EAP Index Brasil

quarta-feira, 11 de março de 2026

Fragmentos de um Ícone: EPiC

EPiC 
(EUA, 2026)

Título brasileiro:
EPiC: Elvis Presley in Concert
Gravação:
13 de abril de 1955 - 14 de janeiro de 1973
Lançamento:
20 de fevereio de 2026 (EUA)
27 de fevereiro de 2026 (Mundial)
Duração:
97 min
Produtora:
Sony Music Vision
Bazmark Films
Authentic Studios
Orçamento:
US$ 11 milhões
Arrecadação:
US$ 17 milhões
(MUNDIAL, até 11 de março de 2026)
Elenco principal:
Elvis Presley
Banda TCB
The Sweet Inspirations
The Imperials
Millie Kirkham
Kathy Westmoreland
JD Sumner
The Stamps Quartet
Trilha sonora:
"EPiC: Elvis" Presley in Concert" (CD / Digital)
(20 de fevereiro de 2026)


EPiC: Elvis Presley in Concert
é o segundo longa‑metragem a tratar da vida do Rei do Rock. Nele, Elvis reconta os acontecimentos de sua trajetória a partir do retorno aos palcos no final dos anos 1960. Dirigido por Baz Luhrmann, o filme utiliza imagens nunca antes disponibilizadas oficialmente, além de alguns frames totalmente inéditos.

Após o sucesso de ELVIS (2022), Baz e sua equipe passaram a investigar rumores de que fitas usadas nos documentários ELVIS: That's the Way It Is (1970) e Elvis On Tour (1972) estariam armazenadas nas minas de sal da Warner Bros. no Kansas, iniciando uma verdadeira caça ao tesouro. Foram encontradas 68 caixas com material variado em 35 mm e 8 mm, incluindo filmagens dos shows no Havaí em 1957 e um áudio de 45 minutos de uma entrevista em que Elvis fala sobre sua vida e as dificuldades de ser um artista do seu porte.

Parte do material, especialmente as fitas de 1957, estava sem áudio, o que levou Baz e sua equipe a localizar, recuperar e sincronizar todo o conteúdo em um trabalho que durou dois anos. Esses trechos recuperados e ressincronizados constituem novo material resultante dos esforços da equipe. O mesmo vale para as intervenções feitas nas fitas dos shows e entrevistas de 1970 e 1972, embora em todos os casos existam ressalvas que discutiremos adiante. O que realmente se apresenta como inédito são as fotos e os filmes em 8 mm cedidos por Graceland, que guarda um acervo extenso sob rígida vigilância.

O resultado desses trabalhos foi EPiC, que Baz definiu como: “Não é um documentário nem um concerto, mas algo que enaltece a magnitude de Elvis como artista e também oferece reavaliações profundas sobre sua humanidade e vida privada.”

Embora o filme percorra toda a carreira de Elvis antes de chegar aos anos 1970, o produto final é, na prática, um híbrido entre That's the Way It Is e Elvis On Tour, com sutis referências a outros momentos. Pode-se afirmar, sem exagero, que se trata mais de uma celebração da maestria de Elvis voltada a uma possível nova geração de fãs do que de um lançamento pensado para os admiradores de longa data, que já conhecem grande parte — se não tudo — do que o filme apresenta.

Lançado mundialmente em 27 de fevereiro de 2026, o filme teve boa recepção nas salas, mas não conseguiu superar seu orçamento na primeira semana, algo que raramente é motivo de comemoração para os estúdios. As vendas do CD e das versões digitais da trilha sonora mostram tendência de alta, porém permanecem modestas por enquanto. Até 11 de março de 2026, o filme arrecadou US$ 17 milhões mundialmente, valor que supera o orçamento por margem reduzida. As produtoras envolvidas esperam que a chegada do filme às plataformas de streaming e o lançamento do LP da trilha sonora em 24 de abril de 2026 contribuam para elevar esses números.

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Abaixo listamos alguns erros e fazemos observações sobre nossa experiência com o filme, com base no princípio de que não se deve alterar fatos para agradar partes interessadas ou criar polêmicas comerciais.

Esta resenha será dividida em segmentos, de acordo com a música utilizada durante ele.
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SEGMENTO 1: "CAN'T HELP FALLING IN LOVE WITH YOU"

O filme começa com uma breve recapitulação dos eventos de 1970 a 1972, centrada nos shows para That's the Way It Is e Elvis On Tour. Ao fundo, ouvimos uma versão bastante melódica do tema de abertura padrão dos shows de 1971 a 1977, Also Sprach Zarathustra, embora estejamos vendo e ouvindo trechos de shows e entrevistas gravados muito antes da existência dessa icônica introdução. Não chega a ser totalmente incômodo, mas pode levar novos fãs a entenderem que ela já fazia parte dos primeiros shows do retorno de Elvis aos palcos. A versão de “An American Trilogy” ouvida na sequência apresenta ótima espacialização estéreo.


SEGMENTO 2: "THAT'S ALL RIGHT"

Em seguida, há uma recapitulação dos anos 1950. Ouvimos Elvis falar sobre como não consegue parar de se mexer ao cantar, enquanto vemos fotos inéditas do período e filmagens que antes só circulavam de forma não oficial. É exibido um breve trecho da que é considerada a filmagem mais antiga de Elvis no palco, capturada em 13 de abril de 1955. Elvis continua relatando o início de sua carreira e comentando como a sociedade preconceituosa da época se mostrava indignada e estarrecida com seus movimentos. Neste ponto, vemos e ouvimos Elvis se preparando para subir ao palco do International Hotel, em Las Vegas, em 10 de agosto de 1970, e então cantando uma versão de seu primeiro hit, “That’s All Right”, originalmente vista em That's the Way It Is.


SEGMENTO 3: "TIGER MAN"

Luhrmann optou por não aprofundar o tema do preconceito, e talvez tenha sido a melhor escolha. Hoje sabemos que a hostilidade de parte da sociedade branca contra Elvis vinha, em grande medida, do fato de ele reconhecer a influência negra em sua música e em seus movimentos — uma energia que a música despertava nele. Em documentários específicos sobre o tema, muitos admiradores de Elvis nos anos 1950 admitem que o problema não era simplesmente o fato de ele se mover de forma sexual no palco, como alegava a crítica da época, mas a exposição do que consideravam o “ritmo animalesco e promíscuo dos negros”. O segmento termina com a rendição de “Tiger Man”, segunda parte do medley com “Mystery Train”, exibido na abertura de That's the Way It Is.


SEGMENTO 4: "WEARIN' THAT NIGHT LIFE LOOK"

Na sequência, vemos Elvis sendo enviado ao serviço militar na Alemanha e há uma recapitulação dos anos 1960. O trecho é curto, mas bastante inflado com cenas de vários filmes dos seus treze anos em Hollywood. Ouvimos Elvis dizer que passou a odiar as produções em que era obrigado a trabalhar por causa dos contratos negociados por Parker. Elvis é direto: “Eu leio o roteiro e já sei que será mais um filme com a mesma história e doze músicas diferentes.”

Há, porém, um ponto que pode incomodar: enquanto Elvis fala dos anos 1960 e vemos imagens desse período, a trilha sonora traz material de 1973 — o que pode confundir tanto novos quanto antigos fãs quanto à época em que as músicas foram gravadas.

Por alguma razão bizarra, Luhrmann decidiu ignorar completamente o icônico ’68 Comeback Special e as gravações e shows de 1969, sem os quais Elvis dificilmente teria recuperado o impacto necessário para chegar ao patamar de 1970. Por escolhas financeiras de Parker, que negligenciou a necessidade de manter seu agenciado não apenas nas telas, mas também nas paradas musicais, Elvis era um cantor quase esquecido em 1968, ofuscado pelos novos artistas e tendências. Se o ’68 Comeback Special não o tivesse trazido de volta aos lares das pessoas, e se os discos From Elvis in Memphis, In Person at the International e Back in Memphis não tivessem sido produzidos, não haveria material para Luhrmann — nem haveria o Elvis pós‑1970 que o mundo conheceu.


SEGMENTO 5: "HOUND DOG"

O ano de 1970 começa com os ensaios de julho. O som foi convertido para estéreo de forma magnífica, mas as imagens são velhas conhecidas. Há, sim, trechos de filmagens inéditas, porém são poucos. O mesmo se aplica aos concertos em Vegas, já vistos em That's the Way It Is e em muitos bootlegs, de forma mais completa em That's the Way It Is: The Complete Works (2007).

Nota‑se ampla edição de áudio, perceptível em momentos em que vemos Elvis longe do microfone, mas ainda o ouvimos cantar. A transferência do áudio original para estéreo ficou boa, embora seja evidente o uso de overdubs na orquestra, com instrumentos que originalmente não estavam presentes. Uma sequência bem elaborada alterna entre Elvis cantando “Hound Dog” no The Ed Sullivan Show (1956) e no palco em 1970.


SEGMENTO 6: "POLK SALAD ANNIE"

Do show ao vivo, voltamos alguns dias no tempo para os ensaios no palco, em 7 de agosto de 1970. Elvis trabalha Polk Salad Annie com sua banda e há aqui um trecho completamente inédito: ele faz trocadilhos com a letra e comenta, em tom hipotético, sobre o uso de cocaína e haxixe pela personagem da canção. É fácil entender por que esse momento ficou tanto tempo fora do alcance do público, dadas as associações infundadas que ligavam Elvis ao uso de substâncias ilegais.

O áudio ao vivo foi editado a partir de diferentes shows e muito bem transferido para estéreo, mas ouvir a plateia sobre as filmagens dos ensaios pode, novamente, confundir alguns espectadores, levando-os a crer que se trata de uma apresentação ao vivo.


SEGMENTO 7: "YOU'VE LOST THAT LOVIN' FEELIN'"

Em 30 de março de 1972, Elvis fala sobre seus shows e o entrosamento com a banda. A sequência é longa e oferece muitos insights sobre o Elvis daquele momento. You've Lost That Lovin' Feelin' começa a tocar ao fundo durante os diálogos e, em seguida, vemos uma versão no palco, sem as edições empregadas em That's the Way It Is.


SEGMENTO 8: "WEARIN' THAT LOVED ON LOOK"

Elvis discorre sobre o peso da fama em sua vida e sobre como saber cantar mudou completamente a forma como seus colegas o viam no colégio. Aqui temos uma das raras ocasiões em que o cantor fala sobre sua primeira experiência com a música: aos 10 anos, apresentou‑se na escola cantando Old Shep em um festival e obteve o terceiro lugar (algumas fontes indicam a quinta posição).


SEGMENTO 9: "LITTLE SISTER / GET BACK"

Ainda em março de 1972, Elvis continua falando sobre seu início e conta como seu pai se opôs à ideia de ele se tornar cantor, preferindo que seguisse como eletricista ou motorista de caminhão. Surge aqui a famosa frase de Vernon: “É melhor você decidir se quer ser um tocador de violão ou um eletricista. Eu nunca vi um tocador de violão que valesse alguma coisa.”

A filmagem da performance do medley Little Sister / Get Back durante o show da meia‑noite de 12 de agosto de 1970 é inédita oficialmente, embora já estivesse disponível por outros meios desde os anos 1990.


SEGMENTO 10: "I SHALL BE RELEASED"

Enquanto ouvimos Elvis improvisar uma música de Bob Dylan durante as sessões da Maratona de Nashville, em junho de 1970, são exibidas imagens de bastidores de 1972. O Rei do Rock aparece dando total atenção à pequena Denise Sanchez, uma fã de oito anos que sofria de leucemia, em seu camarim antes do show de 19 de abril em Albuquerque. No documentário Elvis On Tour, ela é ouvida pedindo que Elvis cante “Teddy Bear” para ela, mas esse trecho foi cortado aqui. Há alguns frames inéditos dos bastidores de shows de 1972.


SEGMENTO 11: "BURNING LOVE"

Em 5 de abril de 1972, Elvis ensaia “Burning Love”com sua banda em Buffalo, Nova York, em filmagens oficialmente inéditas e de alta qualidade. A edição de som e imagem alterna entre esse ensaio e a primeira versão da música no palco, enquanto vemos trechos inéditos dos bastidores de vários shows. “Stranger in My Own Home Town”, dos ensaios de julho de 1970, é ouvida sobre imagens de bastidores de 16 de abril de 1972 — sequência originalmente mostrada em Elvis On Tour, mas aqui editada para remover uma pequena piada de cunho sexual feita por Elvis.


SEGMENTO 12: "(YOU'RE THE) DEVIL IN DISGUISE"

Parker é o foco neste momento, enquanto ouvimos a gravação de 1963 que expressa exatamente a opinião da maioria dos fãs sobre Andreas Cornelis Van Kuijk: Você é o diabo disfarçado. Naturalmente, a admiração de Luhrmann por outros “diabos disfarçados” pode transmitir certa sensação de hipocrisia.

Enquanto Elvis fala sobre sua associação com Parker e deixa implícito o quanto aquele homem o controlava, vemos imagens que confirmam seu relato — a mais contundente delas mostra Parker enraivecido nas sombras do show de 10 de abril de 1972, em Richmond.


SEGMENTO 13: "NEVER BEEN TO SPAIN"

Seguindo no mesmo tema do segmento anterior, ouvimos Elvis comentar como gostaria de viajar e se apresentar em outros países. Imagens raras, embora não inéditas, da performance de Seguindo no mesmo tema do segmento anterior, ouvimos Elvis comentar como gostaria de viajar e se apresentar em outros países. Imagens raras, embora não inéditas, da performance de Never Been to Spainem Hampton Roads, no dia 9 de abril de 1972, são exibidas, acompanhadas de uma edição da música reunindo trechos de diversas apresentações do período. Alguns segundos inéditos de Richmond são visto no final.


SEGMENTO 14: "LOVE ME"

Assistimos à performance de Love Me no The Milton Berle Show em 1956, enquanto Elvis fala sobre a devoção dos fãs e o quanto isso podia ser um fardo. Entre relatos de roupas rasgadas e mulheres ousadas, vemos trechos da canção em Hampton Roads, em 1972, e em Las Vegas, em 12 de agosto de 1970.


SEGMENTO 15: "BLUE MOON"

Gravada no Sun Studio em 1954, a música é ouvida enquanto Elvis comenta sobre as diferenças no processo de masterização entre suas primeiras gravações e aquelas feitas na RCA em 1956. O cantor também aparece refletindo sobre a distinção entre sua imagem pública e sua vida privada — e como uma deveria permanecer separada da outra — durante a coletiva de imprensa para os shows no Madison Square Garden, em 9 de junho de 1972. Um trecho do ensaio de Twenty Days and Twenty Nights, realizado em julho de 1970, é ouvido e exibido ao final.


SEGMENTO 16: "CAN'T STOP LOVING YOU"

Em uma entrevista de 1972, ouvimos Elvis explicar a dinâmica que estabeleceu com sua banda no palco. Ele esclarece que todos estavam preparados para tocar cerca de 150 músicas diferentes, ficando a seu critério decidir qual seria a próxima. De fato, Elvis costumava alterar a ordem das canções ou retirar e recolocar algumas em diferentes shows. No entanto, havia o controle de Parker sobre o que considerava “clássicos” — músicas que, segundo o agente, afastariam o público caso não fossem apresentadas em todas as performances. Essa imposição acabaria deixando Elvis desgostoso com seus shows a partir de 1974.

Ao final das explicações, temos uma versão de I Can’t Stop Loving You, retirada do show das 20h30 de 13 de agosto de 1970. A edição de áudio evidencia a voz cansada de Elvis após quatro dias consecutivos de apresentações. O trecho é novo em um contexto como este filme, mas não inédito, já que foi lançado oficialmente em 1992.


SEGMENTO 17: "ARE YOU LONESOME TONIGHT"

Enquanto assistimos a 40 segundos de imagens inéditas de bastidores em agosto de 1970, Elvis fala sobre como se sentia sozinho e solitário mesmo cercado por tantas pessoas — uma solidão recorrente em sua vida, que permeou muitos, senão a maioria, dos momentos mais difíceis de sua carreira. No palco, Elvis canta Are You Lonesome Tonightna apresentação da meia‑noite de 12 de agosto de 1970, em trecho oficialmente inédito.


SEGMENTO 18: "ALWAYS ON MY MIND"

Refletindo sobre o significado do amor, Elvis retorna ao tema da solidão e confessa que precisa de alguém para amar e ser amado, para que sua vida tenha sentido. Baz Luhrmann demonstra sua devoção intensa a Priscilla Beaulieu, o que transparece aqui em imagens de arquivo nas quais ela ocupa o centro das atenções, enquanto ouvimos Elvis cantar  Always on My Minddurante o ensaio de 30 de março de 1972. O take utilizado é oficialmente inédito, embora já conhecido do público. Esta seção também apresenta várias fotos novas de Lisa com seu pai.


SEGMENTO 19: "OH HAPPY DAY"

Voltamos ao ensaio de 7 de agosto de 1970, onde Elvis nos presenteia com uma versão magnífica da canção. Embora o áudio não seja inédito, as filmagens completas são. A edição de som está muito bem realizada.


SEGMENTO 20: "HOW GREAT THOU ART"

Estamos falando de Elvis, e obviamente o Gospel não poderia faltar. No palco em Hampton Roads, em 1972, o Rei do Rock apresenta uma versão excelente de sua gravação de 1966, faixa‑título do álbum lançado no ano seguinte. Seus vocais foram praticamente isolados, e a adição de eco confere um tom etéreo à música. Um trecho inédito da sessão Gospel improvisada durante os ensaios de março de 1972 é exibido, mostrando Elvis cantando Nearer My God to Thee, antes de retornarmos para a conclusão de How Great Thou Artno palco.


SEGMENTO 21: "A BIG HUNK O' LOVE"

Elvis ensaia a música em 5 de abril de 1972 e, em seguida, o vemos apresentando‑a ao vivo nove dias depois, em Greensboro — versão que foi oficialmente lançada em 1992. Por algum motivo não explicado, os close‑ups durante o solo de James Burton são retirados de Aloha From Hawaii (1973), o que fica evidente pela cor da roupa do guitarrista: azul‑marinho em 1972 e branca em 1973.


SEGMENTO 22: "BRIDGE OVER TROUBLED WATER"

De volta aos estúdios da MGM em Culver City, em julho de 1970, Elvis inicia o ensaio de uma das músicas que se tornariam ícones de suas apresentações, representando de forma perfeita sua maestria e extensão vocal, em um trecho de filme até então oficialmente inédito. No palco, vemos interpretações da canção em Las Vegas, em 1970, e em Hampton Roads, em 1972. Enquanto J.D. Sumner comenta sobre como Elvis dominava o palco, são exibidas imagens inéditas dos ensaios de 1972.


SEGMENTO 23: "IN THE GHETTO"

A versão de estúdio da música começa com alguns overdubs que soam estranhos, enquanto ouvimos Elvis falar sobre manter suas opiniões pessoais fora dos palcos. É um segmento curto, que termina com a versão ao vivo da canção, lançada oficialmente em 1992, seguida da interpretação de Walk a Mile in My Shoesem versão oficialmente inédita.


SEGMENTO 24: "SUSPICIOUS MINDS"

Talvez tenha faltado criatividade, ou Baz realmente quis que esse trecho fosse apresentado dessa forma. Seja como for, vemos a versão mais conhecida da música nos palcos: a interpretação de 11 de agosto de 1970, registrada em That’s the Way It Is. Aqui, a edição de áudio é pesada, colocando os agudos de Millie Kirkham em primeiro plano e criando uma distração desnecessária. Quando Elvis move a cabeça para marcar as batidas de Ronnie Tutt, o som da bateria foi removido, gerando uma sensação estranha.


SEGMENTO 25: "CAN'T HELP FALLING IN LOVE WITH YOU"

Também é mostrado um trecho oficialmente inédito da festa pós‑show no camarim de Elvis, no International Hotel, em 10 de agosto de 1970. Vestindo o famoso traje de couro preto do ’68 Comeback Special, o cantor conversa com celebridades. O Rei do Rock é então ouvido falando sobre como era constantemente procurado por seus fãs e o quanto sentiria falta disso caso encerrasse a carreira, enquanto o fundo musical é composto por uma edição de Are You Lonesome Tonight, intitulada Bring the Curtain Down. A finalização de An American Trilogy, iniciada no Segmento 1, acontece aqui.

Por fim, chegamos ao encerramento do filme e, naturalmente, não poderia ser com outra música senão aquela que concluiu quase todos os mais de 1.100 concertos de Elvis entre 1969 e 1977. Ouvimos o cantor interpretar a canção e vemos imagens de diversos shows, embora sem material inédito. Há, no entanto, cerca de 20 segundos de bastidores oficialmente inéditos exibidos antes e durante os créditos. Nesse trecho, ouvimos edições produzidas a partir de diferentes músicas, reunidas sob os títulos American David”, A Change of Reality (Do You Miss Me?)” e Don’t Fly Away”.

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NOSSA OPINIÃO

O filme se trata de uma obra ambivalente. Por um lado, o material traz momentos preciosos da carreira de Elvis, com imagens raras e inéditas, além de edições de áudio bem trabalhadas que certamente agradam aos fãs. Por outro, algumas escolhas criativas deixam a desejar, como a ausência do ’68 Comeback Special e de registros fundamentais de 1969, além de edições que podem confundir o público quanto às épocas e contextos das gravações.

O grande mérito está em revelar Elvis em ensaios e bastidores pouco explorados, expondo sua vulnerabilidade, solidão e energia no palco. Já os pontos fracos aparecem em cortes e inserções desnecessárias, como overdubs estranhos e substituição de imagens originais por trechos de outros shows.

Em síntese, o filme funciona como documento histórico e celebração da arte de Elvis, mas deixa a sensação de que poderia ter sido mais fiel e criativo em sua narrativa. É uma obra que emociona e, ao mesmo tempo, provoca reflexão sobre como as escolhas de edição moldam a memória de um artista tão icônico.



TRILHA SONORA

Para promover o filme,
a RCA e a Sony produziram uma trilha sonora com as 27 faixas apresentadas na obra. O resultado foi lançado em CD e nas plataformas digitais em 20 de fevereiro de 2026. Apesar de proporcionar uma boa experiência auditiva, o lançamento ainda registra vendas baixas e uma exposição menor do que a esperada até 11 de março de 2026.

Uma versão em LP duplo está programada para 24 de abril de 2026, coincidindo com a estreia do filme nas plataformas de streaming.







terça-feira, 10 de março de 2026

LETRA E TRADUÇÃO: You'll Be Gone


Álbum:
Do the Clam / You'll Be Gone
Letra / Composição:
Elvis Presley / Charlie Hodge / Red West, 1961
Número de catálogo:
47-8500
Data de gravação:
19 de março de 1962
Lançamento:
9 de fevereiro de 1965
Observação:
- Originalmente lançada como lado B do single de "Do the Clam", que promovia o filme "Girl Happy" (1965)
- A versão do single é o Master (Take 3), gravado em 19 de março de 1962
- Relançado como single de Ouro em 26 de outubro de 1965
- A versão ouvida como bônus na primeira edição do LP da trilha sonora de "Girl Happy" (1965) era o Master Alternativo (Take 4), substituído pelo Master nas edições posteriores
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LETRA ORIGINAL

Sweetheart, we're alone
And you are mine
Let's make this night a night to remember
Don't make our love a cold dying ember
For with the dawn, you'll be gone

Hold me close in your arms as the night withers away
Let's not waste one precious kiss while we're together
Oh, please come to my arms and say you'll love me forever
For with the dawn, you'll be gone

Sweetheart, when you're near
My heart is aflame
Your lips pressed on mine is heaven descending
And I could die because it is ending
For with the dawn, you'll be gone

Let these passion we feel in our hearts never end
I could never share this feeling with another
Oh, please say that you feel the same
There'll be no other
For with the dawn, you'll be gone

For with the dawn, you'll be gone
For with the dawn, you'll be gone
For with the dawn, you'll be gone

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TRADUÇÃO

Meu amor, estamos a sós
E você é minha
Vamos fazer desta noite uma noite inesquecível
Não deixe que nosso amor se torne uma brasa fria e moribunda
Pois com o amanhecer, você se irá

Me abrace forte enquanto a noite se dissipa
Não vamos desperdiçar nenhum beijo precioso enquanto estivermos juntos
Oh, por favor, venha aos meus braços e diga que me amará para sempre
Pois com o amanhecer, você se irá

Meu amor, quando você está perto
Meu coração se inflama
Seus lábios pressionados contra os meus são o paraíso descendo
E eu poderia morrer porque está acabando
Pois com o amanhecer, você se irá

Que esta paixão que sentimos em nossos corações nunca termine
Eu nunca poderia compartilhar este sentimento com outra pessoa
Oh, por favor, diga que sente o mesmo
Não haverá outra pessoa
Pois com o amanhecer, você se irá

Pois com o amanhecer, você se irá
Pois com o amanhecer, você se irá
Pois com o amanhecer, você se irá

 

LETRA E TRADUÇÃO: Just For Old Time Sake


Álbum:
Letra / Composição:
Roy C. Bennett / Sid Tepper, 1962
Número de catálogo:
LSP/LPM 2523
Data de gravação:
19 de março de 1962
Lançamento:
5 de junho de 1962
Observação:
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LETRA ORIGINAL

Just for old time sake
Won't you give my heart a break?
Let's get together again

Let's relive the time
I was yours and you were mine
Life was so wonderful then

I know, now I know
The day I let you go
I made my greatest mistake

If you loved me then
You could love me once again
Won't you try just for old time sake?

I know, now I know
The day I let you go
I made my greatest mistake

If you loved me then
You could love me once again
Won't you try just for old time sake?

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TRADUÇÃO

Só pelos velhos tempos
Você não daria uma chance ao meu coração?
Vamos ficar juntos de novo

Vamos reviver o tempo em que
Eu era seu e você era minha
A vida era tão maravilhosa naquela época

Eu sei, agora eu sei
No dia em que te deixei ir
Cometi meu maior erro

Se você me amou naquela época
Você poderia me amar de novo
Você não tentaria, só pelos velhos tempos?

Eu sei, agora eu sei
No dia em que te deixei ir
Cometi meu maior erro

Se você me amou naquela época
Você poderia me amar de novo
Você não tentaria, só pelos velhos tempos?

quinta-feira, 5 de março de 2026

LETRA E TRADUÇÃO: Fountain of Love


Álbum:
Letra / Composição:
Bill Giant / Jeff Lewis, 1962
Número de catálogo:
LSP/LPM 2523
Data de gravação:
19 de março de 1962
Lançamento:
5 de junho de 1962
Observação:
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LETRA ORIGINAL

One thought of you
My heart begins churning
I feel return
To a fountain of love

My lips and eyes
They ache to be near you
To hold you here
In my fountain of love

Never be blue
Should your world start sinking
Just come and drink
From my fountain of love

We'll build a new world
Off on a high mountain
We'll live on our fountain of love

One thought of you
My heart begins churning
I feel return
To a fountain of love

My lips and eyes
They ache to be near you
To hold you here
In my fountain of love

Never be blue
Should your world start sinking
Just come and drink
From my fountain of love

We'll build a new world
Off on a high mountain
We'll live on our fountain of love

We'll live on our fountain of love
We'll live on our fountain of love
We'll live on our fountain of love

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TRADUÇÃO

Um pensamento em você
Meu coração começa a palpitar
Sinto um retorno
A uma fonte de amor

Meus lábios e olhos
Anseiam por estar perto de você
Para te abraçar aqui
Na minha fonte de amor

Nunca fique triste
Se o seu mundo começar a desmoronar
Apenas venha e beba
Da minha fonte de amor

Construiremos um novo mundo
Lá no alto de uma montanha
Viveremos da nossa fonte de amor

Um pensamento em você
Meu coração começa a palpitar
Sinto um retorno
A uma fonte de amor

Meus lábios e olhos
Anseiam por estar perto de você
Para te abraçar aqui
Na minha fonte de amor

Nunca fique triste
Se o seu mundo começar a desmoronar
Apenas venha e beba
Da minha fonte de amor

Construiremos um novo mundo
Lá no alto de uma montanha
Viveremos da nossa fonte de amor

Viveremos da nossa fonte de amor
Viveremos da nossa fonte de amor
Viveremos da nossa fonte de amor

LETRA E TRADUÇÃO: (Such an) Easy Question


Álbum:
Letra / Composição:
Otis Blackwell / Winfield Scott, 1962
Número de catálogo:
LSP/LPM 2523
Data de gravação:
18 de março de 1962
Lançamento:
5 de junho de 1962
Observação:
- Parte da trilha sonora do filme "Tickle Me" (1965)
- Relançada como single em 8 de junho de 1965 e como single de Ouro em 8 de novembro de 1966
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LETRA ORIGINAL

Do you or don't you love me?
Such an easy question
Why can't I get an answer?

Tell me, will you or won't you need me?
Such an easy question
Why can't I get an answer?

All you do is give a sigh
And beat around the bush
Can it be that you're too shy
To give yourself a little old push?

Can you or can't you tell me yes?
It's such an easy question
Why can't I get an answer?

All you do is give a sigh
And beat around the bush
Can it be that you're too shy
To give yourself a little old push?

Can you or can't you tell me yes?
It's such an easy question
Why can't I get an answer?
Oh, yeah

It's such an easy answer
To such an easy question
Why can't I get an answer
To such an easy question?

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TRADUÇÃO

Você me ama ou não?
Uma pergunta tão simples
Por que não consigo uma resposta?

Diga-me, você vai precisar de mim ou não?
Uma pergunta tão simples
Por que não consigo uma resposta?

Tudo o que você faz é suspirar
E ficar dando voltas
Será que você é tímida demais
Para se dar um empurrãozinho?

Você pode me dizer sim ou não?
É uma pergunta tão simples
Por que não consigo uma resposta?

Tudo o que você faz é suspirar
E ficar dando voltas
Será que você é tímida demais
Para se dar um empurrãozinho?

Você pode me dizer sim ou não?
É uma pergunta tão simples
Por que não consigo uma resposta?
Ah, sim

É uma resposta tão simples
Para uma pergunta tão simples
Por que não consigo uma resposta
Para uma pergunta tão simples?