveria gravar um show completo em seu último concerto da temporada em Memphis, então começou a praticar alguns números e mudou o setlist ao seu gosto. Foi uma grande apresentação e a multidão estava selvagem.

Quando a FTD anunciou que estava lançando o show de Richmond, os fãs entraram em frenesi. Era a primeira vez que ele seria lançado oficialmente e a gravadora anunciou que a fonte era uma fita estéreo nunca antes ouvida. Isso levou a uma grande decepção quando a FTD o lançou em mono sem dizer aos fãs que eles haviam esquecido de corrigir as informações iniciais.

O concerto e a qualidade do áudio ajudaram a desculpar um pouco a FTD. Ele vinha de uma gravação multipista anteriormente desconhecida, tirada de uma cópia em fita de um gravador profissional de 16 pistas. Tinha alguns danos, mas o concerto estava completo. Vic Anesini trabalhou nele para consertar os danos e remasterizar o áudio, deixando a FTD com uma joia na mão. O livreto de 16 páginas incluído no pacote foi um ótimo complemento para este magnífico concerto.


Abaixo segue nossa resenha deste CD.
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- 1. Also Sprach Zarathustra: A fanfarra inicia o show. A mixagem nos permite ouvir diferentes elementos que normalmente não são audíveis.

- 2. See See Rider: Elvis fizera 4 shows em Memphis nos 2 dias que antecederam este concerto, e isso significava que ele estava mais descansado do que o habitual, já que o Mid-South Coliseum estava a apenas 15 minutos de distância de Graceland. Há uma felicidade em sua voz quando ele começa a cantar essa música já batida e isso faz com que ela soe muito boa. Além disso, mantenha seu ouvido atento à bateria empolgante de Ronnie Tutt!

- 3. I Got a Woman / Amen: Depois de uma pequena rotina de "well', well, well...", Elvis faz seu medley usual, mas novamente soa mais fresco do que nunca. A multidão vai à loucura com cada mexida de quadril. Sem as intermináveis travessuras para recuperar o fôlego, essa é simplesmente incrível. A resposta para o porquê ela pode soar familiar é: a versão é a de 20 de março. A fita estava consideravelmente danificada aqui, então Anesini decidiu adicionar a performance em Memphis.

- 4. Love Me: "Boa noite, senhoras e senhores. É um prazer estar de volta aqui em Hampton Ro- uh, Richmond. Brincadeira, brincadeira!A música é tocada a série esta noite e Elvis não passa muito tempo interagindo com seu público. Mesmo esta usual descartável é deliciosamente apresentada.

- 5. Tryin' to Get to You: Este clássico do Sun tinha acabado de entrar no setlist e Elvis obviamente se diverte com ele, até mesmo rindo um pouco no início. As notas altas são sublimes esta noite.

- 6. All Shook Up: O baixo de Duke Bardwell conduz a mixagem, e Elvis está de bom humor novamente. Ele ri enquanto brinca com seus backing vocals e realmente se diverte.

- 7. Steamroller Blues: Esta é definitivamente uma versão mais funk do que estávamos acostumados a ouvir e ainda mais agradável do que a do Aloha. Elvis realmente gosta da música e isso se mostra através de sua performance e de seus vocais.

- 8. Teddy Bear / Don't Be Cruel: A habitual "beijo e lenço" descartável, mas muito bem executada.

- 9. Love Me Tender: "Meu primeiro filme foi 'Love Me Tender' e eu gostaria de cantar um pouco dela para vocês." A rendição é bem executada, embora mediana.

- 10. Long Tall Sally / A Whole Lot-ta Shakin' Goin' On / Your Mama Don't Dance / Flip, Flop and Fly / Jailhouse Rock / Hound Dog: Elvis faz um medley de seus discos de rock de maior sucesso, como fazia desde 1973. De certa forma era feito apenas para evitar cantar todas as músicas que já estavam batidas e deixar o público feliz ao mesmo tempo, mas aqui é muito bem executado e Elvis realmente arrasa.

- 11. Fever: Elvis está bastante descontraído e a plateia obviamente adora a música. "Muito obrigado. Essa é uma música divertida de fazer."

- 12. Polk Salad AnnieUma versão muito funky de 1974 começa. Elvis dá tudo de si e a banda tenta acompanhá-lo. Ronnie Tutt e James Burton se superam e os backing vocals realmente trabalham duro. Esta é uma versão de tirar o fôlego - para Elvis e o público!

- 13. Why Me Lord: "Eu gostaria de pedir a JD e os Stamps para cantarem uma das minhas músicas favoritas.Sem Elvis tentando fazer JD rir, esta é uma versão muito espiritual. A mixagem é perfeita por misturar tudo no lugar certo.

- 14. Suspicious Minds: Há alguns problemas com o áudio nesta versão, mas Vic Anesini realmente fez um bom trabalho escondendo-os. Essa versão não é a mais inspirada e é bem parecida com a que ele faria em Memphis, mas ainda arrasa.

- 15. Band Introductions: Elvis apresenta seus amigos de palco. The Sweet Inspirations, JD Sumner e os Stamps (o cantor destaca que JD está resfriado), Kathy Westmoreland, James Burton, John Wilkinson, Ronnie Tutt, Duke Bardwell, Glen Hardin, Charlie Hodge, o grupo Voice, Joe Guercio e sua orquestra são apresentados.

- 16. I Can't Stop Loving You: "Sabem o que eu não consigo fazer?" Os poderes vocais de Elvis são todos mostrados aqui. A versão quase sai dos trilhos em um certo ponto, mas Elvis e a banda conseguem acertar antes que seja desperdiçada.

- 17. Help Me: Há um sentimento muito íntimo nessa música. O ritmo Gospel realmente combina com Elvis e a mixagem privilegia sua voz por toda a versão.

- 18. An American Trilogy: Anesini adicionou um pouco de reverberação aqui e isso funciona maravilhosamente. A mixagem foi tão bem distribuída e a gravação original tão bem feita que faz você se sentir como se estivesse lá.

- 19. Let Me Be There: A mais nova música do repertório, adicionada em janeiro de 1974, é a próxima. O hit de 1973 de Olivia Newton-John é uma ótima balada country e Elvis gosta muito de cantá-la. A mixagem nos permite ouvir os magníficos pickings de James Burton e também os retornos de JD. Como de costume, há uma reprise no final.

- 20. Funny How Time Slips Away: "Agora que vocês já tiveram a chance de nos verem, eu gostaria de acender as luzes da casa e dar uma olhada em vocês, ok?Esta é uma versão descontraída que funciona muito bem. Enquanto conversa com a plateia, Elvis ri e comenta sobre um "grande fantasma no canto" (provavelmente um de seus guarda-costas).

- 21. Can't Help Falling in Love: "Até a próxima vez aqui em Richmond, desejamos um afetuoso adiós.Elvis obviamente estava se divertindo, mas é hora de ir e o hit de 1961 é tocado. O público vai à loucura tentando conseguir um último beijo, lenço ou até mesmo um vislumbre do cantor.

- 22. Closing Vamp: A faixa tem apenas um minuto e acaba com a famosa frase: "Senhoras e senhores, Elvis já deixou o recinto. Obrigado e boa noite."

BÔNUS

- 23. Sweet Caroline (1 de março de 1974): O primeiro bônus do CD vem de Tulsa, Oklahoma. Elvis retirara essa música do repertório regular em fevereiro daquele ano. A versão que ouvimos aqui mostra que ele estava correto, pois ela é executada de forma mais lenta e não tão brilhante quanto as de 1970.

- 24. Johnny B. Goode (17 de março de 1974): Os últimos dois bônus vêm de Memphis. Elvis se diverte com o rock mais rápido e a versão é excelente, mas a qualidade do soundboard não é tão boa para aproveitarmos o total potencial da música.

- 25. That's All Right (17 de março de 1974): "É o primeiro disco que gravei, quero fazê-la agora, ok?" Fora do repertório regular desde junho de 1972, esta é uma surpresa adicionada especialmente para a plateia em Memphis. Elvis gosta da música e canta junto com a guitarra de James Burton o tempo todo. Também merecem destaque as respostas vocais dos backing vocals



quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

By the Gate ( CD - PA, 1998)

Título:
By the Gate
Selo:
PA [---]
Formato:
CD
Número de faixas:
31
Duração:
74:30
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia não-oficial
Ano:
1998
Gravação:
28 de novembro de 1976
Lançamento:
1998
Singles:
---

By the Gate foi um CD bootleg lançado pela PA em 1998. Ele apresenta o penúltimo show em San Francisco, Califórnia, em 28 de novembro de 1976.

Em 1976, Elvis estava feliz com o andamento das coisas, pois o ano havia começado com mais altos do que baixos. Sua vontade de gravar ainda era baixa, mas as sessões na Jungle Room de Graceland foram divertidas e muito produtivas. De fato, as sessões realizadas entre 3 e 8 de fevereiro produziram 8 faixas utilizáveis para um álbum - 9 se contarmos "America", que foi apagada da fita por engano. Elvis também ensaiou "Feelings", um grande sucesso do cantor e compositor brasileiro Morris Albert.

Com o passar dos primeiros dias do ano, Elvis não parecia mais interessado em Las Vegas; mal sabia ele, Vegas era recíproca. Em vez de uma temporada de 28 dias no velho e monótono Hilton Showroom, ele preferiu descansar e gravar em sua mansão e depois ir direto para as turnês nacionais em março e abril. Resolveu então fazer uma temporada de 10 dias em Lake Tahoe, que seria a última no local, no início de maio. Seu retorno às turnês nacionais logo depois disso parecia apontar que Elvis podia estar se sentindo perdido ou entediado com a mesma velha rotina que vinha suportando nos últimos 6 anos.

Mas em meados daquele ano, não parecia que Elvis havia retornado à sua antiga forma ou que isso fosse possível. Suas apresentações ainda eram erráticas e ele ficava lento e às vezes confuso no início dos shows, embora nada parecido com as terríveis apresentações de agosto de 1975 em Las Vegas. Na verdade, o cantor melhoraria muito sua performance a partir de junho, culminando no grande show de 31 de dezembro de 1976 em Pittsburgh, mas era claro que ele não tinha mais aquela chama que ardia em seu âmago.

  Infelizmente, as performances de Elvis foram muito questionáveis durante a maior parte do verão e outono de 1976. O show de 30 de junho em Greensboro pode ser uma exceção, tendo alguns grandes momentos, mas o show de 31 de agosto em Macon não. Os fãs aplaudiram de qualquer maneira apenas por poder testemunhar um ícone do rock em carne e osso enquanto ele cantava, mas sua voz era frequentemente rouca e desafinada.

Antes de sua última temporada em Las Vegas, Elvis fez uma pequena turnê de 7 dias pela Costa Oeste. A partir do dia 24 de novembro em Reno, Nevada, o cantor faria uma passagem rápida por mais 2 cidades no Oregon e outras 2 na Califórnia.

Sem dúvida, alguns dos melhores shows daquela época foram os dois últimos em San Francisco, em 28 e 29 de novembro de 1976. Embora os setlists de shows diferentes fossem muito semelhantes a essa altura, parecia que Elvis estava realmente tentando se divertir e fazer seu melhor. Sua voz estava um pouco mais forte do que em outubro e ele se preocupava com o show e tentava mudar o setlist de vez em quando - mesmo que apenas mudando as posições de algumas músicas.

Abaixo está nossa análise deste CD.
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- 1. Also Sprach Zarathustra: A fanfarra anuncia o início do show. O áudio não é dos melhores, mas se assemelha muito com o dos soundboards da FTD nos shows dos dias 29 e 30 de novembro. 

- 2. See See Rider: Elvis soa legitimamente bem aqui e a plateia recebe isso com total entusiasmo. Embora de forma sutil, é possível ouvir os fãs gritando a plenos pulmões. A rendição é padrão, mas muito boa.

- 3. I Got a Woman / Amen: Elvis está de bom humor e comenta sobre os "milhares de flashes explodindo" e o que isso faz com sua visão. A rotina do "well, well, well" se assemelha muito com as do In Concert em junho de 1977. A versão do medley é padrão da época e temos um ótimo "striptease" antes dos dive bombs de JD finalizarem a música.

- 4. Love Me: Um pouco mais de interação com os fãs leva a uma agradável versão desta música descartável que se mantinha nas apresentações apenas por ter sido um hit no passado e por possibilitar que Elvis começasse sua rotina de entregar lenços e beijos.

- 5. If You Love Me (Let Me Know): A voz de Elvis soa fraca neste clássico de Olivia Newton-John, mas pode ser que  qualidade da fita influencie um pouco em nossa experiência auditiva. De qualquer forma, o cantor dá tudo de si nesta que é uma de suas músicas preferidas.

- 6. You Gave Me a Mountain: Um dos maiores showstoppers nas apresentações de Elvis, este clássico entrou no repertório em 1972 e permaneceu de forma sólida até o fim. A versão é muito boa.

- 7. Jailhouse Rock: "Meu terceiro filme se chamava 'Jailhouse Rock'." Quando o medley dos anos 1950 se iniciava, normalmente Elvis perdia um pouco do interesse e passava a fazer versões sem entusiasmo. Aqui é diferente e ele realmente se diverte com a música, entregando uma rendição sólida.

- 8. It's Now or Never: "Tem uma música que eu fiz em 1960, quando saí do Serviço. Foi tirada de 'O Sole Mio', nós mudamos a letra para 'It's Now or Never'. Então eu gostaria de canta-la." Depois de ensinar os músicos como tocar o início, Elvis faz uma versão muito próxima à da gravação de 1960 - com  exceção, claro, das notas mais altas. A orquestra acompanha com um ritmo latino muito gostoso de se ouvir 

- 9. All Shook Up: O medley de sucessos dos anos 1950 continua e o tédio de Elvis com o mesmo material antigo é evidente, apesar de toda a gritaria dos fãs.

- 10. Teddy Bear / Don't Be Cruel: Elvis se vira para seus fãs e sua voz soa fraca.

- 11. And I Love You So: Há um pequeno corte logo no início da rendição devido a problemas na fita, mas nada que atrapalhe. Elvis canta bem, sua voz soa forte e centrada na música. A versão é boa, mas padrão.

- 12. Fever: Esta é uma versão descartável onde o feedback do microfone e a voz fraca de Elvis são parte do problema, mas ele se diverte com isso.

- 13. America, the Beautiful: "Como é o ano do nosso bicentenário, gostaria de fazer nossa versão de 'America the Beautiful'.Depois de interagir com as fãs mais afoitas, Elvis faz uma versão sólida e muito bonita.

- 14. Polk Salad Annie: Muitas vezes esta música não está entre as melhores dos shows, principalmente quando Elvis está cansado. Aqui, apesar da voz um pouco fraca, o cantor se entrega e faz uma versão com muitos golpes de karatê e uma finalização fantástica.

- 15. Band Introductions: Elvis introduz The Sweet Inspirations, JD Sumner e The Stamps (individualmente), Kathy Westmoreland e Sherrill Nielsen.

- 16. Early Morning Rain: "Na guitarra base, de Springfield, Missouri, está John Wilkinson." O solo de Wilkinson segue o padrão da época.

- 17. What'd I Say: "Na guitarra solo de Shreveport, Louisiana está James Burton." James faz seu trabalho como de costume.

- 18. Johnny B. Goode: James faz um ótimo solo.v

 - 19. Drum Solo: "Na bateria, de Dallas, Texas, está o trabalhador Ronnie Tutt." Ronnie Tutt faz seu solo.

- 20. Bass Solo: "No baixo Fender, de Los Angeles, está Jerry Scheff." Jerry faz seu solo de Blues.

- 21. Piano Solo: "No piano, de Nashville, está Tony Brown." Tony faz seu solo enquanto Elvis faz notas de baixo.

- 22. Electric Piano Solo: "No clavinete elétrico e no piano elétrico, de Nashville, está David Briggs." David faz seu solo.

- 23. Love Letters: "A primeira vez que David e eu trabalhamos juntos, senhoras e senhores, fizemos uma música chamada 'Love Letters' e eu gostaria de cantá-la para vocês." Uma boa versão.

- 24. School Day: Elvis introduz Charlie Hodge, Joe Guercio e sua orquestra.

- 25. Hurt: "Nossa gravação mais recente se chama 'Hurt', senhoras e senhores." A apresentação é uma das boas desta noite, e Elvis faz o possível para fazer um ótimo final (embora sua voz falhe).

- 26. Hound Dog: A voz de Elvis claramente começa a falhar, o que evidencia que o show realmente deveria ser encerrado. A versão é bastante inferior às da época.

- 27. Hawaiian Wedding Song: Talvez para tentar recuperar sua voz, Elvis recorre a este clássico de 1961. No geral, é uma versão descartável para agradar fãs. 

- 28. Blue Christmas: É quase Natal e nada melhor do que agradar os fãs com uma música rara que todos gostavam. A voz de Elvis parece se recuperar bem nesta rendição maravilhosa.

- 29. That's All Right: Outra raridade até então, mas que passaria a fazer parte do repertório padrão em fevereiro de 1977, tem um tom bem mais rocker do que suaas versões anteriores. Nisso, ela se assemelha em muito às do In Concert.

- 30. Can't Help Falling in Love: Depois de se despedir da plateia, Elvis faz uma versão padrão de seu hit de 1961.

- 31. Closing Vamp: A fanfarra habitual encerra o show.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Last Time in Portland (CD - Memory Records, 2003)

Título:
Last Time in Portland
Selo:
Memory Records [CD MR 2035]
Formato:
CD
Número de faixas:
33
Duração:
80:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia não-oficial
Ano:
2003
Gravação:
26 de novembro de  1976
Lançamento:
2003
Singles:
---

Last Time in Portland foi um CD bootleg lançado pela Memory Records em 2003. Ele apresenta o último show de Elvis em Portland, Oregon, no dia 26 de novembro de 1976.

Em 1976, Elvis estava satisfeito com o rumo das coisas, pois o ano havia começado com mais altos do que baixos. Seu desejo de gravar ainda era baixo, mas as sessões na Jungle Room de Graceland foram divertidas e muito produtivas. De fato, as gravações realizadas entre 3 e 8 de fevereiro renderam 8 faixas utilizáveis para um álbum – 9 se contarmos "America", que foi apagada acidentalmente da fita. Elvis também ensaiou "Feelings", um grande sucesso do cantor e compositor brasileiro Morris Albert.

Nos primeiros dias do ano, Elvis já não parecia interessado em Las Vegas; mal sabia ele que Vegas também não demonstrava entusiasmo. Em vez de uma temporada de 28 dias no antigo e monótono Hilton Showroom, ele preferiu descansar em sua mansão e gravar antes de partir para as turnês nacionais em março e abril. Depois, decidiu fazer uma temporada de 10 dias em Lake Tahoe, que seria sua última naquele local, no início de maio. Seu retorno às turnês nacionais logo depois parecia indicar que Elvis se sentia perdido ou entediado com a mesma rotina que vinha suportando nos últimos seis anos.

Mas, no meio daquele ano, não parecia que Elvis havia recuperado sua antiga forma—nem que isso fosse possível. Suas performances continuavam irregulares, e ele estava lento e às vezes confuso no início dos shows, embora nada comparado às terríveis apresentações de agosto de 1975 em Las Vegas. De fato, o cantor melhorou bastante a partir de junho, culminando em um grande show em Pittsburgh, na virada do ano, em 31 de dezembro de 1976. Ainda assim, estava claro que a chama que ardia dentro dele não era mais a mesma.

Infelizmente, as performances de Elvis foram muito questionáveis durante grande parte do verão e do outono de 1976. O show de 30 de junho em Greensboro pode ser uma exceção, com alguns grandes momentos, mas o de 31 de agosto em Macon não teve esse mesmo brilho. Os fãs vibravam de qualquer forma, apenas por terem a chance de presenciar um ícone do rock cantando diante deles, mas sua voz frequentemente soava rouca e desafinada.

Antes de sua última temporada em Vegas, Elvis fez uma curta turnê de 7 dias pela Costa Oeste. Começando em 24 de novembro em Reno, Nevada, o cantor passou rapidamente por mais duas cidades no Oregon e outras duas na Califórnia. O show do dia 26 marcaria a última vez que Elvis se apresentaria em Portland, Oregon.

Abaixo está nossa análise deste CD.

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- 1. Also Sprach Zarathustra: A fanfarra anuncia o início do espetáculo. O áudio está péssimo, com muita distorção, mas soa quase como uma soundboard (provavelmente porque o gravador estava perto do palco).

2. See See Rider: A música tem uma introdução mais longa do que o normal e Elvis soa bem. A interpretação é padrão.

- 3. I Got a Woman / Amen: Elvis faz sua rotina do "well, well, well" e começa a música, mas a interrompe imediatamente para pedir à banda que não acelere o ritmo. É sempre incrível quando E consegue captar esses detalhes, pois mostra que ele está desperto e ciente do que está acontecendo.
O medley é padrão para a época, mas temos um "Amen" extra longo e um breve "striptease" antes dos dive bombs de JD e uma repetição do final com outro dive bomb para finalizar a música.

- 4. Love Me: Uma interação incrível com os fãs leva a uma versão agradável dessa música descartável, usada para iniciar sua rotina de lenços e beijos. Com outro final estendido, parece que Elvis estava tentando quebrar um recorde de finais extralongos em um único show naquela noite.

- 5. If You Love Me (Let Me Know): O sucesso de Olivia Newton-John e favorito de Elvis vem a seguir. O som da fita melhora um pouco e temos uma versão muito agradável.

- 6. You Gave Me a Mountain: Elvis começou a cantar essa música em 1972 e ela nunca perdeu sua qualidade de sucesso. A versão é muito boa e Elvis faz uma interpretação muito sincera, mas parece que ele está com dificuldades. E temos a resposta para isso depois da música, quando Elvis reclama do desequilíbrio do som no palco e pede que ele seja corrigido — outro sinal de que ele estava muito atento aos seus arredoress naquela noite.

- 7. Jailhouse Rock: O medley dos anos 1950 começa. É uma interpretação sólida.

- 8. It's Now or Never: "A próxima música é uma música que fiz em 1960, chamada 'It's Now or Never'." A voz forte de Elvis realmente leva esta interpretação a outro nível. Ele canta com paixão, ataca as notas da maneira certa e entrega uma versão incrível para a época.

- 9. All Shook UpElvis reclama com Charlie que sua água está quente. O medley de sucessos dos anos 1950 continua e o tédio de Elvis é evidente.

- 10. Teddy Bear / Don't Be Cruel: Uma versão bem rotineira, mas Elvis parece estar se divertindo com suas fãs gritando.

- 11. And I Love You So: A plateia fica em silêncio quando Elvis começa a música. No geral, é uma versão muito boa e intimista.

- 12. Fever: Uma versão descartável com um começo bem longo, mas Elvis se diverte com ela.

- 13. America, the Beautiful: "Como é o ano do bicentenário da nossa nação, gostaria de fazer a nossa versão de 'America the Beautiful'.Elvis faz uma versão sólida e muito bonita.

- 14. Band Introductions: Elvis introduz The Sweet Inspirations, JD Sumner e os Stamps (individualmente), Sherrill Nielsen e Kathy Westmoreland.

- 15. Early Morning Rain: "Na guitarra rítmica, está John Wilkinson." O solo de Wilkinson segue o padrão da época.

- 16. What'd I Say: "Na guitarra lead, de Shreveport, Louisiana, está James Burton." James faz seu trabalho habitual.

- 17. Johnny B. Goode: James faz um ótimo solo com a guitarra na nuca.

 - 18. Drum Solo: "Na bateria, de Dallas, Texas, está o esforçado Ronnie Tutt." Ronnie does his solo.

- 19. Bass Solo: "No baixo Fender, de Los Angeles, está Jerry Scheff.Jerry faz seu solo de Blues.

- 20. Piano Solo: "No piano, de Nashville, está Tony Brown." Tony faz seu solo enquanto Elvis faz as notas graves.

- 21. Electric Piano Solo: "Na- Como se chama isso, harmonica? Está David Briggs." David faz seu solo.

- 22. Love Letters: "A primeira vez que David e eu trabalhamos juntos, foi sua primeira sessão de gravação, fizemos uma música chamada 'Love Letters'." Uma versão acima da média.

- 23. School Day: Elvis introduz Charlie Hodge, Joe Guercio e sua orquestra.

- 24. Hurt: "Nossa gravação mais recente, uh, se chama 'Hurt', senhoras e senhores." Elvis faz o melhor que pode e entrega um bom trabalho, incluindo o belo final.

- 25. Hound dog: Uma versão descartável, mas boa.

- 26. Danny Boy / 27. Walk With Me: Elvis pede à plateia que permita que Sherrill Nielsen cante duas músicas enquanto ele descansa. Ambas são boas, se você aguentar a voz de Sherrill por 5 minutos.

- 28. Funny How Time Slips Away: "Senhoras e senhores, gostaria de acender as luzes da casa para que possamos vê-los, porque não consigo enxergar nada na plateia, sabem?" A plateia fica em silêncio, talvez porque não seja uma música muito necessária ou porque saibam que este é o começo do fim do show (mas logo ficarão surpresos). A interpretação é padrão.

- 29. Hawaiian Wedding Song: "Fizemos um filme chamado 'Blue Hawaii'. E nele tem uma música chamada 'Hawaiian Wedding Song". E deixem eu lhes contar uma coisa sobre ela. Fizemos uma cena de casamento, e foi tão real que pensei que estava casado com essa garota por dois anos."
Esta é uma versão com ritmo bem lento, o que é bem-vindo para contrastar com as usuais, que são um pouco mais rápidas.

- 30. Blue Christmas: "Já que estamos perto do Natal, vou tocar violão e fazer 'Blue Christmas'." Elvis comenta que as pessoas acham que ele não sabe tocar violão e depois agradece ao público como se tivesse terminado a música. Quando ele a toca de fato, é uma versão muito bonita e com um toque de blues.

- 31. That's All Right: "A primeira música que gravei foi, uh, 'That's All Right, Mama'." Já que voltamos quase 20 anos no tempo, por que não voltar ao seu primeiro disco? Esta versão é muito bem feita e Elvis canta com uma voz forte e segura. 

- 32. Can't Help Falling in Love: Elvis agradece ao público e encerra o show com seu hit de 1961. Infelizmente, a fita está bastante danificada em alguns trechos da música.

- 33. Closing Vamp: Ouve-se um pequeno trecho da fanfarra.