ELVIS AND THE COLONEL - THE UNTOLD STORY (EUA, 1993)
Título brasileiro: Elvis and the Colonel - The Untold Story
Gravação:
1992 Lançamento:
10 de janeiro de 1993
Duração:
100min
Produtora:
NBC-TV
Orçamento:
US$ 5 milhões
Arrecadação:
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Elenco principal:
Beau Bridges
Rob Youngblood
Richard Anders
Alan Bergman
Terry Bozeman
Bart Braverman
Ralph Bruneau
Karen Constantine
Alex Courtney
Jerry Craig
Randy Crowder
Lois De Banzie
Constance Estevez
Tom Everett
Ron Fassler
Trilha sonora:
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Elvis and the Colonel - The Untold Story é um filme biográfico dirigido por William A. Graham e estrelado por Rob Youngblood como Elvis Presley e Beau Bridges como o Coronel Parker. O drama reencena a vida pessoal e profissional do Rei do Rock durante os anos em que foi agenciado por Tom Parker, entre 1955 e 1977.
Desde a morte prematura de Elvis em 16 de agosto de 1977, produtoras cinematográficas demonstraram um súbito interesse em mostrar sua história. Vernon relutava em aceitar contratos para tal e Parker queria cobrar muito mais do que lhe seria devido pela consultoria que faria nessas produções, mas havia membros da família e da Máfia de Memphis dispostos a colaborar por valores menores. Com isso surgiram filmes como "Elvis - O Filme", obra televisiva da ABC-TV em 1979, "Elvis and the Beauty Queen", produzido e exibido pela NBC-TV em 1981, "This is Elvis", a primeira produção cinematográfica sobre sua vida, "Elvis & Me", filme da ABC-TV baseado no livro homônimo de Priscilla e exibido em 1988, e a série "Elvis - Good Rockin' Tonight" de 1990, também da ABC.
Porém, nunca se havia tocado diretamente na história de Elvis com seu terceiro e definitivo agente, o holandês Andreas Cornelius van Kuijk, mais conhecido pelo pseudônimo Coronel Thomas Parker ou apenas Coronel. Estando desligada de quaisquer produções referentes a Elvis há quase quinze anos, a NBC encomendou um roteiro para um de seus melhores nomes na função, Frank Furino, que estava à frente de algumas das produções de maior sucesso à época. Ele, por sua vez, vendo que a tarefa não seria fácil, se aliou a Phil Penningroth para criar uma narrativa plausível com as poucas informações que se tinha sobre a relação de Elvis e Parker naquele momento.
Rob Youngblood como Elvis
No elenco, o único grande nome seria Beau Bridges, ator contratado da ABC-TV e emprestado para a NBC em ocasiões via contrato, que viveria o Coronel. Bridges já era uma estrela consagrada e sabia como atuar mesmo nos piores tipos de produções, mas o restante do elenco seria simplesmente composto de novatos. Rob Youngblood, que interpretaria Elvis, por exemplo, tinha feito apenas quatro participações como extra em séries da casa através dos três anos anteriores. Mesmo os importantes papéis de Vernon e Gladys seriam vividos por nomes da casa que ainda não tinham muito destaque ou que já o haviam perdido. Como de costume, Ronnie McDowell emprestou sua voz para as cenas musicais.
Embora filmado com rapidez e sem desperdícios monetários, o filme trazia uma história que ficou conhecida como "uma das maiores aberrações elvísticas" mesmo para os mais contrários aos métodos de Parker. O enredo criava narrativas fictícias para diversos eventos na vida e carreira de Elvis ao lado do Coronel, a começar pelo modo como se conheceram - representado por um encontro ao acaso em uma casa noturna, quando na realidade Parker o havia visto durante um show no Louisiana Hayride. Erros de vestuário de época - Elvis aparece em 1957 usando uma roupa que só usaria em "Change of Habit", em 1969, por exemplo - e misturas de eventos em ordem cronológica diferente da real também foram adicionadas, aparentemente sem pesquisas mais profundas. Mas a ideia mais aberrante e que levou defensores e acusadores de Parker e Elvis a odiar o filme foi colocar o Rei do Rock como um fantasma que, de tempos em tempos, aparece narrando a história.
Beau Bridges e Rob Youngblood como o Coronel e Elvis
Em sua estreia na TV em 10 de janeiro de 1993, a trama não chamou atenção e teve uma das audiências mais baixas de qualquer trabalho televisivo referente a Elvis até então. O filme foi timidamente lançadoem VHS em 1993, mas retirado do mercado em poucos meses. A produção não recebeu versão em DVD / Blu-Ray ou qualquer tipo de disco de trilha sonora.
Michael St. Gerard
Millie Perkins
Billy Green Bush
Jesse Dabson
Blake Gibbons
Kelli Williams
Jordan Williams
Howard French
Todd Bryant
Lucas Kain
David Dunavent
Marion Keisker
Trilha sonora:
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Elvis - Good Rockin' Tonight é, também conhecida apenas como "Elvis", é uma série biográfica dirigida por grandes nomes do cinema/TV e estrelada por Michael St. Gerard como Elvis Presley. O drama reencena a vida pessoal e profissional do Rei do Rock durante seus primeiros anos de estrelato, entre 1953 e 1955.
Desde a morte prematura de Elvis em 16 de agosto de 1977, produtoras cinematográficas demonstraram um súbito interesse em mostrar sua história. Vernon relutava em aceitar contratos para tal e Parker queria cobrar muito mais do que lhe seria devido pela consultoria que faria nessas produções, mas havia membros da família e da Máfia de Memphis dispostos a colaborar por valores menores. Com isso surgiram filmes como "Elvis - O Filme", obra televisiva da ABC-TV em 1979, "Elvis and the Beauty Queen", produzido e exibido pela NBC-TV em 1981, "This is Elvis", a primeira produção cinematográfica sobre sua vida, e "Elvis & Me", filme da ABC-TV baseado no livro homônimo de Priscilla e exibido em 1988.
Porém, nunca se havia pensado em transformar a vida de Elvis em uma série de televisão até que os executivos da ABC, após verem o pequeno sucesso da transmissão de "Elvis & Me", decidiram que seria uma boa ideia trazer o cantor para a modernidade dos anos 1980/1990 e retirar a visão que os mais jovens tinham de um "cara vestindo macacões espalhafatosos em Vegas nos anos 1970". Depois de rápidas conversas, Priscilla Beaulieu assumiu a produção executiva da trama, através da Navarone Productions (produtora de Priscilla), com financiamento parcial da EPE.
Poster promocional com Michael St. Gerard como Elvis em chamada para a estreia da série
No elenco, foram unanimidades o retorno de Billy Green Bush como Vernon, por sua brilhante atuação em "Elvis & Me", e Millie Perkins, estrela da casa no momento e atriz que vivera o interesse amoroso do Rei do Rock em 1961 no filme "Wild In the Country", como Gladys. Para viver Elvis, alguns nomes foram considerados. Matt Dilon, Todd McDurmont e Scott Valentine eram os mais cotados, mas a ABC decidiu de última hora por Michael St. Gerard por questões orçamentárias. Tendo interpretado Elvis por duas vezes antes em pequenas cenas de séries, ele tinha o estilo necessário apesar de ser difícil de se trabalhar com ele e de se recusar a usar lentes de contato azuis para o papel. O restante do elenco foi preenchido por nomes da casa. Como em todos os filmes sobre Elvis até então, Ronnie McDowell foi chamado para ser a voz do Rei do Rock durante cenas musicais.
Michael St. Gerard, Millie Perkins e Billy Green Bush como Elvis, Gladys e Vernon em poster promocional
Encomendada para o início de 1989, a série acabou passando por vários problemas que fizeram com que a produção quase fosse cancelada. O elenco grande e com muitos atores de renome, cobranças dos produtores e desafios técnicos fizeram com que cada capítulo de 30 minutos custasse US$ 1,5 milhão, um orçamento que a ABC jamais havia utilizado para um único programa. Como precisava de um substituto para o período entre temporadas de outras séries, a rede de TV pediu que sete capítulos fossem filmados para exibição em julho daquele ano, mas novamente o processo foi parado. Com a adição de Jerry Schilling como produtor executivo e Scotty Moore como consultor, a série finalmente ganhou mais credibilidade dentro da ABC e a luz verde para 13 episódios foi acesa.
Em sua estreia em 11 de fevereiro de 1990, a trama não chamou atenção. De fato, a cada semana sua audiência caía, até que os executivos da ABC ordenaram que a série fosse tirada do ar após seu décimo capítulo, em 6 de maio daquele ano. Com isso, apenas 300 dos 390 minutos originalmente filmados foram vistos. A trama foi reeditada e chegou ao público completa, em forma de minissérie sob o título "Elvis - The Early Years",em VHS em 1993. O mesmo roteiro foi retrabalhado para a série homônima de 2005. A produção não recebeu versão em DVD ou qualquer tipo de disco de trilha sonora.
Susan Walters
Dale Midkiff
Billy Green Bush
Hugh Gillin
Anne Haney
Mark Thomas Miller
Linda Miller
Jon Cypher
Sarah Martineck
Greg Webb
Cynthia Harrison
Wayne Powers
Cody W. Hampton
Linda Dona
Duane Edwards
Jesse Henecke
Trilha sonora:
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Elvis and Me é um filme biográfico dirigido por Larry Peerce e estrelado por Dale Midkiff como Elvis Presley e Susan Walters como Priscilla Beaulieu. O drama baseado no livro homônimo escrito pela ex-esposa de Elvis e a ghostwriter Sandra Harmon, lançado em 1985, reencena a vida pessoal e profissional do Rei do Rock durante seu relacionamento com Priscilla, entre 1959 e 1972, os fatos que supostamente levaram ao divórcio do casal e os reencontros até 1977.
Desde a morte prematura de Elvis em 16 de agosto de 1977, produtoras cinematográficas demonstraram um súbito interesse em mostrar sua história. Vernon relutava em aceitar contratos para tal e Parker queria cobrar muito mais do que lhe seria devido pela consultoria que faria nessas produções, mas havia membros da família e da Máfia de Memphis dispostos a colaborar por valores menores.
Apesar disso, Priscilla passou anos sentindo que as produções ignoravam sua história ou a distorciam por um motivo ou outro que, por vezes, a deixavam na posição de vilã. "Elvis - O Filme", obra televisiva da ABC-TV em 1979, que teve seu roteiro revisado e aprovado por ela, tinha sido o primeiro trabalho a abordar a vida de Elvis e seu sucesso foi à altura da grandeza do cantor, mas acabava abruptamente em 1970 e não contava sobre seus anos finais. "Elvis and the Beauty Queen", produzido e exibido pela NBC-TV em 1981, contava sobre o relacionamento do Rei do Rock com Linda Thompson e excluía vários feitos anteriores e posteriores de sua carreira, inclusive o casamento com Priscilla. No mesmo ano veio "This is Elvis", a primeira produção cinematográfica sobre sua vida, que incluía vários pontos de toda a história do cantor, mas corria quando o assunto era ela.
Com isso em mente, a ex-esposa do Rei do Rock decidiu escrever um livro para melhor contar sua visão das coisas e do relacionamento com Elvis, incluindo os até então desconhecidos supostos fatos insustentáveis que levaram ao divórcio. Com a ajuda da ghostwriter Susan Harmon, Priscilla conseguiu lançá-lo pela editora GP Putnam em 19 de setembro de 1985.
Capa original do livro
Notando algumas diferenças para com a versão conhecida dos fatos e a aparição de novas revelações, a ABC-TV contatou Priscilla em 1987 e fez uma oferta pelos direitos do livro para a produção de uma adaptação televisiva em que ela seria um dos produtores executivos. Com sua aceitação, a obra começou a tomar forma. Para viver Priscilla, os diretores de elenco concordaram que Susan Walters, uma novata de sucesso na ABC, se parecia bastante com ela e não houve dúvidas sobre quem deveria interpretá-la. Para atuar como Elvis, a ex-esposa do cantor sugeriu Dale Midkiff, que já havia trabalhado em "Dallas: The Early Years" (1986), uma novela baseada no livro homônimo de Priscilla, também escrito em 1985. Vernon seria vivido por Billy Green Bush, que se destacava nas produções da casa desde 1963. O restante do elenco contaria com nomes já conhecidos do público da ABC. Como em todos os filmes sobre Elvis até então, Ronnie McDowell foi chamado para ser a voz do Rei do Rock durante cenas musicais.
Susan Walters e Dale Midkiff como Priscilla e Elvis em cena de "Elvis and Me"
Com 185 minutos de duração, o filme teve audiência recorde quando exibido pela ABC-TV em duas partes, nos dias 7 e 8 de fevereiro de 1988. Segundo dados da época, 64 milhões de pessoas assistiram à produção nos Estados Unidos continental. A trama chegou ao público mundial em VHS duplo sem cortes (240 minutos) em 1997 e nunca foi lançada oficialmente em DVD, embora exista uma versão bootleg transferida de VHS para o formato em Widescreen. A produção também não recebeu qualquer tipo de disco de trilha sonora.
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"This Is Elvis" (LP)
(4 de abril de 1981) "This Is Elvis" (CD)
(FTD, Março de 2015)
This is Elvis é um filme biográfico dirigido por Andrew Solt e Malcolm Leo, e estrelado por quatro atores no papel de Elvis Presley. O documentário dramático reencena a vida pessoal e profissional do Rei do Rock desde sua infância até sua morte em 1977, contando também com filmagens reais inéditas até então.
Desde a morte prematura de Elvis em 16 de agosto de 1977, produtoras cinematográficas demonstraram um súbito interesse em mostrar sua história. Vernon relutava em aceitar contratos para tal e Parker queria cobrar muito mais do que lhe seria devido pela consultoria que faria nessas produções, mas havia membros da família e da Máfia de Memphis dispostos a colaborar por valores menores.
Foi o que ocorreu com "Elvis", filme de 1979 produzido pela ABC-TV em que Kurt Russell interpretou o músico, cuja revisão de roteiro foi feita por Priscilla Beaulieu por meros US$ 50 mil. Charlie Hodge também embarcou na produção, mas por um valor ainda menor. Felizmente o filme fez jus à história de Elvis, embora termine em 1970 e ignore alguns grandes feitos de seus últimos anos de vida, como o "Elvis On Tour" e o "Aloha From Hawaii". Apesar disso a produção concorreu a diversos prêmios, inclusive um Golden Globe de Melhor Filme para Televisão e um Emmy.
Poster original de cinema
O sucesso estrondoso do filme na televisão, dado o fato de que ele foi exibido no mesmo dia e após os clássicos "... E o Vento Levou" (1939) e "Um Maluco no Ninho" (1975), fez com produtoras de cinema vissem que ainda restavam oportunidades de lucrar com o Rei. Dessa forma, a Warner decidiu chamar dois roteiristas especializados em documentários para trabalhar em cima de uma trama para um possível filme sobre Elvis Presley.
Andrew Solt e Malcolm Leo, que também dirigiriam a produção, como era de costume em seus trabalhos, logo trouxeram aos olhos da Warner que o filme "Elvis" não havia trabalhado com os anos 1970 e que isso seria um bom começo. Solt e Leo não queriam repetir a dose da trama de 1979 trazendo Charlie Hodge no elenco nem ficarem limitados ao que Priscilla concordaria que fosse filmado, ainda mais que a década de 1970 já não a trazia muito em vista, e por isso contataram Jerry Schilling e Joe Esposito para serem seus consultores. Com a resposta positiva dos três, a produção ganhava vida.
Anúncio de jornal brasileiro de 1983
O elenco de intérpretes de Elvis foi escolhido a dedo e sempre visando a perfeição.
Para interpretá-lo quando criança, os produtores escalaram Paul Boensch III por indicação de Joe Esposito. Paul era filho de Jean Boyd, enfermeira particular de Minnie Mae, e tinha uma semelhança enorme com Elvis, fato que o próprio cantor manifestou quando Jean o levou para conhecer o ídolo em 1970. Interpretar o Rei do Rock na adolescência e início da carreira coube a David Scott, um imitador dele naquele período que não só se parecia, mas também cantava como ele, tendo ganho um concurso de covers em Montreal aos 14 anos cantando "(Let Me Be Your) Teddy Bear".
Dana MacKay, outro imitador extremamente parecido com Elvis, foi responsável por interpretá-lo nos anos iniciais da década de 1970. MacKay era muito conhecido, tinha sua própria banda e cantava exatamente como o Rei do Rock. Por fim, Elvis em seus últimos anos só caberia a Johnny Harra, o imitador que de tão perfeito havia começado o rumor de que o Rei do Rock havia se aposentado e o colocado em seu lugar em 1973. Harra também dera o nome Lisa Marie a sua própria filha.
Da esquerda para a direita: Paul Boensch III, David Scott e Johnny Harra durante filmagens em Graceland
Leo e Solt também procuraram envolver o maior número de familiares e amigos de Elvis em algum setor da produção para aumentar o tom de realismo.
Linda Thompson, que vivera com o cantor entre 1973 e 1976, foi consultora não creditada e fez a narração de alguns trechos da trama. Joe Esposito interpretou a si mesmo e também fez narrações. Vester Presley, tio de Elvis e guardião dos portões de Graceland desde 1957, aparece em diversas cenas, bem como três de suas cozinheiras particulares - Pauline Nicholson, Mary Jenkins e Nancy Rooks. Ral Donner, cantor que tinha a voz muito parecida com a de Elvis e fizera sucesso em 1961 com um cover de "The Girl of My Best Friend", narra partes da história em que o Rei do Rock relembra seu passado. Knox Phillips interpreta seu próprio pai, Sam Phillips, dono do Sun Studio e responsável por levar Elvis à fama depois de uma certa insistência de sua secretária Marion Keisker.
Johnny Harra como Elvis aos 42 anos
A produção começou a ser filmada em maio de 1980 e usou diversas locações reais, entre elas Graceland e as cidades de Memphis, Portland e Tupelo. Algumas músicas foram regravadas por David Scott para o filme, mas a maioria das que se ouve na trama são gravações originais de Elvis. O documentário utilizou material real em alguns trechos, trazendo inúmeras filmagens amadoras, cenas de filmes e shows até então inéditos para o público.
Em seu lançamento nos cinemas, em 10 de abril de 1981, a produção teve um sucesso ameno de público e decepcionou na arrecadação em sua primeira semana. O filme fracassou em recuperar seu orçamento de US$ 5 milhões e reembolsou apenas US$ 2 milhões mundialmente, mas tornou-se um clássico cult com o passar do tempo. Depois da versão de cinema com 101 minutos, a trama foi exibida com 9 minutos a mais na TV dos EUA em 1982 e lançada no mesmo ano em VHS com 144 minutos (sem cortes). O filme chegou ao DVD em 2007, com ambas as versões.
TRILHA SONORA
A trilha sonora da produção chegou ao mercado também em 10 de abril de 1981. O LP duplo trazia todas as músicas ouvidas na versão de cinema do filme, exceto as regravações de David Scott, com edições e remixagens quase imperceptíveis nas faixas já conhecidas e um grande número de apresentações ao vivo nos anos 1950 que até então eram inéditas.
Ao contrário do filme, o LP fez um bom sucesso e ganhou o certificado de Ouro em 6 de agosto de 2002. Nenhum single promocional foi lançado devido ao foto de que a RCA estava trabalhando com as regravações feitas no Young'un SoundStudio em 1980 para o LP "Guitar Man".
Em 2015 a FTD relançou o álbum em CD duplo com áudio remasterizado e todas as músicas usadas na versão sem cortes do filme.
(como Elvis aparece em diversas cenas do filme, os atores que fazem parte da produção são tratados aqui como coadjuvantes)
PAUL BOENSCH III
Nascido em Memphis em 1967, Paul era filho da enfermeira particular de Minnie Mae, Jean Boyd, em Graceland. Quando foi levado pela mãe para conhecer Elvis em 1970, o cantor ficou fascinado com a incrível semelhança com ele mesmo quando criança.
Por esse motivo Joe Esposito mencionou aos produtores de "This Is Elvis" que Paul seria perfeito para viver Elvis aos dez anos. Essa seria a primeira e única produção da qual Boensch faria parte.
Não há notícias sobre sua vida desde então.
DAVID SCOTT
Nascido em Montreal em 1 de dezembro de 1962, David se interessou pela música desde cedo e passou a idolatrar Elvis já em sua infância. Na adolescência, viu potencial em ser cover de Elvis por sua voz e aparência parecidas. Scott ganhou o primeiro prêmio de um festival de covers de Elvis em Montral em 1976 cantando "(Let Me Be Your) Teddy Bear" e fez várias aparições na televisão canadense que o levaram ao status de um dos mais perfeitos imitadores do Rei do Rock.
Sua escalação para viver Elvis aos 18 anos em "This Is Elvis" veio por indicação de Vester Presley, que o conheceu em uma visita a Graceland e reparou em sua incrível semelhança com o Rei do Rock.
Nos anos seguintes ele fez mais pontas esporadicamente e viajou pelo Canadá e EUA com seu show em homenagem a Elvis até 1992. Ao longo da carreira, Scott adquiriu um forte vício em drogas que o levou a dívidas milionárias. Sentindo-se sem saída, ele se suicidou em 5 de janeiro de 1993, aos 30 anos.
DANA MACKAY
Dana MacKay foi outro garoto que cresceu sob a influência musica de Elvis e resolveu seguir carreira no mundo dos imitadores dos covers. Ele desde cedo estudou a música e todos os trejeitos de seu ídolo, mas ficou mais motivado depois que as pessoas a seu redor começaram a notar sua real semelhança com o cantor.
Popular em concursos, ele montou uma banda e passou a se apresentar em diversos meios. Sua fama foi responsável por levá-lo a interpretar Elvis aos 35 anos em "This Is Elvis". Com o passar dos anos, ele construiu uma mansão semelhante à de Elvis e se casou com a ex-miss Nevada Mary Huffman enquanto fazia milhões em contratos para shows e com o plantio de palmeiras em Beverly Hills.
Dana e sua esposa foram encontrados mortos em sua mansão no dia 30 de outubro de 1993. Para a polícia, o casal teria chegado em casa e flagrado um roubo em andamento. Extra-oficialmente, Dana teria sofrido retaliação por causa de contratos suspeitos e dívidas com agiotas. O caso continua sem uma resolução oficial.
JOHNNY HARRA
Nascido Harry Lee Lovett em Kansas, Missouri, em 11 de julho de 1946, seus primeiros contatos com Elvis vieram de familiares que se assustavam com a semelhança com o cantor. Participante do coral de sua igreja, Harry aprendera a cantar e passou a usar isso e a aparência em benefício próprio aos 14 anos, quando começou a se apresentar como cover de Elvis sob o pseudônimo Johnny Harra.
Aos 35 anos, sua fama como imitador do Rei do Rock levou o Coronel Parker a escalá-lo para viver Elvis em seu último ano de vida em "This Is Elvis". Em 1978 ele assinou um contrato de 6 milhões de dólares por três anos de shows em Las Vegas e passou a se apresentar pelo mundo todo até que um imitador colombiano roubou seu nome de palco e passou a se apresentar como "o verdadeiro Johnny Harra". Isso o fez se afastar dos palcos.
Mesmo recluso, ele ainda participava de concursos de covers esporadicamente, tendo ganho o título de Melhor Imitador do Século XX em 1995. Em 2002 Johnny voltou aos palcos e constatou que sua fama ainda estava intacta. Ele faleceu aos 64 anos, em 30 de março de 2011.
Stephanie Zimbalist
Don Johnson
Richard Lenz
Edward Edwards
Jay W. MacIntosh
John Crawford
Ann Dusenberry
Ann Hedgeworth
Trilha sonora:
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Elvis and the Beauty Queen é um filme biográfico dirigido por Gus Trikonis e estrelado por Don Johnson como Elvis Presley e Stephanie Zimbalist como Linda Thompson. O drama reencena a vida pessoal e profissional do Rei do Rock durante seu relacionamento com a atriz e modelo Linda Thompson, entre 1972 e 1976.
Desde a morte prematura de Elvis em 16 de agosto de 1977, produtoras cinematográficas demonstraram um súbito interesse em mostrar sua história. Vernon relutava em aceitar contratos para tal e Parker queria cobrar muito mais do que lhe seria devido pela consultoria que faria nessas produções, mas havia membros da família e da Máfia de Memphis dispostos a colaborar por valores menores.
Linda Thompson havia reparado que "Elvis - O Filme", de 1979, acabava abruptamente em 1970 e não contava sobre os anos finais de Elvis, que incluíam seu relacionamento com o cantor, provavelmente de forma intencional como uma condição para que Priscilla Beaulieu se envolvesse no processo. Com isso em mente, ela partiu em busca de interessados em contar sua história com o Rei do Rock e os encontrou na NBC-TV em meados de 1980. Originalmente intitulado "Elvis and Me", o roteiro foi aprovado e re-intitulado "Elvis and the Beauty Queen" em setembro daquele ano.
Anúncio da esteia da produção na revista TV Guide de fevereiro de 1981
A produção buscou em sua casa os atores para a trama. Aparte de John Crawford, grande estrela do seriado "Dallas" da CBS-TV, todos os outros envolvidos no elenco eram contratados diretos da NBC ou da produtora Lorimar, sua agência de talentos, e talvez por isso o Elvis de Don Johnson seja visto como um dos piores até hoje. A aparência de Johnson não era muito semelhante à de Elvis, mas o problema maior foi sua atuação que não levava em conta trejeitos clássicos e a pronuncia sulista de muitas palavras. Como em "Elvis - O Filme", Ronnie McDowell foi chamado para ser a voz do Rei do Rock durante cenas musicais.
Stephanie Zimbalist e Don Johnson como Linda Thompson e Elvis Presley
Quando exibido pela NBC-TV em 1 de março de 1981, o filme teve uma boa audiência, mas nada comparado ao docudrama de 1979 da CBS. A trama chegou ao VHS em 1984 e nunca foi lançada oficialmente em DVD, embora exista uma versão bootleg transferida de VHS para o formato em Widescreen. A produção também não recebeu qualquer tipo de disco de trilha sonora.