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quarta-feira, 18 de março de 2026

Forty Eight Hours to Memphis (CD - FTD, 2011)

Título:
Forty Eight Hours to Memphis
Selo:
FTD [FTD 105] [506020 975029 3]
Formato:
CD
Número de faixas:
25
Duração:
64:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2011
Gravação:
18 de março de 1974
Lançamento:
Outubro de 2011
Singles:
---


Forty Eight Hours to Memphis foi o centésimo quinto CD da FTD. Ele cobre o show de 18 de março de 1974 em Richmond, Virginia. O trabalho encontra-se atualmente fora de catálogo.


1974 pode ter iniciado de forma lenta nos lançamentos de discos com material novo, mas havia um senso de mudança vindoura no ar. O sucesso da compilação "A Legendary Performer, Volume 1", lançada em 11 de janeiro, era um ótimo sinal disso.

Quando começou a primeira temporada do ano em Las Vegas, no dia 26 daquele mês, Elvis ainda estava abalado com seu divórcio três meses antes e seu temperamento era tão forte quanto o do último show do ano anterior. Durante a temporada, ele modificaria o repertório para músicas mais a seu gosto e tomaria as rédeas das apresentações. "Let Me Be There" ganharia destaque. Sherrrill Nielsen e seu grupo, o Voice, teriam ainda mais espaço com a participação em "Spanish Eyes" e os solos em "Killing Me Softly", "Bringin' it Back", "I Can't Live Without You" e "Aubrey".

Foi em março de 1974 que a melhor temporada de shows de toda a carreira de Elvis ocorreu. Também foi neste momento, depois de morar em Memphis por 26 anos e 13 anos após sua última apresentação ali, que o cantor finalmente conquistou a cidade.

De 1º a 20 de março, o cantor realizou sua maior turnê até então, com 24 shows em 20 dias, e a coisa toda foi um estrondo. Estas foram algumas das melhores apresentações do Rei do Rock desde o retorno aos palcos em 1969. Várias cidades foram muito abençoadas com 2, 3, 4 e até 5 concertos. As multidões eram incríveis e a expectativa os excitava. As arenas estavam com ingressos esgotados em todas as cidades pelo menos um mês antes de Elvis pisar no palco.

Um desses casos é o de Richmond. Elvis sabia que deveria gravar um show completo em seu último concerto da temporada em Memphis, então começou a praticar alguns números e mudou o setlist ao seu gosto. Foi uma grande apresentação e a multidão estava selvagem.

Quando a FTD anunciou que estava lançando o show de Richmond, os fãs entraram em frenesi. Era a primeira vez que ele seria lançado oficialmente e a gravadora anunciou que a fonte era uma fita estéreo nunca antes ouvida. Isso levou a uma grande decepção quando a FTD o lançou em mono sem dizer aos fãs que eles haviam esquecido de corrigir as informações iniciais.

O concerto e a qualidade do áudio ajudaram a desculpar um pouco a FTD. Ele vinha de uma gravação multipista anteriormente desconhecida, tirada de uma cópia em fita de um gravador profissional de 16 pistas. Tinha alguns danos, mas o concerto estava completo. Vic Anesini trabalhou nele para consertar os danos e remasterizar o áudio, deixando a FTD com uma joia na mão. O livreto de 16 páginas incluído no pacote foi um ótimo complemento para este magnífico concerto.


Abaixo segue nossa resenha deste CD.
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- 1. Also Sprach Zarathustra: A fanfarra inicia o show. A mixagem nos permite ouvir diferentes elementos que normalmente não são audíveis.

- 2. See See Rider: Elvis fizera 4 shows em Memphis nos 2 dias que antecederam este concerto, e isso significava que ele estava mais descansado do que o habitual, já que o Mid-South Coliseum estava a apenas 15 minutos de distância de Graceland. Há uma felicidade em sua voz quando ele começa a cantar essa música já batida e isso faz com que ela soe muito boa. Além disso, mantenha seu ouvido atento à bateria empolgante de Ronnie Tutt!

- 3. I Got a Woman / Amen: Depois de uma pequena rotina de "well', well, well...", Elvis faz seu medley usual, mas novamente soa mais fresco do que nunca. A multidão vai à loucura com cada mexida de quadril. Sem as intermináveis travessuras para recuperar o fôlego, essa é simplesmente incrível. A resposta para o porquê ela pode soar familiar é: a versão é a de 20 de março. A fita estava consideravelmente danificada aqui, então Anesini decidiu adicionar a performance em Memphis.

- 4. Love Me: "Boa noite, senhoras e senhores. É um prazer estar de volta aqui em Hampton Ro- uh, Richmond. Brincadeira, brincadeira!A música é tocada a série esta noite e Elvis não passa muito tempo interagindo com seu público. Mesmo esta usual descartável é deliciosamente apresentada.

- 5. Tryin' to Get to You: Este clássico do Sun tinha acabado de entrar no setlist e Elvis obviamente se diverte com ele, até mesmo rindo um pouco no início. As notas altas são sublimes esta noite.

- 6. All Shook Up: O baixo de Duke Bardwell conduz a mixagem, e Elvis está de bom humor novamente. Ele ri enquanto brinca com seus backing vocals e realmente se diverte.

- 7. Steamroller Blues: Esta é definitivamente uma versão mais funk do que estávamos acostumados a ouvir e ainda mais agradável do que a do Aloha. Elvis realmente gosta da música e isso se mostra através de sua performance e de seus vocais.

- 8. Teddy Bear / Don't Be Cruel: A habitual "beijo e lenço" descartável, mas muito bem executada.

- 9. Love Me Tender: "Meu primeiro filme foi 'Love Me Tender' e eu gostaria de cantar um pouco dela para vocês." A rendição é bem executada, embora mediana.

- 10. Long Tall Sally / A Whole Lot-ta Shakin' Goin' On / Your Mama Don't Dance / Flip, Flop and Fly / Jailhouse Rock / Hound Dog: Elvis faz um medley de seus discos de rock de maior sucesso, como fazia desde 1973. De certa forma era feito apenas para evitar cantar todas as músicas que já estavam batidas e deixar o público feliz ao mesmo tempo, mas aqui é muito bem executado e Elvis realmente arrasa.

- 11. Fever: Elvis está bastante descontraído e a plateia obviamente adora a música. "Muito obrigado. Essa é uma música divertida de fazer."

- 12. Polk Salad AnnieUma versão muito funky de 1974 começa. Elvis dá tudo de si e a banda tenta acompanhá-lo. Ronnie Tutt e James Burton se superam e os backing vocals realmente trabalham duro. Esta é uma versão de tirar o fôlego - para Elvis e o público!

- 13. Why Me Lord: "Eu gostaria de pedir a JD e os Stamps para cantarem uma das minhas músicas favoritas.Sem Elvis tentando fazer JD rir, esta é uma versão muito espiritual. A mixagem é perfeita por misturar tudo no lugar certo.

- 14. Suspicious Minds: Há alguns problemas com o áudio nesta versão, mas Vic Anesini realmente fez um bom trabalho escondendo-os. Essa versão não é a mais inspirada e é bem parecida com a que ele faria em Memphis, mas ainda arrasa.

- 15. Band Introductions: Elvis apresenta seus amigos de palco. The Sweet Inspirations, JD Sumner e os Stamps (o cantor destaca que JD está resfriado), Kathy Westmoreland, James Burton, John Wilkinson, Ronnie Tutt, Duke Bardwell, Glen Hardin, Charlie Hodge, o grupo Voice, Joe Guercio e sua orquestra são apresentados.

- 16. I Can't Stop Loving You: "Sabem o que eu não consigo fazer?" Os poderes vocais de Elvis são todos mostrados aqui. A versão quase sai dos trilhos em um certo ponto, mas Elvis e a banda conseguem acertar antes que seja desperdiçada.

- 17. Help Me: Há um sentimento muito íntimo nessa música. O ritmo Gospel realmente combina com Elvis e a mixagem privilegia sua voz por toda a versão.

- 18. An American Trilogy: Anesini adicionou um pouco de reverberação aqui e isso funciona maravilhosamente. A mixagem foi tão bem distribuída e a gravação original tão bem feita que faz você se sentir como se estivesse lá.

- 19. Let Me Be There: A mais nova música do repertório, adicionada em janeiro de 1974, é a próxima. O hit de 1973 de Olivia Newton-John é uma ótima balada country e Elvis gosta muito de cantá-la. A mixagem nos permite ouvir os magníficos pickings de James Burton e também os retornos de JD. Como de costume, há uma reprise no final.

- 20. Funny How Time Slips Away: "Agora que vocês já tiveram a chance de nos verem, eu gostaria de acender as luzes da casa e dar uma olhada em vocês, ok?Esta é uma versão descontraída que funciona muito bem. Enquanto conversa com a plateia, Elvis ri e comenta sobre um "grande fantasma no canto" (provavelmente um de seus guarda-costas).

- 21. Can't Help Falling in Love: "Até a próxima vez aqui em Richmond, desejamos um afetuoso adiós.Elvis obviamente estava se divertindo, mas é hora de ir e o hit de 1961 é tocado. O público vai à loucura tentando conseguir um último beijo, lenço ou até mesmo um vislumbre do cantor.

- 22. Closing Vamp: A faixa tem apenas um minuto e acaba com a famosa frase: "Senhoras e senhores, Elvis já deixou o recinto. Obrigado e boa noite."

BÔNUS

- 23. Sweet Caroline (1 de março de 1974): O primeiro bônus do CD vem de Tulsa, Oklahoma. Elvis retirara essa música do repertório regular em fevereiro daquele ano. A versão que ouvimos aqui mostra que ele estava correto, pois ela é executada de forma mais lenta e não tão brilhante quanto as de 1970.

- 24. Johnny B. Goode (17 de março de 1974): Os últimos dois bônus vêm de Memphis. Elvis se diverte com o rock mais rápido e a versão é excelente, mas a qualidade do soundboard não é tão boa para aproveitarmos o total potencial da música.

- 25. That's All Right (17 de março de 1974): "É o primeiro disco que gravei, quero fazê-la agora, ok?" Fora do repertório regular desde junho de 1972, esta é uma surpresa adicionada especialmente para a plateia em Memphis. Elvis gosta da música e canta junto com a guitarra de James Burton o tempo todo. Também merecem destaque as respostas vocais dos backing vocals



quarta-feira, 11 de junho de 2025

Let Me Take You Home (CD - DAE, 1995)

Título:
Let Me Take You Home
Selo:
Diamond Anniversary Edition [3595-2]
Formato:
CD
Número de faixas:
26
Duração:
69:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia não-oficial
Ano:
1995
Gravação:
10 de junho de 1975
Lançamento:
Maio de 1995
Singles:
---


Let Me Take You Home é um CD da gravadora de bootlegs Diamond Anniversary EditionEle contém os shows de 10 de junho de 1975 em Memphis em soundboard.


1975 foi um ano conturbado na vida de Elvis, mas seu retorno a Memphis e ao Mid-South Coliseum ainda gerou um frenesi enorme. Ele não havia gravado nada em estúdio no ano anterior e sua carreira sobrevivia de sobras, relançamentos e compilações que se estenderam ao absurdo álbum "Having Fun With Elvis On Stage", mas seus fãs nunca o decepcionaram - especialmente em Memphis .

Devido a problemas de saúde que o colocaram no hospital em meados de janeiro de 1975, Elvis não pôde começar seu trabalho no palco até março, quando fez uma temporada em Las Vegas para cobrir a que fora cancelada em janeiro. As turnês nacionais, entre abril e julho, tiveram um pouco mais de sorte, mas a inconstância de Elvis atrapalhou várias atuações. Seu delicado estado de saúde tornava os shows uma verdadeira montanha-russa, uma vez com o cantor alcançando grandes picos de superação e outra com os piores momentos possíveis.

Memphis em 10 de junho foi um dos momentos felizes. Elvis parecia cansado alguns dias antes, mas não aqui. Este é mais um exemplo de como Elvis esteve sempre disposto a agradar os seus fãs e como Memphis sempre o recebeu de braços abertos e com capacidade total. O concerto dinâmico, uma característica rara em 1975, apresenta excelentes versões de "T-R-O-U-B-L-E", "Burning Love" e "Little Darlin'".

Embora tenha sido lançado em outros bootlegs mais conhecidos, como "Going Back to Memphis" de 2005 da Pure Platinum, este show chegou ao público pela primeira vez neste trabalho da DAE. A gravadora teve o cuidado de remasterizar o soundboard para obter o melhor áudio possível e foi, dentro dos padrões da época, bem sucedida. A reedição de fevereiro de 2003 trouxe ainda mais melhorias e um folder melhor trabalhado. 

Abaixo está nossa análise do concerto.
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- 1. Also Sprach Zarathustra: Logo de início, percebemos que a remasterização da DAE prioriza o feel de estarmos na plateia à espera de Elvis.

- 2. See See Rider: Novamente em Memphis após mais de um ano de seu último show na cidade, Elvis estava vocalmente forte e isso fica claro nesta versão. Ele brinca com a banda, com o público e com as notas como se fosse 1970.

- 3. I Got a Woman / Amen: A rotina do "well, well, well..." é longa e faz Elvis comentar: "Vocês acharam que veriam um show, mas tudo que temos é só 'well, well, well'." É por isso que "I Got a Woman" é uma excelente versão do clássico de Ray Charles. O ritmo é muito mais rápido do que o normal e o cantor soa como se realmente quisesse dar o seu melhor - e ele estava dando!

- 4. Love Me: "Espero que se divirtam esta noite. Vamos fazer várias músicas, andar por aí, beijar pessoas." Depois de seu então costumeiro comentário sobre os binóculos das pessoas parecerem sapos, a rendição é puramente rotineira.

- 5. If You Love Me (Let Me Know): Depois de beijar dezenas de fãs, Elvis faz uma versão muito boa do hit de Olivia Newton-John.

- 6. Love Me Tender: "Como sabem, meu primeiro filme foi 'Love Me Tender', então eu gostaria de cantar um pouco disso para vocês. Eu disse que gostaria, não que vou cantar." Com fãs gritando durante toda a música, a versão é tão rotineira como sempre.

- 7. All Shook Up: Uma versão mediana, mas muito boa.

- 8. Teddy Bear / Don't Be Cruel: No geral, Elvis está mais centrado nos fãs do que realmente cantando.

- 9. Hound Dog: Parece ser cantada porque é esperado de Elvis e extremamente rotineira.

- 10. Fairytale: "Vamos fazer Fairytale. Temos um novo álbum, senhoras e senhores, saiu há umas duas ou três semanas, se chama 'Elvis Hoje'... Ontem, amanhã, seja o que for." Relativamente nova no repertório, é bem executada apesar de Elvis soar cansado ou entediado.

- 11. Burning Love: Elvis realmente parece estar vivo para o show agora. O cantor faz um trabalho muito bom e a banda o apoia maravilhosamente.

- 12. Introductions: "Quantos aqui viram aquele filme semana passada, 'That's the Way it is'?" A reação da plateia faz Elvis brincar: "Vocês podiam ter apenas visto aquele filme, ficado em casa e poupado algum dinheiro." As introduções da banda seguem normalmente com The Sweet Inspirations, JD Sumner e os Stamps (apresentados individualmente), Kathy Westmoreland e John Wilkinson (sem solo).

- 13. Johnny B. Goode: James Burton faz seu já famoso solo ao som do sucesso de Chuck Berry.

- 14. Introductions: Continuando as introduções, é hora dos solos de Ronnie Tutt, Jerry Scheff e Glen Hardin.

- 15. Hail, Hail Rock 'n' Roll: Charlie Hodge, o grupo Voice, o maestro Joe Guercio e o solo da orquestra são os últimos membros do grupo a serem apresentados.

16. Introduction of Vernon and Dr. Nick: Elvis faz uma menção especial a seu pai: "Meu pai teve um ataque cardíaco muito sério recentemente e ficou doente, mas ele está se recuperando bem e fico feliz de vê-lo de pé. Ele está aqui hoje, gostaria de... Pai."  Dr. Nick também é mencionado.

- 17. T.R.O.U.B.L.E.: "Temos uma nova música chamada 'T.R.O.U.B.L.E.'." Esta é uma das melhores versões. Não há mudanças de ritmo, nenhuma palavra perdida, nenhum trecho arrastado. Elvis se engaja com as Sweets no final, e é simplesmente fantástico. "Têm muitas palavras nessa música."

- 18. Why Me, Lord?: "Gostaria de pedir ao The Stamps Quartet para fazer uma música, senhoras e senhores" Aqui Elvis já usa a música para tentar fazer JD rir, mas a versão é muito boa - mesmo com JD quebrando e rindo. "Você riu muito bem, JD."

- 19. How Great Thou Art: "Gostaria de fazer uma música Gospel. Essa também inclui os Stamps." Segue-se uma versão incrível e Elvis decide fazer uma reprise novamente fantástica.

- 20. Let Me Be There: Uma versão sincera com o usual final duplo.

- 21. Funny How Time Slips Away"Agora que vocês tiveram a chance de nos ver, eu gostaria de acender as luzes da casa para que eu possa dar uma olhada em vocês." Depois de interagir com as fãs ensandecidas e fazer a rotineira brincadeira de que pegou "creeping crud" de uma garota que o beijou, Elvis faz uma boa versão mesmo rindo deliciosamente durante a rendição.

- 22. Little Darlin': Bastante rotineira, mas com Elvis brincando um pouco mais com as letras e com a plateia.

- 23. An American Trilogy: Por causa de avarias irreparáveis na fita original, esta e a próxima faixa  foram substituídas pelas versões do dia anterior em JacksonMississippi. 
Elvis oferece uma versão fantástica que pode ser facilmente uma das melhores de 1975.

 - 24. Mystery Train / Tiger Man: Um sucesso do Sun Studio que sempre emociona o público. Você pode ouvir as garotas gritando enquanto Elvis faz alguns movimentos de karatê.

- 25. Can't Help Falling in Love: Pelo mesmo motivo das duas faixas anterior, esta e a próxima foram substituídas pelas versões do show das 20h30 de 7 de junho de 1975 em Shreveport, Louisiana.
"Muito obrigado, senhoras e senhores. Até a próxima vez, que Deus os abençoem e cuidem-se." Elvis termina a sua atuação com mais uma encantadora versão da canção de 1961 enquanto distribui os últimos lenços e beijos aos fãs.

- 26. Closing Vamp: A fanfarra padrão encerra a apresentação.
Foi somente com o CD duplo "The Hometown Shows", lançado em 2016 pela FTD, que descobrimos que, em rara ocasião, o "Closing Vamp" não foi executado após a música no show do dia 10 e podemos ouvir Elvis agradecendo o público.

(vídeo abaixo inclui pré-show, ausente no lançamento da DAE)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

25 de Fevereiro de 1961: O Primeiro Retorno de Elvis aos Palcos

Elvis durante conferência de imprensa no Hotel Claridge; 25 de fevereiro de 1961 


Depois de deixar de lado uma carreira extremamente meteórica iniciada em 1954 para arriscar uma manobra de marketing maluca do Coronel, Elvis abandonou os palcos no fim de 1957 para servir ao exército dos EUA por dois anos a partir do ano seguinte. Felizmente, a jogada foi um grande acerto e o Rei do Rock voltou a gravar em estúdio em 1960 sob uma popularidade ainda maior do que tinha três anos antes.

Todos os LPs, EPs e singles lançados naquele ano seriam sucessos absolutos e seus dois filmes seriam também bem recebidos. Mas Elvis já sentia falta dos palcos e isso era algo que o deixava preocupado com relação a sua carreira, uma vez que achava que apenas sua voz em discos e sua imagem em telões de cinema não conseguiriam manter seu status para sempre.

Para Parker, não havia necessidade de fazer shows tendo em mãos os contratos milionários com a RCA e estúdios de cinema. Essa mentalidade mudou rapidamente em 4 de dezembro de 1960, quando o Coronel leu em um jornal que as autoridades do Havaí estavam tendo dificuldade para arrecadar fundos para a construção do USS Arizona Memorial, um museu em homenagem aos mortos no ataque japonês a Pearl Harbor em 1941.

Vendo a oportunidade de exposição de sua mina de ouro, o agente recebeu o aval de Elvis e passou a fazer seus telefonemas, agendando dois concertos beneficentes em Honolulu. Durante uma extensa coletiva de imprensa em 11 de janeiro de 1961, Elvis e o Coronel explicaram que a apresentação teria todos os valores coletados com ingressos revertidos ao memorial em Pearl Harbor e que a mesma ocorreria em 25 de março daquele ano. Parker também deixou claro que ele e Elvis também doariam valores à causa e que todos os artistas envolvidos no evento seriam pagos do bolso deles.

Elvis e Parker durante conferência de imprensa no Hotel Claridge; 25 de fevereiro de 1961


A mídia começou a divulgar o retorno de Elvis aos palcos euforicamente, seja em críticas positivas ou negativas, deixando os fãs em polvorosa. Mas antes que o show havaiano acontecesse, o catálogo de discos de Elvis na RCA alcançou o incrível número de 75 milhões de cópias produzidas durante a prensagem do single "Surrender", em janeiro de 1961, e isso não poderia passar batido.

O presidente da RCA contatou Parker e informou sobre o acontecimento. O Coronel, por sua vez, repassou a notícia a Elvis e entrou em conversações com a prefeitura de Memphis e a gravadora para a realização de uma solenidade para entregar prêmios ao cantor e de dois concertos beneficentes que arrecadariam fundos para entidades previamente selecionadas no dia 25 de fevereiro de 1961.

O prefeito da cidade decidiu então que, dada a importância desse evento, aquele seria declarado O Dia de Elvis Presley em Memphis. Aproveitando o momento, o governador do Tennessee concedeu ao Rei do Rock o título honorário de Coronel Ajudante de Campo na Equipe do Governador.

Às 12h15 de 25 de fevereiro de 1961, um grande almoço com a presença de autoridades, representantes da RCA, Vernon e Dee, Elvis e o Coronel, ocorreu no auditório do Hotel Claridge em Memphis. Cada pessoa presente pagou US$ 100 pela participação no almoço, gerando uma arrecadação inicial de US$ 17 mil. Na sequência, o Rei do Rock recebeu documentos que reconheciam a instauração do Dia de Elvis Presley e sua nomeação como Coronel, além de uma placa comemorativa e um relógio cravejado de diamantes pela prensagem de 75 milhões de cópias de seus discos.

Uma coletiva de imprensa ocorreu às 13h45, logo após o almoço e entrega de prêmios. Repórteres locais de todo o país se revezaram para fazer perguntas a Elvis, mas a questão que mais ressoou pelo ambiente e causou um pouco de constrangimento veio de Sam Phillips, dono do Sun Studio, que havia descoberto Elvis em 1953: "Por quê o Sun não tem o reconhecimento merecido pelo sucesso de Elvis? Se não fosse por nós, a RCA não o teria."

Após o evento, Elvis foi levado de limusine até o Ellis Auditorium para se preparar para seu show.

ACIMA: Elvis recebe prêmio pela prensagem de 75 milhões de discos.
ABAIXO: Cumprimentando Sam Phillips.
Hotel Claridge; 25 de fevereiro de 1961


Às 15h daquele dia, Elvis subiu ao palco pela primeira vez depois de quase três anos e meio de sua última apresentação. Em sua banda estavam Scotty Moore e Bob Suggs na guitarra, Bob Alexius no baixo (Bill Black havia se afastado do grupo em 1958), D. J. Fontana e Don Capone na bateria, Floyd Cramer no piano, Boots Randolph no saxofone, os Jordanaires nos backing vocals e Larry Mohoberac (que mais tarde trabalharia com Elvis em estúdio e palco) e sua orquestra, a King's Men, no acompanhamento.

Elvis apareceu no palco em grande estilo, com um terno cinza prateado com detalhes em azul marinho, camisa branca, calça preta com detalhes em azul marinho e sapatos pretos. A multidão de 3860 fãs gritou histericamente por vários minutos enquanto Elvis cantava as primeiras músicas da apresentação.

Durante 45 minutos, o Rei do Rock rendeu seus maiores sucessos desde 1956, incluindo a novíssima "Surrender", e interpretou pela única vez a música "Doin' the Best I Can", da trilha sonora de "G. I. Blues", de 1960. Após o encerramento da apresentação com uma eletrizante "Hound Dog", Elvis foi levado às pressas para sua limusine e então para Graceland.

FOTOS: 25 DE FEVEREIRO DE 1961 - 15H








Elvis retornou ao palco do Ellis Auditorium às 20h30, desta vez para se apresentar para 6540 pessoas. O mestre de cerimônias, o comediante George Jessel, que não conseguira abrir o show das 15h por causa de uma greve de companhias aéreas que ocorria à época, recebeu o cantor com um exagerado salamaleque que arrancou risadas de todos.

Com terno e camisa brancos, calças e sapatos pretos, Elvis fez um show ainda melhor. Por 50 minutos houve histeria de fãs, música de qualidade e os movimentos pélvicos clássicos do cantor em uma sequência quase hipnótica. "Doin' the Best I Can" e "Surrender" foram substituídas por "Fever" e "Swing Down, Sweet Chariot", outros dois sucessos de 1960. Elvis esqueceu algumas linhas de "Don't Be Cruel", mas soube disfarçar com uma maravilhosa improvisação. "Hound Dog" novamente fecharia a apresentação. Saindo às pressas, Elvis foi novamente levado para Graceland, onde deu uma festa para convidados seletos.

FOTOS: 25 DE FEVEREIRO DE 1961 - 20H30





Todas as críticas em jornais do dia seguinte deram conta de que a maior lembrança de ambos shows foi "a excitação dos fãs, a euforia e a histeria causada pelo cantor." Os repórteres também deram conta de que o público total fora de 10400 pessoas, as quais pagaram US$ 33 mil em ingressos, e que a arrecadação total - contando com os US$ 17 mil do almoço - fechara em exatos US$ 50 mil que seriam divididos entre 26 entidades beneficentes por todo o Tennessee.

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Texto original: EAP Index e Elvis Presley Music
Fotos: Google e Elvis Presley Music
Pesquisa e tradução: EAP Index | http://www.eapindex.site
>> a re-disponibilização desta postagem só é permitida se mantidos os créditos e sem edições.<<

quarta-feira, 3 de julho de 2024

The Final Homecoming (CD - Audionics / Fort Baxter, 2009)


Título:
The Final Homecoming
Selo:
Audionics (2009-05-2) / Fort Baxter (CS-1005)
Formato:
CD
Número de faixas:
36
Duração:
93:00
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia não-oficial
Ano:
2009
Gravação:
5 de julho de 1976
Lançamento:
2009
Singles:
---

The Final Homecoming é um CD do selo de bootlegs Fort Baxter em parceria com a gravadora AudionicsEle contém o show completo de 5 de julho de 1976, o último de Elvis em Memphis, em soundboard. A obra está fora de catálogo.


Em meados de 1976, parecia que Elvis nunca mais voltaria à sua antiga forma. Suas apresentações eram erráticas, ele ficava lento e às vezes confuso no início dos shows, embora nada como agosto de 1975 em Las Vegas. De fato, o cantor melhoraria muito sua performance no final de junho, mas estava claro que ele não tinha mais aquela chama que ardia em seu âmago.

Felizmente, se havia algo que Elvis sabia fazer além de cantar, esse algo era surpreender. Seus shows do final de junho e início de julho de 1976 foram bastante dinâmicos - apesar de não terem muitas variações no setlist - e culminaram na excelente última apresentação do cantor em Memphis no dia 5.

Elvis abertamente adotou Memphis como sua cidade natal desde que gravou o hit "That's All Right" em 5 de julho de 1954. Por coincidência do destino, ele realizaria o que seria o seu último concerto na cidade no dia 5 de julho de 1976, exatos 22 anos depois.

Diante de uma multidão de 12.000 pessoas no Mid-South Coliseum, Elvis mostrou que ainda podia fazer as bases tremerem. Antes de cantar "That's All Right", o Rei do Rock fez questão de comentar que muitos críticos achavam que ele não estava mais com idade e fôlego para executá-la como 22 anos antes. Sem pestanejar, Elvis provou que sim, ainda tinha o rock na alma, tocando-a magistralmente após dar um aviso aos incrédulos: "Muitos me disseram que não posso mais tocar essa música. Mas, por Deus, vejam isso!"

No total, Elvis fez o show mais longos de sua carreira, com exatos 93 minutos. A tradicional abertura com "See See Rider / I Got a Woman / Love Me" logo deu lugar a hits do momento, como "Fairytale" e "And I Love You So", e temas fortes como "You Gave Me a Mountain", e "America the Beautiful". Elvis ainda apresentou a relativamente rara "One Night" e as introspectivas "Help Me" e "Softly, as I Leave You".


Charles Goodman, do jornal The Commercial Appeal, escreveu uma resenha da apresentação na edição de 6 de julho de 1976: (artigo original)
Para os fãs que lotaram o Coliseum, o grande evento da festa do fim de semana do Bicentenário de Quatro de Julho foi Elvis voltando a se apresentar em Memphis. Quando ele entrou no palco, as lâmpadas de flash na platéia transformaram a cena em um show pirotécnico que rivalizava com os fogos de artifício do domingo à noite. "Deixem-me dizer-lhes", disse ele à convulsiva multidão: "Eu vou cantar todas as músicas que vocês desejam. É o fim da nossa turnê e eu tenho todo o tempo que vocês quiserem esta noite". O show contou com o melhor de dois mundos - a orquestra profissional e chamativa Hot Hilton Horns, do Las Vegas Hilton Hotel, e o Stamps Quartet cantando Gospel. Eles trouxeram a casa abaixo com uma versão maravilhosa de "When The Saints Go Marching In". 
Elvis manteve sua promessa, cantando de forma constante das 10 horas até 25 minutos antes da meia-noite. Os seis medleys de sua longa carreira começaram com a primeira gravação feita em Memphis, "That's All Right".  
"Eles dizem que eu não deveria mais cantar 'That's All Right'", disse ele pegando sua guitarra, "mas, por Deus, vejam isso!". 
Seus giros de quadris trouxeram gritos, e seus olhares, gemidos. 
"Isso nunca deixa de me surpreender", disse ele, esperando que as ondas de gritos parassem entre as músicas. Enquanto cantava, os fãs passaram através das linhas da polícia para chegar à borda do palco com presentes - um soldado de brinquedo, um bolo, uma pintura, uma árvore de Natal azul, pingentes e cartas pessoais. Elvis continuou enxugando a testa com lenços e jogando-os para o público. Descontraído e curtindo o show, Elvis ajoelhou-se e disse a uma das mulheres prensadas contra a frente do palco, "o que você quer, querida? Só meu lenço?"
Uma canção, "Help Me", ele disse com um brilho nos olhos, veio de um álbum que fez há dois anos, "intitulado 'Elvis na Fossa'". Ele soou sério desta vez. Obviamente irritado com os relatórios anteriores sobre a saúde dele, Elvis disse: "A última vez que estive aqui, fiquei doente por um par de semanas. Mas já superei tudo isso, eu estou trabalhando e estou feliz". 
Não havia dúvida de que o grande número de seguidores de Elvis estava feliz também.
Fãs aguardam Elvis no Mid-South Coliseum; 5 de julho de 1976 (©Barney Sellers, The Commercial Appeal)

Abaixo segue resenha do concerto.

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CD 1

- 1. Also Sprach Zarathustra: A abertura comum dos shows de Elvis ganha um ar de eletricidade pura por estar sendo executada pela última vez em Memphis.

- 2. See See Rider: Parecendo ansioso para se apresentar a seus fãs mais queridos, Elvis entra no palco após alguns breves segundos do início da canção. Ao iniciar a música, sua voz está forte (talvez no mesmo nível do início de 1974) e consistente. Tinha sido um pouco comum em toda a temporada de verão de 1976 que Elvis balbuciasse ao longo dela, mas isso não acontece aqui.

- 3. I Got a Woman / Amen: "Obrigado. Vocês nunca deixam de me surpreender, sabem?", Elvis confessa à plateia. Um forte "weeeell..." inicia a rotina sob forte histeria das fãs. "Querem dizer que só vieram aqui para me ver fazer 'well, well, well'?", ele brinca. JD faz um pequeno dive bomb que leva ao início da canção.
A música é bem executada, mas Elvis se mostra surpreso por ter atingido uma nota tão baixa no final e, enquanto a plateia ri, confessa estar cansado. "Não sei como consegui chegar tão baixo assim. Estou tendo um troço e as pessoas riem de mim." A rotina do striptease enlouquece as mulheres e leva aos famosos dive bombs de JD, encerrando a canção.

- 4. Love Me: Elvis cumprimenta o público e diz que é um prazer se apresentar novamente em Memphis (obviamente se referindo ao show feito ali no ano anterior). "O palco é alto, você não me alcança", ele diz para uma fã que pula desesperadamente na sua frente. A música se inicia e a plateia vai à loucura sabendo que é hora de tentar pegar um dos seus lenços ou, se tiver sorte, ganhar um beijo. A rendição da canção é padrão da época.

- 5. Fairytale: A canção se inicia quase imediatamente após o fim de "Love Me", com Elvis ainda distribuindo alguns lenços e pedindo que as fãs tomem cuidado para não se ferirem. "Fairytale" é executada com uma paixão poucas vezes vistas.

Elvis no Mid-South Coliseum; 5 de julho de 1976


- 6. You Gave Me a Mountain: Outra música que emociona e agita os fãs, apesar da constante microfonia. Elvis dá tudo de sua voz na rendição e ganha aplausos efusivos no final.

- 7. All Shook Up: O hit de 1957 avisa a plateia de que o medley de canções famosas está começando. Elvis ri bastante durante a rendição e volta a distribuir lenços.

- 8. Teddy Bear / Don't Be Cruel: O público vibra bastante durante a música e Elvis é um pouco atrapalhado por fãs que quase o derrubam do palco. Ele também tem dificuldade de cantar em uma pequena parte por não conseguir ouvir a banda.

- 9. And I Love You: A canção romântica lançada em 1975 dá uma acalmada nas fãs.

- 10. Jailhouse Rock: Elvis traz a casa abaixo com uma versão pesada da canção hit de 1957. Ela se tornaria padrão no restante de seus shows, mas aqui se mostra insuperável.

- 11. Fever: Depois de se mover muito na canção anterior, Elvis acalma as coisas com uma rendição sensual em que as fãs deliram com seus movimentos pélvicos lentos.

- 12. America the Beautiful: Em homenagem aos 200 anos dos Estados Unidos, comemorados no dia anterior, Elvis faz uma maravilhosa versão da canção patriota escrita por Katherine Lee Bates em 1893.

- 13. One Night: Ausente desde 1972, apesar de aparecer em um ou outro show em 1975, o hit de 1957 traz a energia de volta à apresentação. Ela não estava na setlist, mas Elvis atendeu ao pedido dos fãs.

- 14. That's All Right: "Muitos me disseram que não posso mais tocar essa música. Mas, por Deus, vejam isso!", Elvis exclama antes de iniciar uma versão poderosa da canção que faz a plateia enlouquecer.

- 15. Blue Christmas: Elvis atende outro pedido dos fãs e brinca: "'Blue Christmas'... em julho." A versão é padrão da época.

- 16. Introductions: "Deixem-me dizer uma coisa... eu vou tentar cantar todas as canções que vocês querem, porque é o fim da turnê e eu esperei por isso tanto quanto vocês." Elvis recebe um quadro de uma fã e pergunta: "Quem é esse? Eu? Não!". A fã apresenta sua mãe e ele brinca: "Sua mãe? Sua mãe tem uma aparência esquisita." A garota explica o quadro, dizendo que ganhou 50 dólares em um concurso por ser a mais parecida com Elvis e que a foto no quadro é dela vestida como ele.
Rei do Rock passa a apresentar as Sweet Inspirations, JD Sumner, The Stamps, Kathy Westmoreland e Sherrill Nielsen.

- 17. Early Morning Rain: John Wilkinson faz seu solo e Elvis canta junto. Infelizmente a rendição está incompleta e teve de ser emendada à versão de 28 de dezembro de 1976 em Dallas, Texas.

Elvis no Mid-South Coliseum; 5 de julho de 1976 (©George Hill)


CD 2

- 1. What'd I Say: James Burton faz seu solo com Elvis cantando junto. A intro da canção ainda é do show de 28 de dezembro de 1976, mas a apresentação volta à fita de 5 de julho assim que James começa a tocar.

- 2. Johnny B. Goode: O segundo solo de James Burton é bastante dinâmico e Elvis soa entusiasmado.

- 3. Drum Solo: Ronnie Tutt faz sua parte.

- 4. Bass Solo: Jerry Scheff faz um chickin' pickin' maravilhoso.

- 5. Piano Solo: Tony Brown faz seu solo.

- 6. Electric Piano and Clavinet Solo: David Briggs faz seu solo psicodélico.

- 7. Love Letters: "Na primeira vez em que David e eu trabalhamos juntos, foi sua primeira sessão de gravação e nós fizemos uma música chamada 'Love Letters'. Gostaria de cantar para vocês agora." Elvis aproveita o solo de David Briggs para fazer a canção gravada em 1966, a qual soa fantástica.

- 8. School Day:  Elvis apresenta Charlie Hodge, Joe Guercio e sua orquestra. Elvis canta bastante durante o solo, algo raro de se ouvir.

- 9. Hurt: "Lancei um novo disco, senhoras e senhores. Gostaria de cantar para vocês agora." Quando a bateria de Tutt anuncia o início da música, a plateia delira. Elvis faz uma rendição impecável em meio ao frenesi das fãs.

- 10. Hurt: Os aplausos efusivos pedem uma reprise completa da canção e Elvis novamente faz um trabalho fantástico.

- 11. Hound Dog: Uma versão bem melhor do que as ouvidas em junho, com a plateia vibrando junto.

- 12. Funny How Time Slips Away: "Agora que vocês já nos viram, gostaria de acender as luzes da casa para ver vocês. Nossa! É bom vê-los, senhoras e senhores, de verdade. Não, realmente, é difícil vê-los com as luzes nos meus olhos." Elvis introduz a canção que, em geral, anunciava o fim do show em alguns minutos. Felizmente não é o caso, mas as fãs ficam enlouquecidas na beira do palco.
O Rei do Rock ainda pede a reprise do final para mostrar os dotes vocais de JD Sumner, que faz um breve dive bomb.

Elvis no Mid-South Coliseum; 5 de julho de 1976

- 13. Help Me: "Eu gostaria de cantar uma música que lançamos há uns dois anos em um álbum chamado 'Elvis na Sarjeta' e que se chama 'Help Me'." A rendição não é uma das melhores, mas emociona o público. "Obrigado, senhoras e senhores. Esse foi Sherrill Nielsen na harmonia."

- 14. How Great Thou Art: "Gostaria de cantar uma canção que é muito pedida, 'How Great Thou Art'. Os Stamps cantam nela." Elvis nunca perdeu a forma com essa música, executando-a de forma divina e já fazendo o início e fim com a nota alta que ficou mundialmente conhecida no Elvis In Concert.

- 15. Softly, as I Leave You: "Quero fazer algo diferente hoje. Quero contar uma história que está rodando por aí há alguns anos na forma de uma canção... Sherrill a canta, mas eu quero lhes contar a história por trás dela.". Elvis recita a letra serenamente enquanto Sherrill Nielsen canta no fundo. A plateia se mantém em total silêncio durante a única rendição da canção-poema fora de Las Vegas ou Lake Tahoe.

- 16. Introduction: "Desde a última vez que estive aqui, fiquei no hospital por uma coisa ou outra... Não foi nada sério, já me recuperei e estou feliz em estar trabalhando de novo. Então, obrigado por terem vindo ver o show. Meu pai também esteve doente, mas está se recuperando. Ele está aqui. Pode se levantar, pai?
Elvis apresenta Vernon à plateia e ambos são muito aplaudidos. Ele também agradece a seus músicos que foram "todos escolhidos a dedo do fundo do barril."

- 17. Polk Salad Annie: A versão já é a padrão de 1975-77. Elvis se esforça para dar um show aparte na canção, se movimentando muito no palco.

- 18. Jambalaya:  O sucesso dos Carpenters era uma das deliciosas raridades com as quais Elvis nos presenteava de vez em quando. Infelizmente, ele nunca a cantou completa e aqui ele apenas a usa para recuperar o fôlego. Esta seria a última vez em que a música apareceria em um show.

- 19. Its Now or Never: Elvis faz uma boa rendição de seu sucesso de 1960. A canção parece ser muito alta para a voz dele no momento, mas o Rei do Rock consegue se sair muito bem e atingir as notas de maneira razoável.

- 20. Can't Help Falling in Love: "Obrigado, senhoras e senhores. Muito Obrigado." A música começa quase de imediato e anuncia o final do show depois de incríveis 91 minutos. As fãs vão à loucura tentando ganhar um lenço, abraço ou beijo de Elvis pela última vez.

- 21. Closing Vamp & Announcements: O público aplaude e grita, sabendo que a noite mágica havia acabado. O que eles não sabiam, é que aquela seria realmente a última vez em Memphis.