EAP Index Brasil: The On Stage Season (CD - FTD, 2013)

quarta-feira, 1 de abril de 2026

The On Stage Season (CD - FTD, 2013)

Título:
The On Stage Season
Selo:
FTD [FTD 127] [506020 975065 2]
Formato:
CD duplo
Número de faixas:
37
Duração:
122:30
Tipo de álbum:
Concerto
Vinculado a:
Discografia FTD
Ano:
2013
Gravação:
26 de janeiro OS / 23 de fevereiro de 1970 CS
Lançamento:
Outubro de 2013
Singles:
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The On Stage Season é o 127º CD da FTD. Ele abrange os concertos de abertura e encerramento da segunda temporada de Elvis em Las Vegas, em 26 de janeiro e 23 de fevereiro de 1970, respectivamente, lançados juntos e de forma oficial pela primeira vez.


Quando Elvis retornou aos palcos em 31 de julho de 1969, o sucesso foi tão grande que chegou a ofuscar as comemorações da chegada do homem à Lua onze dias antes. A euforia tomou conta de Las Vegas de um jeito que não se via desde os primórdios da cidade, com hotéis superlotados, pessoas do mundo todo pela Sunset Strip e o International Hotel batendo recordes de reservas e venda de ingressos para um estabelecimento recém aberto. A recepção de Elvis foi mais positiva do que ele esperava e o nervosismo pelo "fracasso de 1956" na cidade logo se tornou entusiasmo para mais shows de sua parte e gravações por parte da RCA que resultariam no LP "Elvis in Person at the International Hotel".

Elvis retornaria ao showroom do International cinco meses depois de sua primeira temporada, em 26 de janeiro de 1970, já com planos sólidos de gravar mais um LP ao vivo. Mas seu triunfal retorno aos palcos após 9 anos de hiato e muitos filmes medíocres requeria algo grande para comemorar o feito, o que o Coronel providenciou junto à MGM. Contrato assinado, Elvis foi incumbido de dar seu melhor perante as câmeras de cinema na temporada de agosto/setembro de 1970, resultando no incrível "That's the Way it is".

A segunda temporada de Elvis em Las Vegas, entre janeiro e fevereiro de 1970, marcou um dos pontos mais altos de sua fase de retorno aos palcos. Após o sucesso retumbante da estreia no International Hotel, em agosto de 1969, Elvis voltou ao mesmo local — agora com uma produção ainda mais refinada e confiança renovada. Os shows contavam com uma banda excepcional, que se tornaria quase totalmente fixa dali para a frente: James Burton na guitarra, Jerry Scheff no baixo, Glen D. Hardin no piano e Ronnie Tutt na bateria, além do quarteto vocal The Imperials e o coro feminino The Sweet Inspirations. O repertório equilibrava clássicos de sua carreira com interpretações intensas de canções contemporâneas, refletindo a vitalidade artística do “novo” Elvis.

Durante essa temporada, Elvis consolidou o formato de show que o acompanharia pelos anos seguintes — uma mistura de carisma, potência vocal e presença de palco arrebatadora. O espetáculo era registrado com rigor pela RCA e as gravações, profissionais e caseiras, capturaram não apenas performances eletrizantes, mas também um artista disciplinado e consciente de seu renascimento musical. A temporada de janeiro/fevereiro de 1970, portanto, não foi apenas uma série de shows de sucesso: representou o auge do Elvis intérprete maduro, que dominava o palco com energia e elegância, consolidando Las Vegas como o epicentro de sua lenda na década de 1970.

Elvis abriu a temporada em 26 de janeiro de 1970, com mais um show com lotação máxima. Nessa nova série de apresentações, o Rei do Rock mostrou-se ainda mais confiante e energizado, com um repertório que misturava seus clássicos dos anos 1950 a canções mais recentes. Vestido com seus característicos macacões adornados com pedras e cintos largos, ele consolidava o estilo visual que o acompanharia nos anos 1970. A banda de apoio deu aos concertos uma sonoridade moderna e potente, aproximando o Rock, o Soul e o Country.

Já o show da meia-noite de 23 de fevereiro de 1970, marcou o encerramento daquela temporada de Las Vegas, dando a Elvis quatro dias de descanso antes de seus magníficos shows no Astrodome de Houston. Essa apresentação mostra o cantor em plena forma vocal e física, interagindo com o público com humor e carisma inigualáveis. Ele executou performances intensas, revelando um artista totalmente renovado e conectado à sua plateia. O registro desse espetáculo ajudou a imortalizar o período como um dos mais vibrantes de sua carreira.

Abaixo segue nossa resenha deste CD.
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CD 1 - 26 DE JANEIRO DE 1970 OS

- 1. All Shook Up: A "Opening Vampé ouvida e então começamos o show com Elvis subindo ao palco. No repertório desde outubro de 1969, o hit de 1957 aparece aqui pela primeira vez como abertura da apresentação.
Embora este seja um soundboard de boa qualidade, nota-se que parte da qualidade foi perdida com o tempo, e nem o trabalho magistral da FTD na recuperação das fitas foi capaz de resolver problemas como o som estourado e a presença de poucos instrumentos no mix. A versão do single de 1957 é padrão para a época.

- 2. That's All Right: Elvis interpreta seu primeiro hit pela primeira vez desde o retorno aos palcos em outubro de 1969. Cantada ao vivo pela última vez em 25 de março de 1961, a primeira gravação profissional de Elvis soa excelente em uma versão curta, mas vibrante. A canção só retornaria ao repertório em 10 de agosto de 1970, já como abertura oficial dos shows, posição em que permaneceria até meados de 1972.

- 3. Proud Mary: O sucesso do Creedence Clearwater Revival é outro estreante nesta noite. Elvis a rende no ritmo da versão de Ike & Tina Turner, uma excelente escolha para um feel mais rocker. Embora bem recebida pela plateia, a música seria interpretada poucas vezes em 1970 antes de dominar setlist nos dois anos seguintes.

- 4. Don't Cry Daddy: Mais uma que estreia neste show, é interpretada de forma bastante parecida com o Master do single de novembro de 1969.

- 5. (Let Me Be Your) Teddy Bear / Don't Be Cruel: "Gostaria de cantar algumas músicas que gravei por volta de 1929.Elvis faz um de seus mais famosos medleys pela primeira vez. Embora "Don't Be Cruel" tenha aparecido durante outubro de 1969 em um medley com "Jailhouse Rock", "Teddy Bear" também estreia aqui.
A versão é a que se tornaria padrão nos anos seguintes e o acompanharia até 1977, proporcionando um dos primeiros momentos de interação direta com o público nos shows.

- 6. Long Tall Sally: Esta é a noite das estreias, então Elvis retoma o clássico de Little Richard que cantava ao vivo nos anos 1950. A versão é curta, mas ótima.

- 7. Let it Be Me: Também nova no repertório, foi interpretada somente nesta temporada. Boa versão, mas nada que se compare à de 17 de fevereiro de 1970 MS, ouvida no LP "On Stage".

- 8. I Can't Stop Loving You:  Concentrado, Elvis dá tudo de si nesta excelente versão do clássico de Ray Charles. O mix começa a melhorar muito aqui, possibilitando ouvir o trabalho da orquestra de Bobby Morris.

- 9. Walk a Mile in My Shoes: Mais um estreante, o sucesso de Joe South & The Believers é rendido de forma sensacional.

- 10. In the Ghetto: O fim da música anterior leva imediatamente ao início do single de abril de 1969. Embora a FTD tenha separado as músicas em faixas diferentes por algum motivo bizarro, esta é a primeira versão do famoso medley interpretado poucas vezes. Elvis entrega uma interpretação poderosa de duas músicas com mensagens fortes.

- 11. True Love Travels On a Gravel Road: Lançada em "From Elvis in Memphis", a canção aparece pela primeira e única vez em um show de Elvis. O cantor se atrapalha no início e precisa reiniciar a rendição, mas é uma versão muito boa de se ouvir.

- 12. Sweet Caroline: Após interagir com a plateia, Elvis interpreta o sucesso de Neil Diamond com maestria. A música soa magnífica, com a orquestra sendo bastante evidente no mix. Os músicos se encaminham para a finalização da rendição, mas Elvis se atrapalha um pouco e ordena o reinício. Ele erra novamente e recomeça, desta vez para finalizar da forma ensaiada. "Bom, já foram quatro erros esta noite."

- 13. Polk Salad Annie: "Vamos descer para a Louisiana." Interpretada de forma um pouco mais lenta do que de costume no ano anterior, esta é uma versão boa que termina um tanto abruptamente.

- 14. Introductions: Elvis apresenta The Sweet InspirationsThe Imperials, James Burton, John Wilkinson, Bob Lanning, Jerry Scheff,, Charlie Hodge, Glen Hardin, o maestro Bobby Morris e sua orquestra.

- 15. Kentucky Rain: Estreando no repertório, o mais recente single de Elvis pela RCA é a próxima atração da noite. A versão é boa e alinhada ao Master, mas, assim como suas outras rendições, não ofusca a que ouvimos na apresentação de 15 de fevereiro de 1970 MS.

- 16Suspicious Minds: O sucesso de 1969 anuncia a chegada do fim do show. Elvis faz uma versão cheia de energia que termina de forma fenomenal e a plateia o ovaciona.

- 17. Can't Help Falling in Love: O show se encerra com a versão padrão do clássico de 1961.


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CD 2 - 23 DE FEVEREIRO DE 1970 CS

- 1. All Shook Up: Terminando a temporada de janeiro/fevereiro de 1970, o show inicia de forma eletrizante. Elvis canta com intensidade, apesar do cansaço.

- 2. I Got a Woman: Boa interpretação, com participação magnífica da bateria de Bob Lanning.

- 3. Long Tall Sally: Sem grandes diálogos, Elvis apresenta a música e a rende da forma padrão.

- 4. Don't Cry Daddy: Ótima rendição, com Elvis colocando sua alma na música.

- 6. Hound Dog: Elvis faz seu corriqueiro discurso sobre como foi descoberto e as participações no The Ed Sullivan Show. A rendição é padrão.

- 6. Love Me Tender: Elvis introduz a música, explicando sua origem (o filme de mesmo nome, de 1956) e fazendo um false start. A versão é padrão, com a usual entrega de beijos e lenços para fãs.

- 7. Kentucky Rain: Excelente versão, com Elvis e seus backing vocals dominando o mix.

- 8. Let it Be Me: A música é bem interpretada e traz um momento de romantismo ao show. O solo de John Wilkinson é fenomenal. Esta é a última rendição ao vivo.

- 9. I Can't Stop Loving You: Esta é outra versão excelente, com a voz de Elvis soando forte.

- 10. See See Rider: Inserida no repertório há três semanas, a música ganha uma versão muito parecida com as que viriam a partir de 1972, quando assumiria a posição de abertura oficial dos shows, com raras exceções.

- 11. Sweet Caroline: Mais uma excelente versão, desta vez com backing vocals mais proeminentes no mix.

- 12. Polk Salad AnnieSem parar, Elvis vai direto à música. A finalização é de tirar o fôlego. Novamente, Elvis interage com a plateia por dois minutos antes de prosseguir com a apresentação.

- 13. Introductions: Elvis apresenta The Sweet InspirationsThe Imperials, James Burton, John Wilkinson, Bob Lanning, Eddie Graham (percussionista da orquestra, introduzido por pelo excepcional trabalho em "Polk Salad Annie"), Jerry Scheff, Glen Hardin ("Steve Allen"), Charlie Hodge ("Kate Smith"), o maestro Bobby Morris ("Leonard Bernstein") e sua orquestra.

- 14. Lawdy Miss Clawdy: Elvis senta-se ao piano. "Esta é uma música que ouvi alguém cantar, mas..." Em uma versão improvisada e muito agradável, o cantor apresenta uma breve versão de sua gravação de 1956, rendida ao vivo pela primeira vez aqui. "Eu costumava me chamar Fats Domino, mas perdi peso."

- 15. Heartbreak Hotel: As fãs vão à loucura com os primeiros acordes do hit de 1956, executado aqui pela primeira vez no ano de 1970. É uma versão curta, mas bem feita.

- 16. One Night: Elvis empresta a guitarra de James Burton e senta-se em um banquinho no meio do palco. Ali, sob incentivos das Sweet Inspirations, ele faz uma versão excelente de sua gravação de 1957.

- 17. It's Now or Never: Ainda na guitarra lead, Elvis interpreta sua gravação de 1960. Esta versão soa mais intensa e bem arranjada do que a maioria ouvida nos anos seguintes.

- 18. Suspicious Minds: Elvis canta muito bem e apresenta uma versão mais curta, com pouco menos de 4 minutos e meio de duração, mas intensamente vibrante.

- 19. Dialogue: O cantor agradece a plateia, os membros de seu conjunto e o engenheiro de gravação (Bill Porter). Ele também apresenta o Coronel Parker e, percebendo que seu agente não está lá, dispara: "Ele está no cassino, tentando ganhar algum." Por fim, Elvis apresenta seu engenheiro de som (Felton Jarvis) e anuncia seus shows no Houston Astrodome na semana seguinte.

- 20. Can't Help Falling in Love: Elvis canta seu hit de 1961 e encerra a apresentação.

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