EAP Index Brasil: 7.2 - 1960-69
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

25 de Fevereiro de 1961: O Primeiro Retorno de Elvis aos Palcos

Elvis durante conferência de imprensa no Hotel Claridge; 25 de fevereiro de 1961 


Depois de deixar de lado uma carreira extremamente meteórica iniciada em 1954 para arriscar uma manobra de marketing maluca do Coronel, Elvis abandonou os palcos no fim de 1957 para servir ao exército dos EUA por dois anos a partir do ano seguinte. Felizmente, a jogada foi um grande acerto e o Rei do Rock voltou a gravar em estúdio em 1960 sob uma popularidade ainda maior do que tinha três anos antes.

Todos os LPs, EPs e singles lançados naquele ano seriam sucessos absolutos e seus dois filmes seriam também bem recebidos. Mas Elvis já sentia falta dos palcos e isso era algo que o deixava preocupado com relação a sua carreira, uma vez que achava que apenas sua voz em discos e sua imagem em telões de cinema não conseguiriam manter seu status para sempre.

Para Parker, não havia necessidade de fazer shows tendo em mãos os contratos milionários com a RCA e estúdios de cinema. Essa mentalidade mudou rapidamente em 4 de dezembro de 1960, quando o Coronel leu em um jornal que as autoridades do Havaí estavam tendo dificuldade para arrecadar fundos para a construção do USS Arizona Memorial, um museu em homenagem aos mortos no ataque japonês a Pearl Harbor em 1941.

Vendo a oportunidade de exposição de sua mina de ouro, o agente recebeu o aval de Elvis e passou a fazer seus telefonemas, agendando dois concertos beneficentes em Honolulu. Durante uma extensa coletiva de imprensa em 11 de janeiro de 1961, Elvis e o Coronel explicaram que a apresentação teria todos os valores coletados com ingressos revertidos ao memorial em Pearl Harbor e que a mesma ocorreria em 25 de março daquele ano. Parker também deixou claro que ele e Elvis também doariam valores à causa e que todos os artistas envolvidos no evento seriam pagos do bolso deles.

Elvis e Parker durante conferência de imprensa no Hotel Claridge; 25 de fevereiro de 1961


A mídia começou a divulgar o retorno de Elvis aos palcos euforicamente, seja em críticas positivas ou negativas, deixando os fãs em polvorosa. Mas antes que o show havaiano acontecesse, o catálogo de discos de Elvis na RCA alcançou o incrível número de 75 milhões de cópias produzidas durante a prensagem do single "Surrender", em janeiro de 1961, e isso não poderia passar batido.

O presidente da RCA contatou Parker e informou sobre o acontecimento. O Coronel, por sua vez, repassou a notícia a Elvis e entrou em conversações com a prefeitura de Memphis e a gravadora para a realização de uma solenidade para entregar prêmios ao cantor e de dois concertos beneficentes que arrecadariam fundos para entidades previamente selecionadas no dia 25 de fevereiro de 1961.

O prefeito da cidade decidiu então que, dada a importância desse evento, aquele seria declarado O Dia de Elvis Presley em Memphis. Aproveitando o momento, o governador do Tennessee concedeu ao Rei do Rock o título honorário de Coronel Ajudante de Campo na Equipe do Governador.

Às 12h15 de 25 de fevereiro de 1961, um grande almoço com a presença de autoridades, representantes da RCA, Vernon e Dee, Elvis e o Coronel, ocorreu no auditório do Hotel Claridge em Memphis. Cada pessoa presente pagou US$ 100 pela participação no almoço, gerando uma arrecadação inicial de US$ 17 mil. Na sequência, o Rei do Rock recebeu documentos que reconheciam a instauração do Dia de Elvis Presley e sua nomeação como Coronel, além de uma placa comemorativa e um relógio cravejado de diamantes pela prensagem de 75 milhões de cópias de seus discos.

Uma coletiva de imprensa ocorreu às 13h45, logo após o almoço e entrega de prêmios. Repórteres locais de todo o país se revezaram para fazer perguntas a Elvis, mas a questão que mais ressoou pelo ambiente e causou um pouco de constrangimento veio de Sam Phillips, dono do Sun Studio, que havia descoberto Elvis em 1953: "Por quê o Sun não tem o reconhecimento merecido pelo sucesso de Elvis? Se não fosse por nós, a RCA não o teria."

Após o evento, Elvis foi levado de limusine até o Ellis Auditorium para se preparar para seu show.

ACIMA: Elvis recebe prêmio pela prensagem de 75 milhões de discos.
ABAIXO: Cumprimentando Sam Phillips.
Hotel Claridge; 25 de fevereiro de 1961


Às 15h daquele dia, Elvis subiu ao palco pela primeira vez depois de quase três anos e meio de sua última apresentação. Em sua banda estavam Scotty Moore e Bob Suggs na guitarra, Bob Alexius no baixo (Bill Black havia se afastado do grupo em 1958), D. J. Fontana e Don Capone na bateria, Floyd Cramer no piano, Boots Randolph no saxofone, os Jordanaires nos backing vocals e Larry Mohoberac (que mais tarde trabalharia com Elvis em estúdio e palco) e sua orquestra, a King's Men, no acompanhamento.

Elvis apareceu no palco em grande estilo, com um terno cinza prateado com detalhes em azul marinho, camisa branca, calça preta com detalhes em azul marinho e sapatos pretos. A multidão de 3860 fãs gritou histericamente por vários minutos enquanto Elvis cantava as primeiras músicas da apresentação.

Durante 45 minutos, o Rei do Rock rendeu seus maiores sucessos desde 1956, incluindo a novíssima "Surrender", e interpretou pela única vez a música "Doin' the Best I Can", da trilha sonora de "G. I. Blues", de 1960. Após o encerramento da apresentação com uma eletrizante "Hound Dog", Elvis foi levado às pressas para sua limusine e então para Graceland.

FOTOS: 25 DE FEVEREIRO DE 1961 - 15H








Elvis retornou ao palco do Ellis Auditorium às 20h30, desta vez para se apresentar para 6540 pessoas. O mestre de cerimônias, o comediante George Jessel, que não conseguira abrir o show das 15h por causa de uma greve de companhias aéreas que ocorria à época, recebeu o cantor com um exagerado salamaleque que arrancou risadas de todos.

Com terno e camisa brancos, calças e sapatos pretos, Elvis fez um show ainda melhor. Por 50 minutos houve histeria de fãs, música de qualidade e os movimentos pélvicos clássicos do cantor em uma sequência quase hipnótica. "Doin' the Best I Can" e "Surrender" foram substituídas por "Fever" e "Swing Down, Sweet Chariot", outros dois sucessos de 1960. Elvis esqueceu algumas linhas de "Don't Be Cruel", mas soube disfarçar com uma maravilhosa improvisação. "Hound Dog" novamente fecharia a apresentação. Saindo às pressas, Elvis foi novamente levado para Graceland, onde deu uma festa para convidados seletos.

FOTOS: 25 DE FEVEREIRO DE 1961 - 20H30





Todas as críticas em jornais do dia seguinte deram conta de que a maior lembrança de ambos shows foi "a excitação dos fãs, a euforia e a histeria causada pelo cantor." Os repórteres também deram conta de que o público total fora de 10400 pessoas, as quais pagaram US$ 33 mil em ingressos, e que a arrecadação total - contando com os US$ 17 mil do almoço - fechara em exatos US$ 50 mil que seriam divididos entre 26 entidades beneficentes por todo o Tennessee.

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Texto original: EAP Index e Elvis Presley Music
Fotos: Google e Elvis Presley Music
Pesquisa e tradução: EAP Index | http://www.eapindex.site
>> a re-disponibilização desta postagem só é permitida se mantidos os créditos e sem edições.<<

quarta-feira, 31 de julho de 2024

The Return to Vegas (CD - FTD, 2014)

Título:
The Return to Vegas
Selo:
FTD [FTD 135] [506020 975071 2]
Formato:
CD
Número de faixas:
18
Duração:
67:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2014
Gravação:
3 de agosto de 1969 DS
Lançamento:
Junho de 2014
Singles:
---


The Return to Vegas é o 135º lançamento da FTD. O CD apresenta a primeira gravação soundboard conhecida de Elvis em concerto em 1969, o Dinner Show de 3 de agosto. Devido ao incêndio nos arquivos da Follow That Dream em 2021, a obra está esgotada.


Apenas onze dias depois que o astronauta Neil Armstrong deu seu famoso " pequeno passo" na lua, Elvis Presley deu seu próprio salto gigantesco. Naquela noite de 31 de julho de 1969, o cantor subiu ao palco do International Hotel em Las Vegas e se restabeleceu firmemente como um dos artistas mais dinâmicos do mundo.

Seu retorno depois de anos fazendo filmes já estava em alta velocidade em dezembro, com a transmissão da NBC do especial de TV ELVIS altamente cotado e aclamado pela crítica. Ele pegou a maré desse sucesso em suas primeiras sessões de gravação em Memphis em quase 15 anos, resultando em grandes hits como "Suspicious Minds", "In the Ghetto" e "Don't Cry Daddy".

Elvis estava pegando fogo novamente, e sua temporada em Las Vegas foi outra joia da coroa em seu retorno. Com dois shows por noite, sete dias por semana, durante quatro semanas, os concertos representaram suas primeiras apresentações ao vivo em quase nove anos - fora os quatro shows em estúdio para seu especial de TV.

A RCA começou a gravar os shows de Las Vegas em 21 de agosto, capturando onze apresentações completas naquele verão. Na época, algumas das melhores faixas foram selecionadas para um álbum, "From Memphis to Vegas / From Vegas to Memphis (Elvis in Person)". Mais recentemente, todos os shows entre os dias 21 e 26 de agosto foram lançados na íntegra na caixa "Live 1969" da Sony Legacy.

O show presente neste CD é uma gravação soundboard atribuída ao Dinner Show do dia 3 de agosto, mas a data tem sido constantemente contestada. Alguns investigadores dizem que algumas coisas ditas por Elvis durante o concerto indicam que este áudio vem de uma data posterior, provavelmente entre 16 e 19 de agosto, enquanto outros preferem acreditar que este é de fato o espetáculo mais próximo de 31 de julho que iremos ouvir e alguns mais consideram que pode ser um splice de dois ou mais concertos.

Quando a Fort Baxter lançou o show em 1993 como o concerto de abertura em 31 de julho, a data real da gravação era desconhecida - e permanece desconhecida até hoje. Elvis comenta que "é difícil conseguir trabalhar nesses shows com jantar", o que leva alguns pesquisadores a acreditar que isso está mais próximo do final da temporada do que de 31 de julho ou 3 de agosto. O cantor apresenta "Suspicious Minds" como uma música a ser lançada "em dez dias ou por aí", o que colocaria o show dentro do limite de 16 a 19 de agosto acreditado por outros, já que o single foi lançado em 26 de agosto.

Abaixo está uma revisão do concerto.
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- 1. Blue Suede Shoes: Os shows de 1969 geralmente começavam apenas com a banda se aquecendo e adicionando instrumento por instrumento ao som até que a música estivesse totalmente em andamento. O som deste soundboard é bastante agradável, dando-nos a sensação de estarmos na plateia. É notável que o CD da FTD tem um som bem mais abafado e menos natural do que a versão da Fort Baxter de 1993 (Opening Night 1969).
Elvis é efusivamente aplaudido ao entrar no palco. Uma das coisas mais interessantes desde já é a diferença no arranjo da música quando comparada com os outros concertos desta temporada que temos disponíveis. A versão não é tão enérgica como geralmente eram, no entanto.

- 2. I Got a Woman: A rotina do "well, well, well" já havia começado a tomar forma aqui. Há um som psicodélico na música. Elvis canta perfeitamente e os backing vocals estão bem colocados na mixagem. Depois de beber um pouco de água, Elvis mostra como está cansado: "É difícil conseguir trabalhar nesses shows com jantar, cara. Estou tentando. O espírito está disposto, mas o corpo... Está fazendo suas próprias coisas."

- 3. All Shook Up: Esta versão mostra claramente como Elvis está cansado e indica que pode não ser o concerto de 3 de agosto. Ele canta com a voz cansada e até parece que está com dificuldade para se mexer. 

- 4. Love Me Tender: "Muito obrigado. Gostaria de lhe dar as boas-vindas ao grande e esquisito International Hotel. Vocês sabem, essas pequenas bonecas esquisitas na parede que eles têm, cara." Elvis dá as boas-vindas ao público e aproveita para descansar. O hit de 1956 tem uma interpretação excelente - mesmo que Elvis soe muito cansado - e é uma delícia de ouvir com o arranjo maravilhoso. Ele faz a rotina usual de beijar fãs enquanto canta.

- 5. Jailhouse Rock / Don't Be Cruel: "Vou fazer um medley de alguns dos meus discos, uh, dos últimos anos." Elvis pega sua guitarra e começa seu hit de 1957. Sua voz é bem rouca e a segunda parte do medley também soa bem.

- 6. Heartbreak Hotel: O primeiro hit de Elvis pela RCA é o próximo. É muito bom ouvir o piano privilegiado na mixagem, mesmo durante o solo de James Burton. Há um corte e um fade na fita entre esta e a próxima faixa, o que pode indicar que este é um show emendado a outro.

- 7. Hound Dog: Elvis explica porque tem de beber muita água durante o espetáculo enquanto descansa um pouco. "Quando tentei pensar em uma música de mensagem para esta noite, foi isso que eu criei." O cantor realmente entra na música e faz um bom trabalho.

- 8. Memories: Elvis não apresenta a música como ouvimos em outras gravações. O arranjo aqui é bem diferente e volta a gerar dúvidas sobre a data real do show, desta vez levando a crer que pode ser de fato um dos primeiros. Elvis canta suavemente e beija os fãs durante a interpretação.

- 9. Mystery Train / Tiger Man: "Senhoras e senhores, um dos primeiros discos que gravei... foi terrível. Eu fiz cerca de cinco discos antes de 'Heartbreak Hotel' e 'Hound Dog', e eu tinha três instrumentos - eu tinha a mim mesmo, uma guitarra solo e um baixo. E nós fizemos uma música que foi mais ou menos assim." Elvis reclama que seu "motor se recusaando a dar partida" (mais uma vez mostrando como está cansado) e começa a interpretar o hit de 1955 no Sun. É uma pequena versão inicial de um medley que se tornou uma parte fenomenal de seus shows futuros.

- 10. Monologue: "Gostaria de contar um pouco de como comecei, porque muito tem sido tão impreciso que as pessoas realmente não sabem." Elvis fala sobre ser caminhoneiro e estudar para ser eletricista quando foi para o Sun Studio e gravou "That's All Right". A história segue como conhecemos hoje. Este segmento tem quatro minutos de duração, muito mais curto do que os habituais 8-9 minutos, e novamente tem um fade antes da próxima faixa.

- 11. Baby What You Want Me to Do: Ainda tocando sua guitarra, Elvis canta a música que havia usado em 1968 durante as filmagens de seu especial para fazer transições de uma parte para outra ou apenas para relaxar e se divertir. Esta também é uma interpretação muito boa.

- 12. Are You Lonesome Tonight: Esta versão é apenas uma das mais incríveis que você vai ouvir. Elvis canta extremamente bem e os pungentes violinos substituem magnificamente as notas agudas de Cissy Houston.

- 13. Yesterday / Hey Jude: O medley dos Beatles ganha uma versão mais melódica e contida, principalmente durante "Yesterday". A voz de Elvis combina muito bem com a banda e os backing vocals e o arranjo é mais simples, mas bonito.

- 14. Introductions: Como sempre, Elvis apresenta The Sweet InspirationsThe Imperials Quartet, James Burton, John Wilkinson, Ronnie Tutt, Jerry Scheff, Larry Mohoberac, Bobby Morris e sua orquestra, e Charlie Hodge. O cantor explica que teve que aprender muitas músicas para os shows enquanto tira um tempo para descansar.

- 15. In the Ghetto: "Eu gostaria de cantar uma música para vocês que foi muito bem para mim recentemente." O hit de 1969 tem um arranjo muito diferente e agradável, um tanto parecido com a versão do disco, mas com um toque mais "pop".

- 16. Suspicious Minds: "Eu gostaria de fazer uma nova música para vocês que acabei de gravar. Deve sair em uma semana ou dez dias por aí." Esta é uma versão muito boa, mas lenta. Elvis canta muito bem, mas não faz seus golpes de caratê ou movimentos de dança habituais devido ao cansaço.

- 17. What'd I Say: 
hit de Ray Charles gravado por Elvis para "Viva Las Vegas" é o próximo. Geralmente é uma música explosiva e ganha uma versão decente aqui, mas não tão explosiva quanto poderia ser. A última parte da música conta com Elvis descendo até a plateia para beijar e abraçar fãs.

- 18. Can't Help Falling in Love: "Especialmente para vocês, eu gostaria de fazer uma música." Os primeiros acordes da música anunciam o inevitável fim do show e Elvis a executa em um andamento bem mais lento e com arranjos maravilhosos.

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Opening Night 1969 (CD - Fort Baxter, 1993)

Título:
Opening Night 1969
Selo:
Fort Baxter [AS 731-69]
Formato:
CD
Número de faixas:
19
Duração:
67:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia não-oficial
Ano:
1993
Gravação:
3 de agosto de 1969 DS
Lançamento:
1993
Singles:
---


Opening Night 1969 é um bootleg da Fort Baxter. O trabalho apresenta a primeira gravação soundboard conhecida de Elvis em concerto em 1969, o Dinner Show de 3 de agosto.


Apenas onze dias depois que o astronauta Neil Armstrong deu seu famoso " pequeno passo" na lua, Elvis Presley deu seu próprio salto gigantesco. Naquela noite de 31 de julho de 1969, o cantor subiu ao palco do International Hotel em Las Vegas e se restabeleceu firmemente como um dos artistas mais dinâmicos do mundo.

Seu retorno depois de anos fazendo filmes já estava em alta velocidade em dezembro, com a transmissão da NBC do especial de TV ELVIS altamente cotado e aclamado pela crítica. Ele pegou a maré desse sucesso em suas primeiras sessões de gravação em Memphis em quase 15 anos, resultando em grandes hits como "Suspicious Minds", "In the Ghetto" e "Don't Cry Daddy".

Elvis estava pegando fogo novamente, e sua temporada em Las Vegas foi outra joia da coroa em seu retorno. Com dois shows por noite, sete dias por semana, durante quatro semanas, os concertos representaram suas primeiras apresentações ao vivo em quase nove anos - fora os quatro shows em estúdio para seu especial de TV.

A RCA começou a gravar os shows de Las Vegas em 21 de agosto, capturando onze apresentações completas naquele verão. Na época, algumas das melhores faixas foram selecionadas para um álbum, "From Memphis to Vegas / From Vegas to Memphis (Elvis in Person)". Mais recentemente, todos os shows entre os dias 21 e 26 de agosto foram lançados na íntegra na caixa "Live 1969" da Sony Legacy.

O show presente neste CD é uma gravação soundboard atribuída ao Dinner Show do dia 3 de agosto, mas a data tem sido constantemente contestada. Alguns investigadores dizem que algumas coisas ditas por Elvis durante o concerto indicam que este áudio vem de uma data posterior, provavelmente entre 16 e 19 de agosto, enquanto outros preferem acreditar que este é de fato o espetáculo mais próximo de 31 de julho que iremos ouvir e alguns mais consideram que pode ser um splice de dois ou mais concertos.

Quando a Fort Baxter lançou o show em 1993 como o concerto de abertura em 31 de julho, a data real da gravação era desconhecida - e permanece desconhecida até hoje. Elvis comenta que "é difícil conseguir trabalhar nesses shows com jantar", o que leva alguns pesquisadores a acreditar que isso está mais próximo do final da temporada do que de 31 de julho ou 3 de agosto. O cantor apresenta "Suspicious Minds" como uma música a ser lançada "em dez dias ou por aí", o que colocaria o show dentro do limite de 16 a 19 de agosto acreditado por outros, já que o single foi lançado em 26 de agosto.

Abaixo está uma revisão do concerto.
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- 1. Blue Suede Shoes:
 Os shows de 1969 geralmente começavam apenas com a banda se aquecendo e adicionando instrumento por instrumento ao som até que a música estivesse totalmente em andamento. O som deste soundboard é bastante agradável, dando-nos a sensação de estarmos na plateia. É notável que o CD da Fort Baxter tem um som bem menos abafado e mais natural do que a versão da FTD de 2014 (The Return to Vegas).
Elvis é efusivamente aplaudido ao entrar no palco. Uma das coisas mais interessantes desde já é a diferença no arranjo da música quando comparada com os outros concertos desta temporada que temos disponíveis. A versão não é tão enérgica como geralmente eram, no entanto.

- 2. I Got a Woman: A rotina do "well, well, well" já havia começado a tomar forma aqui. Há um som psicodélico na música. Elvis canta perfeitamente e os backing vocals estão bem colocados na mixagem. Depois de beber um pouco de água, Elvis mostra como está cansado: "É difícil conseguir trabalhar nesses shows com jantar, cara. Estou tentando. O espírito está disposto, mas o corpo... Está fazendo suas próprias coisas."

- 3. All Shook Up: Esta versão mostra claramente como Elvis está cansado e indica que pode não ser o concerto de 3 de agosto. Ele canta com a voz cansada e até parece que está com dificuldade para se mexer. 

- 4. Love Me Tender: "Muito obrigado. Gostaria de lhe dar as boas-vindas ao grande e esquisito International Hotel. Vocês sabem, essas pequenas bonecas esquisitas na parede que eles têm, cara." Elvis dá as boas-vindas ao público e aproveita para descansar. O hit de 1956 tem uma interpretação excelente - mesmo que Elvis soe muito cansado - e é uma delícia de ouvir com o arranjo maravilhoso. Ele faz a rotina usual de beijar fãs enquanto canta.

- 5. Jailhouse Rock / Don't Be Cruel: "Vou fazer um medley de alguns dos meus discos, uh, dos últimos anos." Elvis pega sua guitarra e começa seu hit de 1957. Sua voz é bem rouca e a segunda parte do medley também soa bem.

- 6. Heartbreak Hotel: O primeiro hit de Elvis pela RCA é o próximo. É muito bom ouvir o piano privilegiado na mixagem, mesmo durante o solo de James Burton. Há um corte e um fade na fita entre esta e a próxima faixa, o que pode indicar que este é um show emendado a outro.

- 7. Hound Dog: Elvis explica porque tem de beber muita água durante o espetáculo enquanto descansa um pouco. "Quando tentei pensar em uma música de mensagem para esta noite, foi isso que eu criei." O cantor realmente entra na música e faz um bom trabalho.

- 8. Memories: Elvis não apresenta a música como ouvimos em outras gravações. O arranjo aqui é bem diferente e volta a gerar dúvidas sobre a data real do show, desta vez levando a crer que pode ser de fato um dos primeiros. Elvis canta suavemente e beija os fãs durante a interpretação.

- 9. Mystery Train / Tiger Man: "Senhoras e senhores, um dos primeiros discos que gravei... foi terrível. Eu fiz cerca de cinco discos antes de 'Heartbreak Hotel' e 'Hound Dog', e eu tinha três instrumentos - eu tinha a mim mesmo, uma guitarra solo e um baixo. E nós fizemos uma música que foi mais ou menos assim." Elvis reclama que seu "motor se recusaando a dar partida" (mais uma vez mostrando como está cansado) e começa a interpretar o hit de 1955 no Sun. É uma pequena versão inicial de um medley que se tornou uma parte fenomenal de seus shows futuros.

- 10. Monologue: "Gostaria de contar um pouco de como comecei, porque muito tem sido tão impreciso que as pessoas realmente não sabem." Elvis fala sobre ser caminhoneiro e estudar para ser eletricista quando foi para o Sun Studio e gravou "That's All Right". A história segue como conhecemos hoje. Este segmento tem quatro minutos de duração, muito mais curto do que os habituais 8-9 minutos, e novamente tem um fade antes da próxima faixa.

- 11. Baby What You Want Me to Do: Ainda tocando sua guitarra, Elvis canta a música que havia usado em 1968 durante as filmagens de seu especial para fazer transições de uma parte para outra ou apenas para relaxar e se divertir. Esta também é uma interpretação muito boa.

- 12. Are You Lonesome Tonight: Esta versão é apenas uma das mais incríveis que você vai ouvir. Elvis canta extremamente bem e os pungentes violinos substituem magnificamente as notas agudas de Cissy Houston.

- 13. Yesterday / Hey Jude: O medley dos Beatles ganha uma versão mais melódica e contida, principalmente durante "Yesterday". A voz de Elvis combina muito bem com a banda e os backing vocals e o arranjo é mais simples, mas bonito.

- 14. Introductions: Como sempre, Elvis apresenta The Sweet Inspirations, The Imperials Quartet, James Burton, John Wilkinson, Ronnie Tutt, Jerry Scheff, Larry Mohoberac, Bobby Morris e sua orquestra, e Charlie Hodge. O cantor explica que teve que aprender muitas músicas para os shows enquanto tira um tempo para descansar.

- 15. In the Ghetto: "Eu gostaria de cantar uma música para vocês que foi muito bem para mim recentemente." O hit de 1969 tem um arranjo muito diferente e agradável, um tanto parecido com a versão do disco, mas com um toque mais "pop".

- 16. Suspicious Minds: "Eu gostaria de fazer uma nova música para vocês que acabei de gravar. Deve sair em uma semana ou dez dias por aí." Esta é uma versão muito boa, mas lenta. Elvis canta muito bem, mas não faz seus golpes de caratê ou movimentos de dança habituais devido ao cansaço.

- 17. What'd I Say: 
O hit de Ray Charles gravado por Elvis para "Viva Las Vegas" é o próximo. Geralmente é uma música explosiva e ganha uma versão decente aqui, mas não tão explosiva quanto poderia ser. A última parte da música conta com Elvis descendo até a plateia para beijar e abraçar fãs.

- 18. Can't Help Falling in Love: "Especialmente para vocês, eu gostaria de fazer uma música." Os primeiros acordes da música anunciam o inevitável fim do show e Elvis a executa em um andamento bem mais lento e com arranjos maravilhosos.

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Rock Around the Bloch! (CD + Livro - FTD, 2015)

Título:
Rock Around the Bloch!
Selo:
FTD [FTD 211] [506020 975084]
Formato:
CD + Livro
Número de faixas:
20
Duração:
78:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2015
Gravação:
25 de março de 1961
Lançamento:
Março de 2015
Singles:
---



Rock Around the Bloch! é o 142º CD da FTD. Ele contém o show completo de 25 de março de 1961 em Pearl Harbor, Havaí, lançado pela primeira vez no box "Elvis Aron Presley" em 1980, com áudio remasterizado. Ele também atua como a versão da FTD para o excelente livro e CD de 2012 "Such a Night in Pearl Harbor", da Memphis Recording Service (MRS). O trabalho ainda vem com um livro de capa dura com 288 páginas e 100 fotos inéditas sobre a segunda visita de Elvis ao Havaí.


Passados três anos desde suas últimas apresentações, ocorridas em 10 e 11 de novembro de 1957 em Honolulu, no Havaí, Elvis agora já cumprira seu serviço militar obrigatório e retornara aos trabalhos em estúdio e às filmagens em Hollywood. Seus novos discos e filmes eram o sucesso do momento e sua carreira não poderia estar em melhor estado.

Ingresso para o show beneficente de 25 de março de 1961


Segundo Ernst Jorgensen e Peter Guralnick em seu livro "Elvis: Day By Day", a gênese do show de 1961 no Havaí ocorreu em 4 de dezembro de 1960, quando o Coronel Parker leu um editorial no Los Angeles Examiner sobre o esforço para arrecadar fundos para um memorial de guerra em Pearl Harbor.

USS Arizona Memorial seria uma homenagem ao encouraçado afundado e a todos as pessoas que perderam a vida no ataque a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941. Os esforços iniciais para angariar fundos para construí-lo haviam parado com apenas metade do valor levantado e, em uma tentativa de dar nova energia à campanha, os jornalistas do Havaí enviaram um apelo aos editores de jornais de todo o país, pedindo apoio editorial.

Vendo uma oportunidade de expor sua mina de ouro ao público pela primeira vez naquela década, o Coronel contatou Elvis e lhe informou da ideia. O cantor concordou e Parker então começou a fazer seus telefonemas, realizando uma conferência de imprensa em 11 de janeiro de 1961 para anunciar publicamente o primeiro grande concerto da década de 1960, que se daria no Hawaiian Village Hotel, em Honolulu, onde o Rei do Rock havia feito sua última apresentação pública em 1957.

Elvis no Honolulu Stadium em 10 de novembro de 1957

No dia seguinte, os jornais havaianos reportaram a conferência de imprensa. Parker revelou que Elvis apareceria em Honolulu em 25 de março em um concerto beneficente para o USS Arizona Memorial Fund. "Cada centavo do valor arrecadado deve ir para o fundo, caso contrário, não estamos interessados ​​em fazer o programa", esclareceu Parker.

Àquela altura Elvis já teria atestado que o público não o esquecera nos palcos, tendo se apresentado para um total de 10500 pessoas em dois shows no Ellis Auditorium, em Memphis, no dia 25 de fevereiro de 1961. Devido ao tamanho do local onde a performance beneficente aconteceria, a Bloch Arena, a plateia teria um número semelhante de espectadores - cerca de 5 mil.

A venda de ingressos foi aberta ao público na Bloch Arena em 13 de março de 1961 e os fãs compraram todos em menos de dois dias. Os preços variavam de US$ 3 a 10 nos lugares mais afastados do palanque, com cadeiras à beira do palco custando US$ 100. O concerto, que contou com Elvis Presley e uma lista de artistas famosos, arrecadaria pouco mais de US$ 64.000 com ingressos, em torno de 10% da meta de US$ 500.000. Muitas doações públicas e privadas foram feitas, sendo que o Coronel e o cantor também fizeram sua contribuição. Os artistas que antecederam e sucederam a apresentação do Rei do Rock foram pagos por Parker e Elvis de seus próprios bolsos.

Em 20 de março de 1961, a Paramount escalou Elvis para as filmagens de "Blue Hawaii" e pediu sua presença em Waikiki no dia 27. Na manhã do dia 25, o cantor embarcou em Los Angeles em um voo que o levaria para um dia longo e cansativo.

Elvis e fãs no aeroporto de Los Angeles em 25 de março de 1961


Antes mesmo de o avião decolar, mais de 3 mil pessoas já o esperavam no aeroporto de Honolulu. Quando a aeronave tocou o solo havaiano às 12h15, os gritos dos fãs ensandecidos era ensurdecedor. Elvis apareceu no topo da escada do avião às 12h30 e, depois de passar por um enorme corredor de repórteres, políticos e celebridades locais, foi dar atenção à multidão que o observava.

Protegido por um grande contingente de policiais e uma barreira de metal, Elvis, parecendo um tanto pálido e preocupado, passou rapidamente pela multidão e parou apenas duas vezes para apertar algumas mãos e receber leis, adentrando um carro que o levaria até o Hawaiian Village Hotel em seguida. Mesmo que tenha feito tudo de forma automática e rápida, os repórteres observaram em suas críticas nos dias seguintes que "algumas fãs pareciam prontas para arrancar seus membros, um a um, e levar para casa como souvenir."

Elvis cumprimenta fãs no aeroporto de Honolulu; 25 de março de 1961


Elvis estava extremamente cansado, dado que passara os quatro dias anteriores dentro dos estúdios da RCA em Hollywood gravando material para a trilha sonora de "Blue Hawaii". Mesmo assim, ele colocava seu dever com o público em primeiro lugar, como sempre.

Uma longa conferência de imprensa iniciou às 15h45 com o cantor recebendo uma placa de cidadão honorário do prefeito de Honolulu. O Rei do Rock adentrou a sala de conferências com o olhar ainda sonolento, tendo dormido cerca de 15 minutos antes de se dirigir para o local. Perguntas sobre filmes, discos, sua vida particular, projetos futuros e outros pormenores se seguiram por mais de uma hora antes que Elvis se despedisse e voltasse para seu quarto para descansar.

Do lado de fora, a multidão de fãs começou a tomar as ruas adjacentes à Bloch Arena em torno das 16h30. As filas já dobravam quarteirões em torno das 18h e, uma hora depois, o trânsito estava totalmente parado na capital havaiana. Quando os portões abriram às 19h15, era possível ouvir de longe o estrondo do público que corria para seus lugares na arena. Meia hora antes do início das apresentações, era quase impossível ouvir alguma coisa devido aos gritos ensurdecedores dos fãs. Entre eles estava a futura coadjuvante de Elvis em "Paradise, Hawaiian Style" (1966) Donna Butterworth.

ACIMA: Elvis, Parker e Hal Wallis no quarto do cantor antes da conferência de imprensa;
ABAIXO: Elvis e o Coronel durante a conferência de 25 de março de 1961


O show começou às 20:30 e foi aberto pela Phil Ingall Orchestra, seguida pelo comediante havaiano Sterling Mossman, mas Elvis não subiu ao palco até depois do intervalo. Entre os atos de abertura também estavam o pianista Floyd Cramer, os Jordanaires, o saxofonista de jazz Boots Randolph e a comediante Minnie Pearl.

Após o intervalo, o contra-almirante Robert L. Campbell finalmente apresentou Elvis ao público, que o aplaudiu de pé e sob gritos histéricos por quase três minutos. Ele usava sua famosa jaqueta de ouro com brilhos prateados e lantejoulas, calças azul-marinho, camisa branca e gravata azul, parecendo radiante e preparado para dar o seu melhor.

Com a ajuda de Elvis, o USS Arizona Memorial pôde ser inaugurado em 30 de maio de 1962.

Esta seria a última vez que Elvis usaria a jaqueta de ouro e o show em si se tornaria a última apresentação no palco até seu retorno, quase 8 anos depois, em Las Vegas, em 1969.

Elvis durante o show de 25 de março de 1961


Abaixo fazemos a resenha da apresentação beneficente.
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- 1. Introduction of Elvis: O contra-almirante Robert L. Campbell anuncia o início da apresentação do Rei do Rock.

- 2. Heartbreak Hotel: Sob os gritos histéricos das fãs, Elvis toma o palco. Durante mais de um minuto o cantor se mantém em silêncio até soltar um grito que faz as mulheres ficarem ainda mais ensandecidas. A versão é bastante dinâmica, mas parecida com a ouvida no Master. Elvis parece se divertir, imitando os gritos das fãs e rindo.

- 3. All Shook Up: "Muito obrigado, senhoras e senhores. Muito obrigado. Gostaria de dizer que é um prazer estar de volta a Honolulu." Há um corte na fita que faz o show andar rapidamente, mas Elvis falou por um bom tempo enquanto um problema elétrico era solucionado. Quando resolvido, o cantor faz uma versão padrão do sucesso de 1957.

- 4. (Now and Then There's) A Fool Such as I: Sem pausa entre uma canção e outra, Elvis vai direto ao hit de 1959 que inicia com uma batida funk que leva todos à loucura. O cantor dança e remexe no palco enquanto Scotty Moore faz seu solo de guitarra, O Rei do Rock também se diverte trocando partes da letra da música.

Elvis durante o show de 25 de março de 1961


- 5. I Got a Woman: Pela primeira vez ouvimos um ensaio do que se tornaria a "rotina well, well, well" antes da canção nos anos 1970. Elvis põe bastante força em sua voz para esta rendição, soando como se estivesse dançando e fazendo os movimentos que as mulheres adoravam.

- 6. Love Me: Por incrível que pareça, as fãs ficam mais quietas durante o início da rendição do sucesso de 1956. Elas só voltam a soltar gritos histéricos quando Elvis senta na beira do palco e canta diretamente para o público.

- 7. Introductions: Elvis procede à apresentação dos artistas que o acompanham no palco - The Jordanaires, Bobby Moore em seu primeiro trabalho com o cantor, D. J.  Fontana, Boots Randolph, Scotty Moore, Hank Garland e Floyd Cramer.

- 8. Such a Night: As fãs voltam à histeria quando Elvis inicia a música, mas Elvis somente anda para um lado e outro do palco tentando descansar. A versão é um tanto fraca, mas ainda assim acima da média.

- 9. Reconsider Baby: Blues era a especialidade de Elvis e aqui ele mostra o por quê. A rendição é excelente e o cantor realmente aproveita o momento, até mesmo pedindo para Boots Randolph fazer um segundo solo de saxofone durante a execução. O Rei do Rock fica tão imerso na música que até esquece de cantar e deixa Scotty fazendo um solo inesperado por alguns instantes.

Elvis e Scotty Moore apreciam o solo de Boots Randolph


- 10. I Need Your Love Tonight: Depois de reclamar do calor extremo no palco, Elvis inicia a rendição do hit de 1959. Ele está mais ativo e realmente começa a fazer mais dos movimentos que levavam as fãs à loucura, talvez em preparação para as canções que estavam por vir.

- 11. That's All Right: "Senhoras e senhores, gostaria de cantar a primeira gravação que fiz, ainda com o pessoal da Sun Records, em Memphis, Tennessee, onde comecei. Se chama 'That's All Right, Mama'." Elvis realmente se solta a partir daqui. Ele dança, mexe e remexe enquanto canta e mais ainda durante os solos de Scotty. A versão é muito boa.

- 12. Don't Be Cruel: "Meu disco de maior sucesso foi uma canção chamada 'Don't Be Cruel'." Devido a problemas elétricos, o microfone de Elvis fica desligado durante toda a primeira estrofe da canção. A rendição é padrão.

- 13. One Night: O hit de 1957 leva as fãs à loucura mais uma vez. Novamente, o microfone de Elvis perde o áudio em alguns pontos. Uma versão muito boa e ritmada, trazendo um Elvis bastante animado.

- 14. Are You Lonesome Tonight: O recente sucesso de vendas é recebido com euforia que logo se transforma em momentos de silêncio e adoração. Elvis até mesmo dá um suspiro de alívio ao perceber que podia ouvir sua voz pela primeira vez naquela noite. Aparte de algumas mudanças na letra para inserir piadas, a rendição é ótima e semelhante ao que se ouve no disco.

Elvis à beira do palco durante o show de 25 de março de 1961


- 15. It's Now or Never: O lado B do single de "Are You Lonesome Tonight" também ganha espaço. É uma pena que o microfone de Elvis se desligue ou perca o volume às vezes e que o cantor esqueça de partes da letra, mas a rendição é muito boa e ele quase alcança a nota alta no final da gravação de estúdio.

- 16. Swing Down Sweet Chariot: "Gostaríamos de cantar uma música espiritual, senhoras e senhores, de nosso álbum religioso chamado 'His Hand iin Mine'." A canção não parece agradar muito à plateia, que provavelmente preferia ver Elvis se contorcendo e cantando com toda a voz. O silêncio só é quebrado por ocasionais rompantes de gritos quando o cantor se aproxima da beira do palco.

- 17. Hound Dog: É chegado o momento que as fãs esperaram durante toda a noite. Elvis se lança em uma rendição de puro rock e faz os movimentos pélvicos que elas tanto queriam ver. Ele ri algumas vezes, provavelmente por perceber a reação histérica das mulheres. O clássico final lento da canção é deixado de fora aqui. Cerca de um minuto após Elvis acabar sua performance, ouvimos o apresentador dizer a famosa frase: "Elvis já deixou o recinto."

- 18. Tom Moffatt Interviews Colonel Parker & Elvis During the Filming of 'G. I. Blues': Entrevista de sete minutos no set do filme em 21 de junho de 1960. Elvis fala sobre seus planos e o que gostaria de fazer nos próximos meses.

- 19. Press Conference & Award Ceremony: O áudio de 25 minutos traz a conferência de imprensa dada por Elvis, o Coronel e autoridades havaianas na tarde de 25 de março de 1961. Também ouvimos a cerimônia de entrega de prêmios e da Chave da Cidade ao cantor.

- 20. Tom Moffatt Interviews Elvis On the Set of 'Blue Hawaii': Entrevistas de 55 segundos no set do filme em abril de 1961. Elvis fala sobre a arrecadação do show de 25 de março.


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Texto original: Elvis Presley Music (exceto resenha)
Fotos: Google e Elvis Presley Music
Tradução: EAP Index | http://www.eapindex.site
>> a re-disponibilização desta tradução só é permitida se mantidos os créditos e sem edições.<<